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Presença feminina no mercado de trabalho cresce em Santa Catarina

Em 2024, as mulheres conquistaram um marco importante no mercado de trabalho brasileiro, representando 52,7% das novas vagas de emprego formal, segundo os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Este número reflete um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando a participação feminina foi de 45,7%. Essa mudança positiva foi comemorada de forma especial em Santa Catarina, onde o mês de março foi marcado pela celebração do Mês Internacional da Mulher. Para destacar essa conquista, a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) lançou o Informativo Mensal de Emprego nº 2/2025, que traz como tema principal “Inclusão, Conquistas e Desafios da Mulher Catarinense no Mercado de Trabalho”.

CRESCIMENTO DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO EM SANTA CATARINA

A boa notícia não para por aí. Em Santa Catarina, as mulheres foram responsáveis por ocupar 39,5% das novas vagas formais no início de 2025, conforme o Novo Caged de janeiro de 2025. Isso corresponde a um total de 9.108 postos de trabalho formal ocupados por mulheres apenas no primeiro mês do ano. Quando comparamos os números regionais e nacionais, o desempenho catarinense se destaca: a região Sul apresentou uma taxa de 28,1%, enquanto a média nacional foi de 20,4%.

Segundo Larissa Borges, diretora de Políticas Públicas da Seplan, esse avanço no estado catarinense é um reflexo do crescimento contínuo da presença feminina no mercado de trabalho. Ela ressalta que, em comparação com janeiro de 2024, houve um crescimento de 0,5 pontos percentuais na participação das mulheres nas novas vagas formais. “Os dados em Santa Catarina superam positivamente a média na Região Sul e a média nacional. Portanto, os resultados reforçam a nossa crescente presença feminina e a importância de ampliar oportunidades no mercado de trabalho para essa robusta força de trabalho da mulher”, afirmou Larissa Borges.

UMA EVOLUÇÃO NO RENDIMENTO MÉDIO DAS MULHERES

Em termos de rendimento, as mulheres catarinenses também apresentaram avanços notáveis. Entre o quarto trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2024, o rendimento médio habitual das mulheres cresceu 21,8%, um aumento superior ao dos homens, que foi de 18,0%. Em 2024, o valor médio recebido pelas mulheres no estado alcançou R$ 3.190,00. Esse número coloca Santa Catarina como o quarto estado com o maior rendimento médio feminino no Brasil, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. O crescimento no rendimento é mais uma evidência da evolução das mulheres no mercado de trabalho e do impacto positivo dessa trajetória no estado.

A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE DADOS PARA A EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

A Seplan, por meio de sua equipe de economistas e especialistas em gestão de dados, tem se empenhado para orientar políticas públicas focadas na empregabilidade feminina, considerando as particularidades regionais e sociais. Larissa Borges reforça que o monitoramento constante dos indicadores é essencial para uma análise aprofundada do cenário e para o desenho de estratégias mais eficazes de inclusão e qualificação.

Esse trabalho tem sido complementado pelo cruzamento de dados com outras fontes governamentais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que revelou um aumento significativo da participação feminina no mercado de trabalho catarinense. No último trimestre de 2024, 60,5% das mulheres estavam empregadas, o que representa um aumento de 5,22% em relação ao mesmo período de 2015. Esse crescimento superou o aumento observado entre os homens, que foi de 2,13% no mesmo período.

MULHERES CADA VEZ MAIS PRESENTES NOS SEGMENTOS E ECONOMIA DE SANTA CATARINA

A presença das mulheres no mercado de trabalho não se limita apenas aos números gerais. A diversificação das áreas de atuação das mulheres também chama a atenção. De acordo com Pietro Aruto, economista da Seplan, entre 2015 e 2024, o estado registrou um aumento de 292 mil mulheres ocupadas, o que representa um crescimento de 18,9% em nove anos. O protagonismo feminino tem sido cada vez mais visível, especialmente nos segmentos de maior produtividade, como os de nível superior.

Pietro destaca que, nos últimos 12 meses, duas em cada três novas vagas de emprego formal ocupadas por profissionais com nível superior foram preenchidas por mulheres. Esses segmentos não apenas têm altos índices de produtividade, mas também são fundamentais para a competitividade das empresas catarinenses no cenário econômico atual.

SETORES E TENDÊNCIAS NO EMPREGO FEMININO

Outro dado relevante é a significativa presença das mulheres nos setores de serviços e indústria. Ambos os setores apresentam crescimento expressivo no número de vagas ocupadas por mulheres, refletindo um movimento de diversificação das atividades econômicas e da absorção feminina nesses setores. Em 2022, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o setor de Serviços empregava 54,5% da mão de obra feminina, enquanto a Indústria ocupava 23,8%. O Comércio também tem uma participação relevante, com 19,7% de representação feminina. Por outro lado, setores como Construção e Agropecuária continuam com participação reduzida das mulheres, com 0,99% e 0,95%, respectivamente.

Esses dados são um indicativo do crescente papel das mulheres em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico do estado, como serviços e indústria. No entanto, o desafio permanece: como garantir que essas tendências se consolidem e sejam ampliadas ao longo dos próximos anos?

OS DESAFIOS AINDA PENDENTES E O CAMINHO PARA A IGUALDADE

Apesar dos avanços significativos, as mulheres ainda enfrentam desafios em relação à igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. A desigualdade salarial, a falta de representatividade em cargos de liderança e o acesso restrito a certas áreas profissionais ainda são obstáculos que exigem atenção. As políticas públicas de Santa Catarina buscam reduzir essas barreiras, mas o caminho para uma verdadeira equidade entre os gêneros ainda exige muito esforço e compromisso de todos os setores da sociedade.

Portanto, qual é o papel das políticas públicas, das empresas e da sociedade nesse contexto? A luta pela inclusão e pela igualdade de oportunidades deve continuar sendo uma prioridade para garantir que as mulheres, com sua crescente participação no mercado de trabalho, tenham acesso às mesmas condições de crescimento profissional que seus colegas homens.

A trajetória de crescimento das mulheres no mercado de trabalho em Santa Catarina é uma história de superação e conquista. Mas, como mostram os dados, o caminho não está concluído. Há muito a ser feito para que, em um futuro não muito distante, a igualdade de gênero no trabalho seja uma realidade consolidada e irreversível.

 

Fonte: Agência de Notícias SECOM


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