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Três candidaturas ao Governo em 2026 em SC – Artigo por Frutuoso Oliveira

O quadro eleitoral em Santa Catarina para 2026 começa a se desenhar com a possibilidade de três candidaturas principais: Jorginho Mello, João Rodrigues e alguém do campo da esquerda. Este último nome pode ser Décio Lima, que chegou ao segundo turno em 2022, tendo seu nome aprovado para disputar novamente o governo no último Congresso Estadual do PT que aconteceu recentemente em Lages.

Em entrevista concedida em Tubarão, no sul do Estado, o governador Jorginho Mello (PL) deu as primeiras pistas sobre sua chapa para concorrer à reeleição em 2026.

“A vaga de vice será do MDB. Já está tudo acertado”,
afirmou, em alto e bom som.

Se ainda havia dúvidas sobre o envolvimento do MDB no projeto de Jorginho, elas parecem ter sido dissipadas. No próximo sábado (25), os emedebistas realizam um grande encontro em Balneário Camboriú, ocasião em que os discursos devem consolidar o nome do deputado federal licenciado e atual secretário de Agricultura, Carlos Chiodini, presidente estadual do partido.

Dentro do MDB, Chiodini tem o apoio das bancadas estadual e federal e trabalha firmemente para confirmar sua indicação como vice na chapa do governador.

Já em relação ao Senado, Jorginho Mello lançou um caminhão de dúvidas. Na mesma entrevista, confirmou que o vereador carioca Carlos Bolsonaro será candidato a uma das vagas. A outra, porém, permanece em aberto.

Questionado sobre Carol de Toni, o governador elogiou a deputada — “gente boa”, segundo ele —, mas ponderou que “é muito cedo para definir essas coisas”. O fato é que Jorginho tenta encaixar Carol, Carluxo e Amin no mesmo tabuleiro, equilibrando o jogo político dentro da base bolsonarista.

Em entrevista à Rádio Princesa, de Xanxerê, nesta quinta, Carol garantiu que será candidata ao Senado, independente da vontade de Jorginho Mello. Disse que vai esperar até março, prazo da janela para troca de partido, e então tomará uma decisão. Se não for candidata no PL, vai procurar outra sigla.

Com o anúncio dessa provável chapa, o PSD, do prefeito de Chapecó João Rodrigues, tende a confirmar candidatura própria. Não há espaço para ele na barca de Jorginho Mello. Resta saber, agora, com quem o PSD buscará coligação.

Essas duas candidaturas — Jorginho Mello e João Rodrigues — devem ocupar todo o campo da centro-direita na eleição de 2026.Caberá aos partidos de esquerda — PT, PSOL, PDT, PSB e PCdoB — a difícil tarefa de construir uma frente unificada, com Décio Lima à frente.

Em 2022, a fragmentação das candidaturas de centro-direita permitiu a Décio chegar ao segundo turno com apenas 17,4% dos votos válidos. A soma de todos os concorrentes desse campo — Jorginho Mello, Carlos Moisés, Gean Loureiro, Esperidião Amin e Odair Tramontin — chegou a 82,6%. No segundo turno, o petista cresceu, alcançando 29,3%.

Desde que o segundo turno foi implantado, em 1994, apenas Esperidião Amin (1998) e Raimundo Colombo (2010 e 2014) venceram no primeiro turno. Todas as demais disputas foram decididas no segundo.

Será que num possível segundo turno, entre Jorginho e João Rodrigues, eleitores da possível frente de esquerda fecharão com o candidato de oposição, como ocorreu em 2002, na derrota de Amin para Luiz Henrique?  E se for o contrário: Jorginho e alguém da esquerda no segundo turno? Se repete a história de 2022?

Para 2026, tudo dependerá das costuras políticas que o governador Jorginho Mello conseguir consolidar e da influência da eleição nacional sobre o eleitor catarinense. Hoje, ele é o grande favorito, mas ainda há muito jogo pela frente.

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