A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 6,1% no primeiro semestre de 2025
A atividade econômica de Santa Catarina apresentou crescimento de 6,1% entre janeiro e junho de 2025, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 27. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), confirma que o estado mantém desempenho acima da média nacional, que registrou expansão de 3,2% no mesmo período. O resultado reflete, em parte, a menor taxa de desemprego e de informalidade registrada no estado, indicando uma base sólida para o desenvolvimento econômico.
Conteúdos
- SANTA CATARINA SOBRESSAI NO RANKING NACIONAL
- AMBIENTE FAVORÁVEL AO EMPREENDEDOR
- INDÚSTRIA CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL
- COMÉRCIO REGISTRA EXPANSÃO SIGNIFICATIVA
- SETOR DE SERVIÇOS MANTÉM CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA
- COMPARATIVO NACIONAL DE CRESCIMENTO ECONÔMICO
- FATORES QUE IMPULSIONAM O CRESCIMENTO
- IMPACTO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS E REDUÇÃO DA INFORMALIDADE
- DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE
SANTA CATARINA SOBRESSAI NO RANKING NACIONAL
O crescimento de 6,1% no IBCR coloca Santa Catarina no topo do ranking nacional, ao lado do Paraná, que registrou o mesmo percentual de avanço. Estados de grande expressão econômica, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, apresentaram resultados mais modestos: 1,4%, 1,7% e 3%, respectivamente. O Rio Grande do Sul registrou crescimento de apenas 0,6%, enquanto Pernambuco apresentou retração de 0,3%.
O desempenho catarinense evidencia o efeito positivo da diversificação econômica e da robustez de setores estratégicos, incluindo indústria, comércio, serviços, agronegócio e turismo. Esse conjunto de fatores tem consolidado Santa Catarina como referência nacional em competitividade e atração de investimentos.
AMBIENTE FAVORÁVEL AO EMPREENDEDOR
A simplificação de processos, o estímulo à inovação e o apoio a pequenos e médios empreendimentos têm contribuído para a expansão sustentável da economia catarinense. Além disso, políticas públicas voltadas à capacitação profissional e à atração de talentos reforçam a competitividade estadual.
INDÚSTRIA CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL
O setor industrial de Santa Catarina apresentou avanço de 4,4% no primeiro semestre de 2025, mais do que o dobro da média nacional, que foi de 1,2%. O resultado coloca o estado na terceira posição do ranking nacional, atrás apenas do Pará (6,9%) e Paraná (5,2%).
A diversidade industrial, que inclui setores como metalurgia, têxtil, alimentos, móveis e tecnologia, tem sido um dos principais motores do crescimento econômico estadual. A competitividade internacional de determinados produtos, combinada com políticas de incentivo à inovação, contribui para a consolidação do setor.
COMÉRCIO REGISTRA EXPANSÃO SIGNIFICATIVA
O comércio catarinense também se destacou no período, com crescimento de 6,2% no volume de vendas, frente à média nacional de 1,8%. Santa Catarina ocupa a segunda posição nacional, atrás apenas do Amapá (7,8%) e empatada com a Paraíba (6,2%).
O desempenho reflete não apenas o aumento da demanda interna, mas também a expansão de canais digitais, a diversificação de produtos e a presença de redes varejistas estruturadas. A confiança do consumidor e a recuperação da renda domiciliar contribuíram para impulsionar o setor.
SETOR DE SERVIÇOS MANTÉM CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA
O setor de serviços registrou crescimento de 4,6% em Santa Catarina, contra 2,5% da média nacional, consolidando a sexta posição no ranking nacional. Serviços voltados ao turismo, saúde, tecnologia da informação e logística foram determinantes para o resultado positivo.
O setor de serviços desempenha papel estratégico na geração de empregos e no aumento da circulação econômica, sobretudo em cidades com forte presença turística e centros urbanos consolidados.
COMPARATIVO NACIONAL DE CRESCIMENTO ECONÔMICO
De acordo com os dados do IBCR entre janeiro e junho de 2025, o ranking nacional de crescimento da atividade econômica apresenta os seguintes resultados:
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Santa Catarina: +6,1%
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Paraná: +6,1%
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Pará: +5,6%
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Goiás: +5,4%
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Bahia: +3,9%
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Minas Gerais: +3%
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Espírito Santo: +2,9%
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Ceará: +2,6%
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Amazonas: +2%
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Rio de Janeiro: +1,7%
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São Paulo: +1,4%
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Rio Grande do Sul: +0,6%
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Pernambuco: -0,3%
O crescimento de Santa Catarina e Paraná evidencia que o Sul do Brasil mantém dinamismo acima da média nacional, reforçando o papel da região como motor de desenvolvimento econômico.
FATORES QUE IMPULSIONAM O CRESCIMENTO
Diversos fatores contribuem para a expansão da atividade econômica em Santa Catarina. Entre eles:
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Diversificação setorial: presença de indústria, comércio, serviços, agronegócio e turismo.
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Infraestrutura logística: facilitação do transporte e escoamento de produtos.
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Ambiente favorável a negócios: redução de burocracia, acesso a crédito e políticas de incentivo.
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Inovação e tecnologia: adoção de soluções digitais e estímulo à pesquisa aplicada.
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Capacitação profissional: programas de educação e qualificação para atender às demandas do mercado.
O equilíbrio entre políticas públicas, investimentos privados e inovação tecnológica cria um ciclo virtuoso de crescimento econômico sustentável.
IMPACTO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS E REDUÇÃO DA INFORMALIDADE
O aumento da atividade econômica tem reflexos diretos no mercado de trabalho. Santa Catarina apresenta uma das menores taxas de desemprego e informalidade do país. O fortalecimento dos setores produtivos contribui para a geração de empregos formais, aumento da renda e maior estabilidade econômica.
Empresas que investem no estado beneficiam-se de um ambiente regulatório eficiente, infraestrutura de qualidade e mão de obra qualificada, fatores que fortalecem o ciclo de crescimento econômico.
DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE
Apesar do desempenho positivo, especialistas destacam a necessidade de atenção a fatores externos e internos que podem influenciar a atividade econômica no segundo semestre. Entre os desafios estão a manutenção da competitividade diante da inflação, a adaptação às mudanças climáticas e a busca por inovação contínua em setores tradicionais.
Por outro lado, o fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas, o incentivo à exportação e a ampliação de investimentos em infraestrutura podem consolidar o crescimento observado nos primeiros seis meses de 2025.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC
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