Turismo transforma pequenos negócios e promove experiências únicas em todo o Brasil
O turismo ocupa cada vez mais espaço como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social no Brasil. Em agosto, o Salão do Turismo, realizado entre os dias 21 e 23 no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), transformou-se em um palco de visibilidade para os pequenos negócios que atuam no setor. A iniciativa, liderada pelo Sebrae, promoveu experiências, conexões e oportunidades para empreendedores que trabalham em diferentes rotas turísticas do país, consolidando-se como uma vitrine nacional do potencial de inovação e diversidade existente em todas as regiões brasileiras.
Durante o evento, visitantes tiveram acesso a 70 rotas turísticas estruturadas em áreas que abrangem natureza, cultura, sabores, história, aventura e diversidade. A proposta foi permitir uma imersão nos destinos sem sair do espaço expositivo, criando uma oportunidade de valorização das experiências locais e aproximando empreendedores do mercado consumidor e de operadores de turismo.
Conteúdos
O SALÃO DO TURISMO COMO PONTO DE ENCONTRO DO SETOR
A participação do Sebrae no Salão do Turismo evidenciou a importância de ampliar os canais de acesso ao mercado para os pequenos negócios. A instituição apresentou o resultado do trabalho de sua rede de Agentes de Roteiros Turísticos (ARTs), que atua em todo o território nacional, apoiando comunidades e empreendedores na estruturação de produtos turísticos.
De acordo com a analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Germana Magalhães, o evento se consolidou como um espaço estratégico para geração de negócios. Ela destacou que a iniciativa abre caminho para que micro e pequenos empreendedores possam se posicionar tanto no mercado B2C, ao apresentar produtos diretamente aos consumidores, quanto no B2B, ao atrair operadores interessados em firmar parcerias.
“O evento abre espaço para que pequenos negócios do segmento acessem o mercado, posicionem seus produtos turísticos tanto para os clientes finais (B2C), como para operadores de turismo (B2B), que possam se interessar em fazer negócios com essas rotas e roteiros criados com apoio dos ARTs”, explicou.
A PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA DO EVENTO
As apresentações das 70 rotas turísticas foram organizadas ao longo de três dias. A cada tarde, entre 14h e 18h, o palco do estande do Sebrae recebeu diferentes empreendedores, representando a diversidade cultural e natural do país.
-
Dia 21: rotas ligadas à natureza e à gastronomia regional;
-
Dia 22: roteiros com foco em cultura, história e diversidade;
-
Dia 23: experiências voltadas a sabores, aventura e expressões culturais.
A programação evidenciou o protagonismo das comunidades locais, ao mesmo tempo em que destacou a importância de integrar gastronomia, cultura e ecoturismo na construção de experiências memoráveis.
UM NOVO OLHAR PARA O TURISMO
Um dos destaques do evento foi a apresentação da Rota dos Pireneus – Queijos e Vinhos de Goiás, organizada pela agência de turismo “Elas Aventura”, de Goiânia. A empresa, formada por uma equipe 100% feminina, atua no segmento de experiências off-road e se notabiliza por incentivar a presença das mulheres no turismo de aventura.
No roteiro, os visitantes têm acesso a vinícolas, queijarias artesanais, trilhas, cachoeiras e fazendas nos municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás. A sócia-fundadora, Arêda Marcório, ressaltou a relevância da rota para o fortalecimento do empreendedorismo local.
“A Rota dos Pirineus é a nossa queridinha, porque está aqui no nosso quintal e tem histórias de empreendedorismo feminino maravilhosas que brilham aos olhos e se conectam com o propósito do nosso negócio”, afirmou.
A iniciativa ilustra a capacidade de inovação das microempresas do setor, ao transformar o turismo em um instrumento de valorização cultural e de fortalecimento da identidade regional.
O TURISTA CADA VEZ MAIS EXIGENTE
Outro exemplo de destaque foi o da Agência Andarilhos Viagens e Turismo, sediada em Mucugê, na Bahia. Fundada pelo empresário Dourival Júnior, especialista em trilhas e cavernas, a agência é pioneira na oferta de passeios pela Chapada Diamantina.
Segundo o empreendedor, 98% do público atendido é composto por brasileiros, com predominância de visitantes oriundos da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ele salientou que a profissionalização das rotas tem sido fundamental para atender às novas exigências dos viajantes.
“A Chapada da Diamantina mudou muito. O público é muito exigente e não tem mais tanta margem para improviso. Temos de estar preparados e o Sebrae nos ajuda com isso”, avaliou.
Esse cenário evidencia como a qualificação do turismo local contribui não apenas para atrair novos públicos, mas também para garantir sustentabilidade econômica às comunidades envolvidas.
O TURISMO COMO FERRAMENTA DE CONSCIENTIZAÇÃO
O Salão do Turismo também abriu espaço para reflexões sobre inclusão e diversidade. Um dos exemplos foi a apresentação da Rota da Liberdade, conduzida pela microempreendedora Solange Barbosa.
Voltada ao afroturismo, a iniciativa promove experiências em quilombos de São Paulo, buscando valorizar a herança africana e fortalecer o desenvolvimento econômico das comunidades negras.
“A Rota da Liberdade se apresenta como uma ferramenta antirracista, por meio dos nossos roteiros e potencializadores do desenvolvimento econômico das comunidades negras pelo turismo”, destacou Solange.
A proposta tem atraído escolas interessadas em desenvolver atividades de turismo pedagógico e empresas que buscam incluir ações de diversidade em suas práticas. Com isso, o setor consolida-se também como um canal de conscientização social.
O ARTESANATO CONECTADO AO TURISMO
Além dos roteiros, o estande do Sebrae recebeu 55 artesãos de diferentes regiões do país, responsáveis por expor peças e artefatos que carregam elementos da cultura local. Entre os participantes, esteve o mineiro Janduy Baccarini Costa, reconhecido por transformar madeira de demolição em objetos de decoração e utilitários.
Aos 71 anos, Janduy levou ao evento tábuas para frios, facas, espátulas e vasos decorativos. Para ele, mais do que comercializar os produtos, o objetivo principal foi ampliar a visibilidade de sua arte.
“Lógico que a venda é importante, mas minha expectativa principal é a divulgação da minha arte. Antes de pensar em faturamento, penso na divulgação do meu trabalho. Isso acontece em todas as feiras que eu participo”, comentou.
A participação de artesãos evidencia como o turismo pode servir de elo entre tradição cultural, geração de renda e fortalecimento da economia criativa.
Com informações da Agência Sebrae
CONECTE-SE COM O CONECTA SC
Quer acompanhar as principais notícias, eventos e curiosidades sobre Santa Catarina? Siga o Conecta SC nas redes sociais:
👉 Facebook | LinkedIn | Instagram
💌 Receba nossos destaques semanais: Assine a newsletter
📱 Entre no nosso grupo do WhatsApp: Clique aqui
-
eendedorismo em comunidades





