Carnaval de Rua de Florianópolis terá trios elétricos e programação descentralizada em 9 bairros
O Carnaval de Rua de Florianópolis se prepara para uma mudança de escala em 2026. Após reunir cerca de 1,5 milhão de pessoas na edição anterior, a festa aposta em um novo modelo inspirado nos maiores carnavais do país, com programação espalhada pela cidade, atrações itinerantes e reforço na segurança.
A proposta busca ampliar o alcance do evento, reduzir concentrações excessivas e melhorar a experiência de moradores e turistas. A organização é do Grupo 4ZERO4, vencedor da licitação para operar o Carnaval de Rua de Florianópolis até 2027, em articulação com órgãos municipais e estaduais.
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ALEGRIA ITINERANTE NO CARNAVAL DE RUA DE FLORIANÓPOLIS
Uma das principais novidades para 2026 é a inclusão de trios elétricos. Diferentemente de edições anteriores, marcadas por pontos fixos de concentração, o novo formato estimula a circulação do público pelas ruas.
Além do Centro, bairros como Santo Antônio de Lisboa e Campeche passarão a integrar os trajetos dos trios, ampliando o alcance territorial da folia. “Queremos ampliar a dinâmica do Carnaval de Rua, estimulando a circulação do público e resgatando a essência de uma festa que ocupa a cidade, como acontece nas maiores celebrações do país”, afirma Fernando Ligório, CEO do Grupo 4ZERO4.

PROGRAMAÇÃO PENSADA PARA DIFERENTES PERFIS
A curadoria artística foi desenhada para dialogar com públicos diversos. O Carnaval de Rua de Florianópolis contará com blocos tradicionais e shows que transitam por gêneros como axé, samba, pop, funk e música eletrônica.
Entre as atrações já confirmadas estão Ferrugem, Gloria Groove, Jammil, MC Davi e MC Pedrinho, além de nomes locais como Em Cima da Hora e Diana Dias. Segundo a organização, o objetivo é ampliar o caráter democrático da festa, atendendo tanto quem mora na cidade quanto quem visita Florianópolis no período.
O calendário também foi estendido. A programação ganha um dia extra com a estreia do bloco Sextou, na sexta-feira (13), com apresentações de Ferrugem e Em Cima da Hora, antecipando oficialmente o início da folia.
FESTA DESCENTRALIZADA EM NOVE ARENAS
A descentralização é um dos eixos centrais do planejamento para 2026. Ao todo, nove arenas serão montadas em diferentes regiões da capital: Centro, Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Canasvieiras, Ponta das Canas, Ingleses, Lagoa da Conceição, Campeche e Pântano do Sul.
Cada espaço terá programação própria, estratégia que busca reduzir a superlotação em um único ponto e aproximar o evento das comunidades locais. “Quando distribuímos as atrações pela cidade, conseguimos melhorar o fluxo de pessoas, o transporte e a própria experiência do folião, que não precisa se deslocar grandes distâncias para participar”, explica Ligório.

SEGURANÇA COMO PRIORIDADE OPERACIONAL
Manter Florianópolis entre os carnavais mais seguros do país é uma das metas da edição de 2026. A organização trabalha de forma integrada com o poder público e as forças de segurança municipais e estaduais.
Todas as arenas contarão com monitoramento, controle de acessos e serviços de apoio, além da atuação conjunta da Guarda Municipal e das polícias. O esquema inclui ainda agentes comunitários voluntários, responsáveis por orientar o público e auxiliar na organização dos espaços. “Ampliar as dimensões do Carnaval não significa abrir mão da segurança. Pelo contrário: quanto maior o evento, maior precisa ser o cuidado. Nosso foco é garantir que as pessoas curtam a festa com tranquilidade”, destaca Fernando Ligório.
A Polícia Militar de Santa Catarina prepara uma operação especial, com mais de 100 policiais dedicados exclusivamente ao reforço do policiamento durante o período carnavalesco. O plano inclui unidades especializadas, como Canil e Cavalaria, além do uso intensivo de tecnologia, com câmeras de reconhecimento facial e leitura automática de placas.
A Guarda Municipal de Florianópolis também terá efetivo ampliado. No sábado de Carnaval, 70 guardas atuarão nas ruas. Está prevista ainda a instalação de uma base temporária no antigo prédio dos Correios, em frente à Praça XV de Novembro, para centralizar as ações no Centro e agilizar a resposta a ocorrências, além do apoio às arenas em outros bairros.





