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Aulas são suspensas nas escolas estaduais de Santa Catarina diante da previsão de temporais

A Secretaria de Estado da Educação (SED) anunciou a suspensão das aulas nas escolas estaduais de Santa Catarina como medida preventiva diante da previsão de temporais em Santa Catarina. A decisão segue os alertas emitidos pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, abrangendo áreas classificadas com risco laranja (alto) e vermelho (muito alto).

Segundo a SED, nesta segunda-feira (8), as aulas do turno vespertino e noturno estão suspensas nas regiões em risco laranja. Na terça-feira (9), a suspensão se estende aos turnos matutino e vespertino nas áreas em laranja e vermelho. A comunicação já foi feita às Coordenadorias Regionais de Ensino, que devem informar as unidades escolares para garantir a segurança dos estudantes e profissionais da educação.

A medida preventiva busca minimizar riscos para alunos e professores diante da previsão de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS E PREVISÃO DE CHUVA

Os meteorologistas da Defesa Civil e da Epagri/Ciram indicam que os temporais em Santa Catarina terão início ainda na tarde e noite desta segunda-feira (8), afetando principalmente o Grande Oeste, Alto Vale do Itajaí e os Planaltos. Nessas regiões, o alerta é elevado devido à possibilidade de rajadas de vento, precipitação intensa em curtos períodos e eventual queda de granizo.

No Litoral, a circulação marítima mantém maior nebulosidade, com condições para mar agitado e ondas de grande porte. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas entre 27°C e 31°C na maior parte do estado. A combinação de calor e umidade reforça o potencial de temporais localizados, especialmente nos períodos da tarde e noite.

Na terça-feira (9), com a aproximação do ciclone extratropical, as instabilidades se intensificam, principalmente nas áreas litorâneas e serranas. A chuva será persistente e, por vezes, intensa, com risco elevado para ocorrências associadas como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e danos a estruturas frágeis. As rajadas de vento no Litoral podem atingir até 70 km/h, aumentando o risco para árvores, postes e edificações.

IMPACTOS ESPERADOS PELO CICLONE EXTRATROPICAL

De acordo com especialistas, o ciclone extratropical é considerado atípico por se desenvolver durante um período mais quente do ano e por se formar próximo à costa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A pressão atmosférica mais baixa e o deslocamento lento do sistema contribuem para prolongar os efeitos sobre o estado.

Os impactos mais severos são esperados no Grande Oeste, Alto Vale do Itajaí, Planaltos, Litoral e áreas serranas. Além da chuva intensa e ventos fortes, há previsão de temporais isolados com granizo, aumento do volume de rios e córregos, além de potencial de alagamentos urbanos em cidades costeiras.

Entre quarta (10) e quinta-feira (11), o ciclone se afasta para alto-mar, reduzindo a intensidade das chuvas, mas mantendo ventos fortes em praticamente todo o estado. As rajadas podem variar entre 60 e 80 km/h, com picos de até 100 km/h em áreas mais costeiras e serranas. O mar permanece agitado, com risco de ressaca e ondas de 3,0 a 3,5 metros, alcançando 4,0 metros em alto-mar no Litoral Sul.

Na sexta-feira (12), a instabilidade volta com a formação de um novo sistema de baixa pressão entre o Paraguai e o oeste da Região Sul, mantendo condições para chuva intensa e temporais localizados, especialmente no oeste e sul de Santa Catarina.

ORIENTAÇÕES DA PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil recomenda atenção redobrada às áreas de encosta, taludes rodoviários e regiões mapeadas como de risco geológico, sobretudo na Grande Florianópolis e no Litoral Sul, onde o risco de deslizamentos é moderado.

A população deve permanecer em locais abrigados durante os temporais, afastada de janelas, portas e objetos que possam ser arremessados pelo vento. É recomendado evitar áreas com árvores, placas, muros ou postes de energia, assim como não atravessar ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos.

A Defesa Civil reforça a importância de acompanhar as atualizações e alertas oficiais nos canais de comunicação do órgão, garantindo informações em tempo real sobre áreas afetadas e medidas preventivas.

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