Avaliação da FIESC considera positiva reunião entre Lula e Trump na Malásia
A avaliação da FIESC indica que o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado na Malásia, representa uma evolução nas negociações comerciais e demonstra a disposição dos dois países para avançar na questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A entidade destaca como positiva a reunião programada entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e os negociadores brasileiros, prevista para a noite deste domingo em Kuala Lumpur, e projeta resultados concretos para o setor industrial.
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DIÁLOGO TÉCNICO E SOLUÇÕES EQUILIBRADAS
Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a iniciativa reforça o compromisso de ambos os governos em buscar soluções equilibradas para o comércio bilateral, em um ambiente de diálogo técnico.
“A expectativa da indústria é que se possa dar continuidade às negociações com base em argumentos econômicos, setoriais e técnicos. A suspensão da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA durante o período de negociação é uma das demandas que levamos ao Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em reunião em Brasília, Geraldo Alckmin”, afirmou Seleme.
O dirigente ainda ressaltou que o setor produtivo solicitou a inclusão de mais produtos na lista de isenção de tarifas, reforçando a necessidade de medidas que preservem a competitividade da indústria brasileira e fortaleçam o relacionamento comercial com os Estados Unidos.
PARTICIPAÇÃO DA FIESC NAS NEGOCIAÇÕES
A FIESC tem atuado como interlocutora junto ao Ministério, à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ao setor privado norte-americano, além de colaborar com o Departamento de Comércio dos EUA. A Federação participou de missões em Washington organizadas pela CNI e mantém reuniões frequentes com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), fornecendo estudos e informações sobre os setores mais impactados pelas tarifas.
A CNI, por sua vez, atua de forma técnica e propositiva, defendendo o diálogo e apresentando propostas em áreas de interesse mútuo, como energia renovável, biocombustíveis, minerais críticos e tecnologia.
IMPACTOS DAS TARIFAS SOBRE A INDÚSTRIA CATARINENSE
Desde a implementação da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, a FIESC acompanha atentamente os efeitos da medida, especialmente no setor de madeira e móveis. Dados do Observatório FIESC mostram que, em setembro, as exportações catarinenses para os EUA caíram 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 78,7 milhões.
Estudos da Federação indicam que, caso as exportações sofram uma redução de 30% nos próximos 1 a 2 anos, o PIB de Santa Catarina poderia recuar R$ 1,2 bilhão. Entre os impactos previstos estão a perda de cerca de 20 mil empregos e R$ 171,9 milhões em arrecadação de ICMS. Para mitigar esses efeitos, a FIESC lançou o programa desTarifaço, oferecendo apoio e informações às empresas exportadoras do estado.
Com informações da Agência FIESC





