Santa Catarina lidera o número de doações de órgãos no Brasil
Com atendimento empático, comunicação clara, ambiente acolhedor e ações seguras, o Hospital Governador Celso Ramos (HGCR), em Florianópolis, consolidou-se como referência na doação de múltiplos órgãos em Santa Catarina. Entre janeiro e agosto de 2025, a unidade liderou o ranking estadual com 32 doadores efetivos, apresentando também uma das menores taxas de recusa familiar, de apenas 19%.
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CAPACITAÇÃO E ATUAÇÃO ESPECIALIZADA
“O Hospital Governador Celso Ramos é vocacionado para doenças neurológicas, com pacientes de maior gravidade. Quando ele chega na emergência, o objetivo principal é tentar reverter essa condição. Muitos têm um desfecho desfavorável e evoluem para morte encefálica. O diagnóstico de morte encefálica é concreto, com critérios seguros e bem definidos no país, condição para que possa haver doação de órgãos. O nosso hospital figura entre as primeiras colocações no quesito de doação de órgãos, justamente porque envolve capacitação de todas as equipes”, explica Diego Fagundes, neurologista e coordenador Hospitalar de Transplante do HGCR.
Após a constatação da morte encefálica, a Coordenação Hospitalar de Transplantes do HGCR assume o processo de captação, garantindo que órgãos possam salvar outras vidas. Esse resultado reflete a qualificação contínua promovida pelo Governo do Estado por meio da SC Transplantes, além da solidariedade da população catarinense.
“Santa Catarina lidera o número de doações no país, não é por acaso. A comissão hospitalar de transplante é um diferencial em relação ao restante do país. Elas são responsáveis, primeiro, por gerenciar e direcionar fluxos, quando necessário, de pacientes graves e que estão em protocolo de morte encefálica; segundo, no acolhimento de famílias em um momento, talvez, mais delicado de suas vidas. As equipes do Celso Ramos estão capacitadas para buscar o melhor acolhimento para essas famílias que estão fragilizadas. Além disso, os bons desfechos contam com a solidariedade das famílias. Sem esse entendimento de que doar é um ato de amor, não seria possível”, destaca o médico.
NÚMEROS E SISTEMA ESTADUAL DE DOAÇÃO
Segundo a Central Estadual de Transplantes, dados preliminares de 2025 indicam que foram realizadas 234 doações de múltiplos órgãos em todo o estado, envolvendo 69 instituições hospitalares integrantes do Sistema Estadual de Doação. Todas as equipes recebem treinamento contínuo para atuar com segurança e eficiência em todas as etapas do processo.
IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE DOAÇÃO
A participação familiar é determinante na autorização para doação de órgãos. “Se cada um refletir se gostaria que as pessoas que gostamos pudessem ter a chance de serem transplantadas caso precisassem, diriam ‘Eu sou doador’. Se você é doador, comunique sua família. Em 20 anos de SC Transplantes, não lembro de família que tenha contrariado a vontade do indivíduo, quando ele expressou previamente. Mas a realidade do dia-a-dia é que a maioria das pessoas nunca mencionou a questão da doação e, nesta hora, o que define um doador é como a família é tratada dentro do ambiente hospitalar. Se há respeito, empatia, ética e acolhimento adequado, há uma chance muito maior que decidam pela doação, mesmo sem o familiar ter definido se era doador ou não”, reforça Joel de Andrade, coordenador da SC Transplantes.
Atualmente, 1.641 pessoas aguardam transplante em Santa Catarina, sendo 933 para rim, o órgão com maior demanda. Os órgãos captados não apenas beneficiam pacientes no estado, como também são enviados a receptores em outras unidades da federação, ampliando o impacto da solidariedade catarinense.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC
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