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Rainha e princesas da Festa do Pinhão encantam com trajes inéditos e chapéus ao invés de coroas

Você já parou para pensar como a moda pode contar histórias, preservar culturas e emocionar? Na 34ª edição da Festa Nacional do Pinhão, a tradição ganhou novos contornos — e brilhou, literalmente, nas vestes da realeza. Em uma conexão direta com as raízes da Serra Catarinense, os trajes da rainha e princesas foram mais do que um desfile de beleza: foram um manifesto de pertencimento, força e representatividade.

TRADIÇÃO REINVENTADA: UMA NOVA ROUPAGEM PARA A IDENTIDADE SERRANA

Nos últimos anos, a realeza da Festa do Pinhão vem se tornando um dos principais símbolos visuais do evento. Mas em 2025, esse protagonismo ultrapassou qualquer expectativa. O projeto visual deste ano abraça ainda mais o DNA serrano, com uma proposta estética que resgata a alma lageana — com toda sua rusticidade, elegância e coragem.

Durante a cerimônia de abertura da colheita do pinhão, realizada no calçadão da Praça João Costa no último dia 5 de abril, o trio real surgiu com trajes passeio inéditos, desenhados especialmente para os momentos de divulgação da festa. E o impacto foi imediato.

UM OLHAR ENCANTADO PARA O NOVO TRAJE

Produzidos pelo ateliê La Única, sob a direção criativa da estilista Ana Lopes, os trajes misturam saias estruturadas em gorgurão e blusas de tule delicado. O resultado? Um equilíbrio perfeito entre a imponência da mulher do campo e a suavidade da mulher serrana. Bordados manuais, aplicações florais, rendas com pedrarias e um toque de sofisticação que não abandona a essência tradicionalista.

E um detalhe em especial roubou a cena: o pinheiro bordado próximo ao coração. “Um dos destaques emocionantes do look é o pinheiro posicionado no lado esquerdo do peito, próximo ao coração, representando o amor pela nossa terra e pelas raízes culturais que nos sustentam. O caule em formato de trança em lã, criou um efeito de alto-relevo”, descreve Ana Lopes.

DOUSADIA NA ESCOLHA DO CHAPÉU CAMPEIRO

E se a coroa sempre foi o símbolo da realeza, este ano ela deu lugar a um item emblemático da cultura sulista: o chapéu campeiro. Um gesto ousado, simbólico e carregado de intenção. Afinal, por que não aproximar a nobreza do povo?

A escolha pelos chapéus no lugar das tradicionais coroas representou um gesto simbólico de aproximação com a comunidade lageana. Foi uma forma de honrar as raízes tradicionalistas da nossa cidade e valorizar a figura da mulher do campo — forte, resiliente e essencial na construção da nossa cultura”, afirma a estilista.

A COR ROXA: MAIS DO QUE BELEZA, UM ATO DE CONSCIÊNCIA

Outro ponto que merece destaque: a cor roxa escolhida para a saia. Longe de ser apenas uma opção estética, ela carrega um significado potente. É a cor símbolo da luta contra a violência à mulher, representando a resistência, o protagonismo feminino e o poder de transformação da mulher serrana.

Cada detalhe — dos bordados em fita de veludo às linhas de seda — carrega propósito. “Também aplicamos uma renda com pedrarias, remetendo à sofisticação e à nobreza — afinal, estamos falando de realeza”, reforça Ana.

UM SONHO DE INFÂNCIA, UM ENCONTRO COM A IDENTIDADE

Ser rainha ou princesa da Festa do Pinhão é, para muitas meninas lageanas, um sonho acalentado desde cedo. Quando o momento chega, a emoção transborda — e o encontro com o traje é um rito de passagem.

Foi um momento emocionante, pois elas entenderam o peso simbólico daquela escolha e se sentiram ainda mais conectadas com a proposta da festa deste ano, que busca resgatar e valorizar as raízes culturais lageanas. Ver a alegria nos olhos delas ao vestirem algo tão representativo foi a maior confirmação de que estávamos no caminho certo”, relata Ana Lopes.

A produção dos trajes levou cerca de uma semana, em um processo artesanal intenso, exigindo atenção a cada costura, bordado e acabamento. A escolha pelo novo visual no evento de abertura da colheita não foi por acaso: o início da safra do pinhão é um marco emocional e simbólico para toda a Serra Catarinense.

MAIS QUE UM TRAJE: UMA DECLARAÇÃO DE PERTENCIMENTO

E não para por aí. Antes desse look mais elaborado, a realeza também apareceu com uma composição mais casual — camisas de renda e calças jeans — utilizadas em gravações e entrevistas. A proposta é clara: cada momento terá um figurino especial, pensado para traduzir a Festa do Pinhão com elegância, identidade e significado.

E os vestidos oficiais, os mais aguardados da temporada, já estão em desenvolvimento. E vêm aí com uma proposta emocionante: homenagear três mulheres que deixaram sua marca na história de Lages. Uma reverência àquelas que transformaram a sociedade lageana com coragem, trabalho e inspiração.

Acreditamos que aquela que faz a diferença dentro de casa tem o mesmo valor e importância daquela que transformou o mundo lá fora. Em breve, vamos revelar mais detalhes sobre como tudo isso vai se tornar realidade”, promete Ana Lopes. Os vestidos ainda trarão elementos das paisagens naturais da Serra — verdadeiras obras de arte moldadas pela natureza.

UMA FESTA COM ALMA, UMA MODA COM HISTÓRIA

A Festa do Pinhão 2025 promete muito mais do que música, gastronomia e celebração: ela nos convida a olhar para dentro, reconhecer nossas raízes e celebrar quem somos — com orgulho, beleza e força.

Quer acompanhar todos os detalhes da realeza e dos preparativos da festa? Fique de olho no site oficial: https://festadopinhao.com.

E você, já se emocionou com um traje que conta uma história? ✨

Fotos: Nilton Wolff

 

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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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