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Quando o pix foi criado? Entenda!

Em 21 de dezembro de 2018, o sistema que viria a revolucionar o mercado de pagamentos brasileiro teve suas bases oficialmente divulgadas pelo Banco Central (BC). Embora o Pix tenha sido lançado ao público apenas em novembro de 2020, os primeiros passos para essa inovação começaram anos antes, numa trajetória que mudou a forma como o dinheiro circula no Brasil.

ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO PIX: UMA JORNADA INICIADA EM 2016

Você sabia que as discussões sobre um sistema de pagamentos instantâneos já estavam em andamento desde 2016? Foi justamente nesse ano que Ilan Goldfajn assumiu a presidência do BC e lançou a Agenda BC+, uma iniciativa para modernizar o sistema financeiro nacional e ampliar a inclusão financeira.

Segundo Goldfajn, o objetivo era tornar o sistema mais eficiente e competitivo, criando produtos e serviços que beneficiassem toda a economia:

“Embora o nosso sistema seja notabilizado pela sua dinâmica, há espaços para aperfeiçoamentos visando tornar ainda mais eficiente a oferta de produtos e serviços financeiros a preços competitivos, com externalidades positivas para a eficiência da economia como um todo.”

A ideia de acelerar os processos para autorizar novos arranjos de pagamento começou a tomar forma nessa época, ainda que sem muitos detalhes.

Além disso, o BC participou, também em 2016, de um relatório elaborado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que reúne 26 bancos centrais do mundo — incluindo o Federal Reserve (EUA) e o Banco Central Europeu — para analisar os benefícios dos sistemas instantâneos de pagamento.

GRUPO DE TRABALHO E OS FUNDAMENTOS DO PIX

O avanço mais concreto para a criação do Pix ocorreu em maio de 2018, quando o Banco Central lançou o Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), que atua como uma pré-incubadora de projetos envolvendo startups e pequenas empresas.

Naquele mês, também foi criado o Grupo de Trabalho Pagamentos Instantâneos, responsável por definir as regras do sistema. Dividido em cinco subgrupos que trataram de temas como segurança, velocidade das transações e câmaras de compensação, o grupo concluiu suas análises em dezembro de 2018.

No balanço anual do BC daquele ano, Ilan Goldfajn mencionou explicitamente o desenvolvimento do sistema, acompanhado de um infográfico que já mostrava o funcionamento futuro do Pix.

TESTES, LANÇAMENTO E CRESCIMENTO EXPONENCIAL

Com o conceito definido, o BC assumiu a administração da base de dados do Pix em agosto de 2019. Essa centralização, segundo o órgão, potencializa os ganhos de escala e garante o bom funcionamento do ecossistema.

Foi só em fevereiro de 2020 que o nome Pix foi divulgado oficialmente pelo então presidente do BC, Roberto Campos Neto, que destacou a demanda da população por uma ferramenta de pagamento rápida, barata e segura.

Já em outubro daquele ano, foi estabelecida a gratuidade do Pix para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEI), reforçando seu caráter inclusivo.

O lançamento em caráter de teste aconteceu em 3 de novembro de 2020, inicialmente para até 5% dos clientes bancários e em horários especiais. Quinze dias depois, em 16 de novembro, o sistema começou a operar 24 horas por dia para todos que criassem chaves Pix.

UM NOVO PATAMAR NOS PAGAMENTOS BRASILEIROS

Em apenas cinco anos, o Pix movimentou impressionantes R$ 65 trilhões. Para você ter uma ideia do crescimento, no mês de lançamento, novembro de 2020, foram transferidos R$ 25,869 bilhões. Já em junho de 2025, o sistema registrou recorde mensal com R$ 2,866 trilhões movimentados e quase 1.000 instituições financeiras conectadas.

Esse volume mostra não só a aceitação do Pix, mas também como o sistema vem impactando a economia brasileira, facilitando transações, reduzindo custos e promovendo inclusão financeira.


Quer entender mais sobre o funcionamento e a história do Pix? Acompanhe as informações oficiais no site do Banco Central: https://www.bcb.gov.br.


Se você ainda não usa o Pix, que tal experimentar essa forma prática e rápida de fazer pagamentos e transferências? Já sentiu a diferença que ele pode fazer no seu dia a dia?

Fonte: Agência Brasil

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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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