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SINDPD/SC aponta operação articulada contra a entidade e contesta dados apresentados por portal do Rio

O SINDPD/SC veio a público contestar informações publicadas por um portal sediado no Rio de Janeiro, cuja reportagem trouxe dados considerados imprecisos, descontextualizados e alinhados exclusivamente à versão de grupos opositores. A entidade afirma que o conteúdo divulgado teria o objetivo de desestabilizar o sindicato e influenciar o processo eleitoral interno.

ATAQUES ESTRUTURADOS A UMA ENTIDADE HISTÓRICA

De acordo com a direção do sindicato, a publicação reforça uma operação articulada nacionalmente por setores externos ao segmento de tecnologia catarinense, incluindo empresas e entidades de fora do estado. Esses grupos, segundo a entidade, buscariam enfraquecer uma organização reconhecida pela defesa dos trabalhadores de TI em Santa Catarina.

A direção sustenta que a matéria foi publicada antes mesmo de o portal examinar a nota oficial enviada pelo sindicato — resposta que, apesar de enviada previamente, teria sido inserida apenas ao final do texto e sem conexão com as alegações apresentadas.

AS ASSEMBLEIAS: O QUE FOI REGISTRADO PELA ENTIDADE

ASSEMBLEIA DE 16 DE OUTUBRO

O conteúdo publicado pelo portal afirma que filiados teriam sido impedidos de entrar na assembleia. A direção do sindicato, contudo, relata que o episódio foi distinto:

A entidade reforça que nenhum trabalhador devidamente habilitado foi impedido de participar e que os registros de vídeo e imagem estariam disponíveis para comprovação.

ASSEMBLEIA DE 29 DE OUTUBRO

Outro ponto contestado envolve a presença de seguranças no encontro do dia 29 de outubro. O portal afirmou que a medida teria sido usada para barrar filiados, o que é refutado pela direção.

Segundo o SINDPD/SC:

  • A contratação de segurança privada buscou garantir o acesso dos filiados de forma segura;

  • A intenção seria evitar nova invasão por pessoas não filiadas;

  • O sindicato informa que nenhum filiado foi impedido, incluindo o trabalhador citado nominalmente na matéria, que teria deixado o local por decisão própria antes de qualquer deliberação.

A entidade afirma que a oposição pretendia repetir a estratégia da assembleia anterior, mobilizando não filiados para gerar tumulto.

FORMATO PRESENCIAL E HORÁRIO DAS ASSEMBLEIAS

O SINDPD/SC também contestou críticas ao formato presencial e ao horário estabelecido para a assembleia eleitoral de 2 de dezembro. Conforme a entidade:

  • Todas as eleições sindicais históricas foram realizadas presencialmente, por questões de segurança jurídica;

  • Mudanças para formato virtual exigiriam alteração estatutária, ainda não realizada;

  • O horário e o local adotados seguem padrões tradicionais da entidade.

A avaliação do sindicato é que a narrativa sobre suposta tentativa de restringir a participação teria motivação política.

FILIAÇÕES: ESCLARECIMENTO SOBRE PROCEDIMENTOS

A reportagem ainda sugere que o sindicato estaria dificultando novas filiações. A direção nega a acusação e esclarece que o caso citado ocorreu porque o trabalhador enviou a solicitação no canal errado. Após contato, o link correto teria sido reenviado pela equipe, e a decisão de não concluir o processo partiu do próprio interessado.

A entidade ressalta que não houve impedimento ou recusa e que o procedimento de filiação permanece simples e acessível.

DESCONTOS: DIVERGÊNCIA NOS NÚMEROS DIVULGADOS

Outro ponto rebatido pelo sindicato envolve a afirmação de que trabalhadores pagariam o equivalente a 14% do salário base por ano devido às contribuições. O SINDPD/SC afirma que a informação não corresponde à realidade:

  • A mensalidade é de 1% do salário base, conforme aprovado pela categoria;

  • A contribuição assistencial de 2% não é obrigatória;

  • Filiados são automaticamente isentos dessa cobrança.

A entidade avaliou que a reportagem reproduziu números considerados irreais e descontextualizados, repassados por grupos opositores.

DECISÃO JUDICIAL E NOVO CALENDÁRIO ELEITORAL

O sindicato também esclareceu que não houve qualquer indicação de fraude por parte da Justiça. Após decisão judicial determinando ajustes no processo eleitoral, o sindicato informou já ter protocolado:

  • Novo calendário eleitoral;

  • Novo edital;

  • Novas datas e cronograma;

  • Todas as medidas necessárias para adequação integral às determinações judiciais.

Segundo a direção, o SINDPD/SC tem seguido rigorosamente as orientações judiciais.

INTERESSES EXTERNOS: QUEM SE BENEFICIA DA PUBLICAÇÃO

A entidade questiona por que um portal de outro estado, sem cobertura habitual do setor de TI catarinense, teria publicado texto baseado apenas em versões de oposição. A direção aponta elementos que, em sua avaliação, sugerem uma articulação nacional:

  • Participação de grandes empresas externas ao estado;

  • Atuação de entidades de outros locais;

  • Campanhas com recursos considerados elevados;

  • Envolvimento de trabalhadores aparentemente liberados por empresas privadas para atuar em horário de expediente.

Para o sindicato, tais características indicariam uma operação para influenciar a disputa interna e direcionar o sindicato a interesses empresariais.

POSICIONAMENTO DA ATUAL GESTÃO

O SINDPD/SC afirma que continuará atuando de forma independente, com transparência e compromisso com os trabalhadores da tecnologia da informação em Santa Catarina. A entidade reforça que seguirá adotando medidas legais e administrativas para garantir a lisura do processo eleitoral e a integridade de suas atividades.

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