Atos contra anistia e PEC da Blindagem levaram catarinenses às ruas

Os atos contra a anistia e a PEC da Blindagem ocorreram neste domingo (21) em diversas cidades de Santa Catarina, integrando uma mobilização nacional que levou milhares de pessoas às ruas em diferentes regiões do Brasil. A manifestação teve como foco a rejeição ao projeto de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e à proposta de alteração constitucional que limita a prisão de parlamentares sem aval das Casas Legislativas.
Conteúdos
MOTIVOS DOS PROTESTOS
A chamada PEC da Blindagem, já aprovada na Câmara dos Deputados, propõe restringir a possibilidade de prisão de parlamentares em casos graves, condicionando-a à autorização legislativa. Paralelamente, o projeto de anistia em análise busca perdoar investigados e condenados pelos ataques à democracia, o que reacendeu críticas de setores sociais, que veem na medida um risco de retrocesso institucional.
ATOS EM SANTA CATARINA
No estado, as manifestações ocorreram em diferentes municípios:
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Florianópolis – Ponte Hercílio Luz, às 13h
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Joinville – Praça da Bandeira, às 14h
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Itajaí – Praça do Centreventos, às 14h30
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Chapecó – Praça Central, às 15h
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Jaraguá do Sul – Praça da Meia Luz, às 14h
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Balneário Piçarras – Mole das Baleias, às 10h
OUTRAS PAUTAS DEFENDIDAS
Além da oposição à anistia e à PEC, os manifestantes também levantaram bandeiras em defesa da democracia, da responsabilização dos envolvidos em crimes políticos e de pautas sociais, como a taxação de grandes fortunas, a redução da jornada de trabalho e a ampliação de direitos trabalhistas.
EXPECTATIVAS SOBRE A MOBILIZAÇÃO
A dimensão da adesão popular em Santa Catarina e no restante do país foi considerada um indicativo da pressão que a sociedade pode exercer sobre o Congresso. A PEC ainda aguarda análise do Senado e o projeto de anistia segue em tramitação. O resultado das manifestações poderá impactar diretamente a condução das propostas em Brasília.
ONDA NACIONAL DE PROTESTOS
As manifestações integraram uma mobilização nacional que reuniu milhares de pessoas em ao menos 33 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais. Em locais como Salvador, Recife, Natal, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, foram registradas multidões com palavras de ordem contra medidas consideradas de impunidade.
Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, os atos também pediram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Em Salvador, a cantora Daniela Mercury se apresentou e declarou: “Bandidagem não é com a gente”.
O ator Wagner Moura também participou, afirmando: “Eu fiquei com vontade de falar só do momento extraordinário pelo qual passa a democracia brasileira, que é exemplo para o mundo inteiro”.
CULTURA E ARTES NAS MANIFESTAÇÕES
As mobilizações contaram com apresentações culturais em várias cidades. Em Belo Horizonte, a cantora Fernanda Takai, do Pato Fu, se apresentou na Praça Raul Soares. Em Recife, o bloco Eu Acho é Pouco e grupos de maracatu animaram o público na Rua da Aurora.
CRÍTICAS A PARLAMENTARES
Em João Pessoa, o protesto teve como alvo o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, apontado como um dos articuladores da aprovação da PEC da Blindagem. Os manifestantes entoaram palavras de ordem contra o parlamentar.
ORGANIZAÇÃO DOS ATOS
Convocados por frentes como Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligados a partidos de esquerda e movimentos sociais, os protestos reuniram sindicatos, coletivos estudantis, movimentos populares como MST e MTST, além de artistas e partidos de centro-esquerda.
Com informações da Agência Brasil
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