Estudo da ONU aponta que 2024 foi o ano mais quente dos últimos 175 anos

Em um anúncio alarmante, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), revelou que 2024 foi o ano mais quente dos últimos 175 anos de registros científicos. A data histórica, divulgada em 19 de março, destaca que o ano passado superou em mais de 1,5 °C a média das temperaturas globais em relação ao período pré-industrial (1850-1900). Este marco, embora preocupante, não é uma surpresa, considerando os padrões climáticos que temos vivenciado.
Mas o que isso realmente significa para o nosso planeta? Como as mudanças climáticas estão afetando nossas vidas, economias e ecossistemas? E o mais importante: o que podemos fazer para mudar esse cenário?
Conteúdos [esconder]
- AQUECIMENTO GLOBAL EM ALTA: UMA REALIDADE INCONTESTÁVEL
- A QUEDA NO GÁS DO EFEITO ESTUFA: COMO O CO2 AFETA O CLIMA
- OS EFEITOS SOBRE O GÊLO: ANTÁRTIDA E ÁRTICO EM PERIGO
- OS FENÔMENOS CLIMÁTICOS EXTREMOS E A CRISE ALIMENTAR GLOBAL
- O QUE O FUTURO NOS RESERVA: A LUTA CONTRA O TEMPO
- O DESAFIO DE UM FUTURO MAIS SUSTENTÁVEL
AQUECIMENTO GLOBAL EM ALTA: UMA REALIDADE INCONTESTÁVEL
O relatório da OMM traz dados preliminares que estimam o aquecimento global de longo prazo entre 1,34 °C e 1,41 °C, em comparação ao período de 1850-1900. O dado revela que, apesar de um único ano ultrapassar o limiar de 1,5 °C, isso não significa que os objetivos de temperatura do Acordo de Paris estejam fora de alcance. No entanto, como alertou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, este é “um sinal de alerta de que estamos aumentando os riscos para as nossas vidas, economias e para o planeta.”
O que isso indica, afinal? O aumento das emissões de gases de efeito estufa, combinado com os fenômenos climáticos naturais como o El Niño e La Niña, tem sido o principal motor desse aquecimento global. Isso nos leva a uma reflexão: estamos agindo de maneira suficiente para mitigar os impactos dessas emissões?
A QUEDA NO GÁS DO EFEITO ESTUFA: COMO O CO2 AFETA O CLIMA
Os dados sobre a concentração atmosférica de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, presentes no estudo, são ainda mais preocupantes. O nível de CO2 registrado é o mais alto dos últimos 800 mil anos, o que leva a um acúmulo de calor no planeta. Como destaca o estudo, “o dióxido de carbono permanece na atmosfera durante gerações, retendo o calor”, exacerbando o processo de aquecimento global.
E não para por aí. A OMM revela que cerca de 90% da energia retida pelos gases de efeito estufa é absorvida pelos oceanos. E o que temos visto, infelizmente, é a aceleração dessa absorção, com a taxa de aquecimento dos oceanos atingindo níveis recordes nos últimos 65 anos.
Esse aumento nas temperaturas oceânicas não só impacta a biodiversidade marinha, mas também agrava o derretimento das calotas polares, especialmente na Antártica e no Ártico. “Estamos vendo a perda de massa glacial de forma mais acentuada, o que eleva a preocupação sobre a elevação do nível do mar”, comentou um dos especialistas envolvidos na pesquisa.
OS EFEITOS SOBRE O GÊLO: ANTÁRTIDA E ÁRTICO EM PERIGO
A observação das calotas de gelo no Ártico e na Antártica revela um cenário ainda mais alarmante. Os últimos três anos marcaram as menores extensões de gelo antártico dos registros, além da maior perda de massa glacial já registrada. Já no Ártico, os dados indicam as menores extensões de gelo em 18 anos, tornando-se um símbolo do impacto que o aquecimento global tem sobre os ecossistemas polares.
Você já parou para pensar no impacto disso para as comunidades costeiras ao redor do mundo? A elevação do nível do mar representa uma ameaça crescente para milhões de pessoas, especialmente aquelas que vivem em regiões de baixa altitude, como as ilhas do Pacífico ou as grandes cidades costeiras.
OS FENÔMENOS CLIMÁTICOS EXTREMOS E A CRISE ALIMENTAR GLOBAL
O aquecimento global não afeta apenas os ecosistemas, mas também provoca mudanças drásticas nas condições de vida humanas. De acordo com o relatório da OMM, os eventos climáticos extremos de 2024 – como secas prolongadas, inundações e ondas de calor intensas – intensificaram as crises alimentares em 18 países ao redor do mundo.
Esses fenômenos, combinados com os conflitos globais e os altos preços de alimentos, causaram um impacto devastador na segurança alimentar em várias regiões. Imagine a situação: enquanto a produção agrícola é afetada pela escassez de água e temperaturas extremas, as populações mais vulneráveis enfrentam ainda mais dificuldades para acessar alimentos e água potável.
O QUE O FUTURO NOS RESERVA: A LUTA CONTRA O TEMPO
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo urgente: “Os líderes têm de tomar medidas para que isso aconteça, aproveitando os benefícios das energias renováveis baratas e limpas para as suas populações e economias.” As opções ainda estão sobre a mesa. O relatório deixa claro que, embora os sinais sejam alarmantes, ainda há tempo para agir e limitar o aumento da temperatura global, desde que medidas efetivas sejam adotadas globalmente.
A chave para enfrentar os desafios do clima está em uma ação coordenada entre governos, empresas e cidadãos. Se os líderes mundiais se comprometerem a adotar planos nacionais de clima robustos, baseados no uso de energias renováveis, poderemos ainda mudar o curso do nosso futuro climático.
O DESAFIO DE UM FUTURO MAIS SUSTENTÁVEL
A OMM nos envia um sinal claro de que, apesar de estarmos em um ponto crítico, o futuro ainda está em nossas mãos. Se tomarmos as ações necessárias, podemos garantir um planeta mais seguro e habitável para as futuras gerações. Agora, a grande questão é: o que você está fazendo para contribuir para um futuro sustentável? O momento de agir é agora.
As escolhas que fizermos agora serão fundamentais para determinar o legado que deixaremos para o futuro. Podemos virar esse jogo? O tempo para agir é agora.
Fonte: Agência Brasil
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