Vice-prefeito de Lages é acusado de violência doméstica e caso gera indignação na Alesc

A denúncia de violência contra a mulher envolvendo o vice-prefeito de Lages, Jair Junior, causou forte impacto na sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta terça-feira (25).
O episódio gerou indignação entre parlamentares e reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes no combate à violência de gênero.
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“UM EPISÓDIO TRISTE”: PRESIDENTE DO PODEMOS REPUDIA A VIOLÊNCIA
A presidente estadual do Podemos, deputada Paulinha, não escondeu a perplexidade diante da acusação. Durante seu pronunciamento, expressou sua indignação e frustração ao ver um membro do partido envolvido em um caso tão grave.
“Um episódio triste sofrido pelo município de Lages, quando tem uma mulher violada em seus direitos. Violência provocada por um dos quadros do nosso partido, o vice-prefeito, um homem que sempre se mostrou parceiro, participativo e leal, mas que guardava para si uma personalidade desconhecida de todos nós. Ficamos estarrecidos pela violência”, declarou Paulinha.
A parlamentar também anunciou que o partido tomará providências imediatas e que a Comissão de Ética será acionada para analisar o caso. Em um gesto de empatia e compromisso com a causa feminina, Paulinha pediu desculpas à população de Lages e de Santa Catarina.
Além disso, chamou a atenção para um dado alarmante: enquanto outros índices caem no estado, os números da violência contra a mulher seguem em ascensão.
“CAUSOU DOR E TRISTEZA”: LUCAS NEVES MANIFESTA INDIGNAÇÃO
O deputado estadual Lucas Neves (Podemos) também se pronunciou, reforçando o impacto negativo do caso na comunidade lageana.
“Um assunto que constrangeu a todos nós no final de semana, que envergonhou todos nós que somos lageanos: a violência contra a mulher. Isso me causou dor, espanto e uma tristeza gigantesca e que acabou atingindo muitas pessoas da cidade. É alguém próximo da gente”, lamentou Lucas Neves.
O sentimento de decepção e indignação foi compartilhado por outros parlamentares, que destacaram a necessidade de ações mais rigorosas para coibir a violência de gênero.
SANTA CATARINA E O COMBATE À VIOLÊNCIA: ESTAMOS FAZENDO O SUFICIENTE?
A deputada Luciane Carminatti (PT) foi além e trouxe à tona uma questão crucial: como o estado de Santa Catarina tem tratado as vítimas de violência doméstica?
“O que o estado de Santa Catarina tem feito, como tem sido feito o acolhimento às vítimas?”, questionou Luciane.
Ela criticou a ausência de delegacias especializadas que funcionem 24 horas e denunciou a discrepância entre os valores orçados e os efetivamente investidos no apoio às mulheres vítimas de violência. Segundo a parlamentar, dos R$ 900 mil destinados para essa finalidade em 2024, apenas R$ 324 mil foram efetivamente aplicados.
Diante desse cenário, fica a pergunta: como garantir que essas vítimas recebam o suporte necessário? A ausência de uma estrutura eficiente de acolhimento contribui para que muitas mulheres permaneçam em ciclos de violência, sem acesso à proteção e à justiça.
A INDIGNAÇÃO PRECISA SE TRANSFORMAR EM AÇÃO
O caso envolvendo o vice-prefeito de Lages não é apenas mais um episódio isolado de violência contra a mulher. Ele expõe uma realidade que persiste, independentemente da classe social, partido político ou posição de poder.
A comoção gerada no plenário da Alesc reflete um sentimento coletivo de indignação, mas, mais do que isso, deve servir como um impulso para mudanças concretas. O combate à violência contra a mulher não pode ficar restrito a discursos inflamados – é preciso investimento, políticas públicas eficazes e, acima de tudo, compromisso real com a causa.
Santa Catarina pode e deve fazer mais. Afinal, até quando teremos que lamentar novos casos antes de agir de fato?
Fonte: Agência ALESC
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