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Bolsa bate recorde e dólar cai após aproximação política entre Lula e Trump

Bolsa bate recorde e dólar cai em um movimento de forte otimismo no mercado financeiro, impulsionado pelos desdobramentos do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nesta segunda-feira (27), os principais indicadores econômicos refletiram um ambiente de alívio, tanto no cenário interno quanto no internacional.

Encontro entre em Lula e Trump é classificado como "muito positivo" pelo Itamaraty
Foto: Ricardo Stuckert/PR

BOLSA RENOVA RECORDE HISTÓRICO

O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o pregão em alta de 0,55%, atingindo 147.969 pontos, o maior patamar de sua história. Após um mês de volatilidade, o desempenho positivo reverteu parte das perdas acumuladas em outubro, levando o índice a registrar alta de 0,5% no acumulado mensal.

O avanço da bolsa foi sustentado pelo aumento no preço das commodities e pela reação positiva de investidores ao encontro entre os líderes do Brasil e dos Estados Unidos, que sinalizou uma possível reaproximação política e comercial entre os dois países.


DÓLAR TEM MAIOR QUEDA EM TRÊS SEMANAS

No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou retração consistente ao longo do dia. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,37, com queda de 0,42% (R$ 0,224). Durante a mínima do dia, por volta das 10h15, chegou a ser negociada a R$ 5,36, o menor valor desde 8 de outubro.

Apesar da desvalorização recente, o dólar ainda acumula alta de 0,88% em outubro. No entanto, no balanço do ano, a moeda registra queda de 13,11%, refletindo um enfraquecimento diante de moedas de países emergentes.


CENÁRIO INTERNACIONAL FAVORECE PAÍSES EMERGENTES

O ambiente externo também contribuiu para o otimismo. A reunião entre Lula e Trump reduziu incertezas sobre a posição do Brasil nas relações bilaterais com os Estados Unidos e estimulou o apetite por risco entre investidores.

Paralelamente, o índice S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos EUA, também encerrou o dia em recorde histórico, indicando confiança na recuperação da economia norte-americana.

Outro fator determinante foi o anúncio da retomada das negociações entre Estados Unidos e China, feito no domingo (26) pelo presidente Trump. A expectativa de diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo impulsionou os preços das commodities, beneficiando exportadores e economias emergentes, como o Brasil.

Segundo a agenda oficial, está previsto para quinta-feira (30) um novo encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, que poderá definir avanços nas relações comerciais e na estabilidade dos mercados globais.


FATORES INTERNOS REFORÇAM CLIMA DE OTIMISMO

No âmbito doméstico, indicadores econômicos recentes reforçaram o sentimento positivo entre os investidores. A prévia da inflação oficial de outubro mostrou forte desaceleração, o que pode abrir espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Além disso, o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), revisou para baixo a estimativa da inflação de 2025, agora projetada em 4,56%. A melhora nas expectativas inflacionárias contribuiu para elevar o apetite por ativos de risco e fortalecer o desempenho da bolsa.


PERSPECTIVAS

Analistas do mercado avaliam que a combinação de fatores — incluindo a redução das tensões políticas internacionais, a estabilidade das commodities e a desaceleração da inflação — cria um ambiente favorável para o fortalecimento dos ativos brasileiros nas próximas semanas.

Entretanto, especialistas alertam que a sustentabilidade do movimento de alta dependerá da manutenção de um cenário global estável e da evolução das políticas econômicas domésticas.

Com isso, o encontro entre Lula e Trump foi visto como um marco simbólico, trazendo um breve alívio aos investidores e reforçando a percepção de que o diálogo entre grandes economias pode influenciar diretamente os mercados emergentes.

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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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