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Taxa de desemprego em Santa Catarina permanece entre as menores do país

O desemprego em Santa Catarina manteve-se em patamar extremamente baixo no terceiro trimestre de 2025, registrando 2,3%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). Apesar de não estar entre os estados que atingiram a menor taxa histórica desde 2012, o estado segue entre as regiões com menor desocupação do país, ao lado do Mato Grosso.

MENOR TAXA DE DESEMPREGO NO BRASIL

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, realizada pelo IBGE, dez estados e o Distrito Federal atingiram recordes históricos de baixa no desemprego. A Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins apresentaram os menores índices desde o início da série histórica.

O Brasil como um todo registrou 5,6% de desemprego, o menor valor já apurado desde 2012. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação, seja com carteira assinada, temporário ou por conta própria. Apenas são consideradas desocupadas as pessoas que efetivamente procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Para isso, 211 mil domicílios foram visitados em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.

TAXAS DE DESOCUPAÇÃO POR ESTADO

O levantamento mostra grande variação entre as regiões. Confira os índices do terceiro trimestre:

ESTRUTURA ECONÔMICA E O MERCADO DE TRABALHO

O analista do IBGE responsável pela pesquisa, William Kratochwill, explica que os estados com menores taxas de desemprego possuem características econômicas diferenciadas, o que contribui para os números reduzidos.

“A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente”, afirmou. “Santa Catarina, por exemplo, é a unidade da federação que tem o maior percentual de pessoas contratadas na indústria.”

Em contraste, os estados do Nordeste apresentam maiores índices de desemprego, influenciados pelo menor desenvolvimento econômico e pela baixa escolarização, fatores que limitam a disponibilidade de mão de obra qualificada. “Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente”, disse Kratochwill.

CARTEIRA ASSINADA

A pesquisa também destacou o percentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. O levantamento indicou que oito estados superam a média nacional de 74,4% de empregados formalizados:

  • Santa Catarina: 88,0%

  • São Paulo: 82,8%

  • Rio Grande do Sul: 82,0%

  • Mato Grosso do Sul: 80,8%

  • Paraná: 80,7%

  • Mato Grosso: 78,9%

  • Rio de Janeiro: 76,7%

  • Distrito Federal: 76,3%

Por outro lado, sete estados apresentam menos de 60% de empregados com carteira assinada:

  • Maranhão: 51,9%

  • Piauí: 52,4%

  • Paraíba: 55,3%

  • Pará: 56,8%

  • Acre: 58,1%

  • Ceará: 58,9%

  • Bahia: 59,3%

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Raul Frutuoso

Raul Lorenzo Frutuoso é um profissional da comunicação com cinco anos de experiência em jornalismo e marketing digital. Já atuou como redator e editor de vídeo no portal ND+. Também integrou a equipe de assessoria de imprensa do Colégio Catarinense, contribuindo com a gestão de mídias sociais, campanhas institucionais e produções audiovisuais.

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