Limpeza dos córregos da UFSC visa reduzir cheias no campus Trindade
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) iniciam nesta terça-feira, 4 de novembro, uma operação de limpeza nos córregos da Carvoeira, da Serrinha e no Rio do Meio, com o objetivo de reduzir cheias no campus e minimizar riscos de alagamentos em períodos de chuva intensa. A iniciativa integra um plano emergencial de prevenção coordenado pela Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA) da UFSC.
Conteúdos
AÇÃO CONJUNTA ENTRE UFSC E PREFEITURA
A medida foi definida após reuniões entre representantes da CGA, da Prefeitura Universitária (PU), do Gabinete da Reitoria e da própria Prefeitura de Florianópolis. Durante os encontros, foi identificada a necessidade de uma limpeza mais profunda nos cursos d’água que atravessam o campus, devido ao acúmulo de sedimentos e resíduos que comprometem o escoamento natural.
O Rio do Meio, que liga o bairro Pantanal ao Hospital Universitário (HU), o Córrego da Carvoeira, que passa pelo Colégio de Aplicação e segue até a Biblioteca Central, e o Córrego da Serrinha, situado próximo ao Centro Socioeconômico (CSE), serão os principais focos da ação.
RESPONSABILIDADES E APOIO OPERACIONAL
De acordo com a CGA, a manutenção e a limpeza dos cursos d’água são de responsabilidade legal da Prefeitura de Florianópolis, por envolverem atividades de drenagem urbana. A UFSC, por sua vez, não possui licença ambiental para executar esse tipo de serviço, mas fornecerá apoio técnico e logístico para a operação.
Os trabalhos serão realizados pela Diretoria de Macrodrenagem da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com o uso de escavadeiras hidráulicas e retroescavadeiras — maquinários que não fazem parte da estrutura da universidade. Já a UFSC contribuirá com um caminhão basculante para transporte de resíduos, uma equipe da PU responsável pelas áreas verdes e uma mini escavadeira do Centro Tecnológico (CTC) para locais de difícil acesso.
A CGA e a PU acompanharão todas as etapas da execução, garantindo o cumprimento dos protocolos de segurança e das normas ambientais. Quando necessário, será feita a remoção controlada de vegetação para viabilizar o trabalho das máquinas.
POSSÍVEIS IMPACTOS E REPAROS
Segundo a CGA, o uso de maquinário pesado pode causar danos pontuais a calçadas, meios-fios e vegetação. Nesses casos, a UFSC se responsabilizará pelos reparos após a conclusão das obras. A instituição também destacou que, embora ainda não exista um plano permanente de manutenção conjunta com a prefeitura, espera-se que ações preventivas semelhantes sejam realizadas anualmente, principalmente nos meses que antecedem o verão.
ETAPAS DO TRABALHO
A operação será dividida em duas fases. A primeira etapa será conduzida por equipes do Departamento de Manutenção Externa (DME/PU) da UFSC e envolverá a retirada manual de rejeitos e resíduos nas margens dos córregos da Serrinha e da Carvoeira, além do Rio do Meio. Essa fase, prevista para novembro e dezembro, não exigirá isolamento de áreas e deve durar até cinco dias por local.
A segunda etapa contará com a participação direta da Prefeitura de Florianópolis, que utilizará maquinário pesado para remover sedimentos e resíduos acumulados em trechos críticos de drenagem. Nessa fase, algumas áreas precisarão ser isoladas temporariamente, com duração estimada entre sete e quinze dias, dependendo das condições climáticas e da complexidade dos trechos.
PONTOS DE INTERVENÇÃO
O plano de manutenção prevê intervenções em seis pontos principais do campus, além de eventuais ajustes conforme a necessidade técnica. As ações ocorrerão nas seguintes áreas:
-
Galerias da Avenida Henrique da Silva Fontes (Hospital Universitário) – Isolamento do estacionamento entre o horto e o Rio do Meio (1 dia).
-
Galerias da Avenida Henrique da Silva Fontes (Centro de Ciências Biológicas) – Isolamento do estacionamento nos fundos dos blocos G e D (1 dia).
-
Rua Delfino Conti (entre CTC e CCS) – Isolamento de vagas e calçadas na margem direita do Rio do Meio (4 a 6 horas).
-
Rua Engenheiro Andrei Cristian Ferreira (entre Reitoria I e Centro de Eventos) – Isolamento parcial da via de acesso ao Centro de Desportos, em frente à Fundação Certi (4 a 6 horas).
-
Rua Roberto Sampaio Gonzaga (rótula da BU/CCE) – Isolamento de calçadas em ambos os lados da via, na margem direita do Córrego da Carvoeira (4 a 6 horas).
-
Córrego da Civil (Córrego Grande) – Isolamento de calçadas e meia pista próximo ao Departamento de Engenharia Civil (CTC) (4 a 6 horas).
As intervenções buscam garantir a eficiência da drenagem e a segurança da comunidade acadêmica, especialmente diante da previsão de eventos climáticos mais intensos durante o verão.





