Com cenário nacional favorável, SC registra a menor taxa anual de desemprego da série histórica

Santa Catarina encerrou 2025 com a menor taxa anual de desemprego da série histórica, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice estadual foi de 2,3%, o mais baixo desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012.
O resultado coloca o estado entre os três com menor desocupação do país e reforça um cenário de expansão do mercado de trabalho em meio à redução nacional do desemprego, que chegou a 5,6% em 2025, o menor patamar já registrado pela pesquisa.
Conteúdos
- MENOR TAXA ANUAL DE DESEMPREGO DA SÉRIE HISTÓRICA EM SANTA CATARINA
- CENÁRIO NACIONAL TAMBÉM REGISTRA RECORDE POSITIVO
- TRAJETÓRIA DE QUEDA AO LONGO DOS ÚLTIMOS ANOS
- QUEDA REGIONAL NO FIM DE 2025
- POPULAÇÃO OCUPADA ATINGE RECORDE HISTÓRICO
- RENDIMENTO MÉDIO E DIFERENÇAS ENTRE ESTADOS
- DESIGUALDADES POR GÊNERO, RAÇA E ESCOLARIDADE
- SUBUTILIZAÇÃO, INFORMALIDADE E DESALENTO
- COMO OS DADOS SÃO PRODUZIDOS
MENOR TAXA ANUAL DE DESEMPREGO DA SÉRIE HISTÓRICA EM SANTA CATARINA
O percentual de 2,3% representa queda de 0,7 ponto percentual em relação a 2024, quando a taxa havia sido de 3%. Até então, aquele era o menor índice da última década no estado.
Entre todas as Unidades da Federação, apenas Mato Grosso apresentou resultado inferior (2,2%). Logo atrás de Santa Catarina aparecem Mato Grosso do Sul (3,0%) e Espírito Santo (3,3%).
CENÁRIO NACIONAL TAMBÉM REGISTRA RECORDE POSITIVO
O Brasil também alcançou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação desde o início da série da PNAD Contínua. O indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6%.
Ao todo, 20 das 27 Unidades da Federação registraram suas menores taxas históricas de desemprego no ano passado. Estados como São Paulo (5,0%), Minas Gerais (4,6%) e Paraná (3,6%) figuram entre os destaques.
As maiores taxas anuais foram observadas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%).
TRAJETÓRIA DE QUEDA AO LONGO DOS ÚLTIMOS ANOS
A evolução dos indicadores mostra uma redução consistente do desemprego após os períodos mais críticos da última década.
Entre 2015 e 2017, a média anual nacional foi de 11%. Já no triênio de 2019 a 2021, marcado pelos efeitos da pandemia, a taxa subiu para 13,1%.
No período de 2023 a 2025, a média anual caiu para 6,6%. No quarto trimestre de 2025, o desemprego nacional ficou em 5,1%, 1,1 ponto percentual abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
QUEDA REGIONAL NO FIM DE 2025
A redução da desocupação no último trimestre do ano foi observada em quatro regiões do país:
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Nordeste: de 7,8% para 7,1%
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Sudeste: de 5,3% para 4,8%
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Sul: de 3,4% para 3,1%
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Centro-Oeste: de 4,4% para 3,9%
A região Norte manteve estabilidade no período.
POPULAÇÃO OCUPADA ATINGE RECORDE HISTÓRICO
Em 2025, o país registrou 103 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já medido pela PNAD Contínua.
O número de pessoas desocupadas ficou em aproximadamente 6,2 milhões, cerca de 1 milhão a menos do que em 2024.
O nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas entre aquelas com 14 anos ou mais — chegou a 59,1%, também o mais alto da série histórica.
Santa Catarina apresentou um dos maiores percentuais do país, com 66,2%, atrás apenas de Mato Grosso (66,7%).
RENDIMENTO MÉDIO E DIFERENÇAS ENTRE ESTADOS
O rendimento real habitual médio no Brasil foi de R$ 3.560 em 2025.
Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Os menores ficaram com Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
DESIGUALDADES POR GÊNERO, RAÇA E ESCOLARIDADE
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 4,2% entre os homens e 6,2% entre as mulheres.
Entre pessoas brancas, o índice ficou abaixo da média nacional (4,0%). Já entre pretos (6,1%) e pardos (5,9%), os percentuais foram superiores.
A escolaridade também influencia os resultados: pessoas com ensino médio incompleto apresentaram taxa de 8,7%. Para quem tinha ensino superior completo, o índice foi de 2,7%.
SUBUTILIZAÇÃO, INFORMALIDADE E DESALENTO
A taxa nacional de subutilização da força de trabalho ficou em 14,5%. Santa Catarina teve o menor índice do país, com 4,6%.
Na informalidade, o Brasil registrou média anual de 38,1% da população ocupada. Santa Catarina novamente apareceu entre os menores percentuais, com 26,3%.
O desalento — pessoas que desistiram de procurar trabalho — ficou em 2,6% no país. O estado catarinense apresentou a menor taxa nacional: 0,3%.
COMO OS DADOS SÃO PRODUZIDOS
A PNAD Contínua é o principal levantamento sobre o mercado de trabalho no país. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios por trimestre, em todos os estados e no Distrito Federal, por meio de uma rede com mais de 500 agências do IBGE.
Desde julho de 2021, a coleta voltou a ser feita presencialmente após o período de entrevistas por telefone durante a pandemia. Os dados completos podem ser consultados no sistema Sidra, do instituto.
A próxima divulgação da pesquisa trimestral, referente ao primeiro trimestre de 2025, está prevista para 14 de maio, quando novos indicadores devem confirmar se a tendência de queda do desemprego será mantida.





