Reajuste do salário mínimo injetará novo fôlego na economia catarinense
A economia catarinense deve ganhar novo impulso com o salário-mínimo nacional projetado para 2026, que chegará a R$ 1.621 após um reajuste de 6,79%. A atualização, prevista para entrar em vigor nos pagamentos efetuados a partir de fevereiro do próximo ano, deve alcançar mais de 1,5 milhão de moradores do Estado, incluindo trabalhadores com carteira assinada, profissionais informais, aposentados e beneficiários de programas federais atrelados ao piso. A medida também deve movimentar mais de R$ 2,4 bilhões em circulação local, reforçando a capacidade de consumo e ampliando a arrecadação estadual e municipal.
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IMPACTO NA BASE DA ECONOMIA CATARINENSE
Representantes do setor produtivo avaliam que o reajuste tende a gerar reflexos positivos na dinâmica dos pequenos negócios. O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, ressaltou o caráter social e econômico da atualização.
“É mais uma boa notícia que se soma à isenção do Imposto de Renda. O aumento, próximo de 7%, deve se refletir no crescimento dos pequenos negócios, na ampliação da renda e no avanço das políticas de inclusão”, afirmou. Segundo ele, o percentual incide diretamente sobre a estrutura da economia catarinense, intensamente apoiada no desempenho de micro e pequenas empresas, que representam mais de 90% dos empreendimentos formalizados no Estado.
VALORIZAÇÃO E CÁLCULO DO REAJUSTE
A política federal de valorização do piso nacional voltou a ser aplicada com base em dois indicadores oficiais: a inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Em 2024, o INPC registrou alta acumulada de 4,18%, enquanto o PIB cresceu 3,4%. Entretanto, as regras do novo arcabouço fiscal limitam a parcela do PIB considerada no cálculo a 2,5%, resultando na composição final do reajuste de 6,79% e no arredondamento para R$ 1.621, evitando valores quebrados.
ECONOMIA CATARINENSE E ATRAÇÃO DE RECEITAS
Para Santa Catarina, o novo mínimo representa mais do que uma atualização salarial. A perspectiva é de incremento relevante nos setores de comércio e serviços, que concentram a maior parte dos postos de trabalho do Estado. O aumento da renda disponível deve ampliar o consumo e gerar um impacto estimado de R$ 1,3 bilhão em arrecadação associada às atividades de compra, fortalecendo o fôlego fiscal e sustentando investimentos públicos.
PODER DE COMPRA E PERSPECTIVAS PARA 2026
Com vigência prevista para fevereiro de 2026, o novo piso salarial reforça o movimento de elevação gradual do poder de compra e de redução das disparidades sociais. A expectativa é de que o ajuste contribua para a expansão econômica de forma equilibrada, estimulando cadeias produtivas e fortalecendo a economia local. Como sintetizou Décio Lima, o reajuste “fortalece os pequenos negócios, amplia a renda e promove inclusão”, princípios que orientam o avanço econômico e social do Estado.



