CBMSC encerra temporada com média de 43 salvamentos diários
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) encerrou a alta temporada da Estação Verão 2025/2026 com média de 43 salvamentos por dia no litoral catarinense. Entre 15 de dezembro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026, foram 3.027 resgates realizados em 70 dias de operação.
Com o fim da alta temporada, o CBMSC iniciou nesta segunda-feira (23) a pós-temporada, que segue até 5 de abril. O período mantém equipes mobilizadas, mas com redução gradual de postos, em um momento em que o fluxo de moradores e turistas ainda permanece significativo nas praias do estado.
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CBMSC MANTÉM OPERAÇÃO APÓS ALTA TEMPORADA
Durante a alta temporada, o CBMSC atuou em 33 municípios com uma das maiores estruturas já empregadas na Estação Verão.
Foram mobilizados 2.053 guarda-vidas, 429 postos ativados, dois helicópteros, três aviões, 52 motos aquáticas, 158 embarcações, 134 viaturas e 35 quadriciclos.
A partir de agora, a corporação adota gestão regionalizada, com reforço especialmente nos finais de semana e em áreas de maior movimento. Os pontos com guarda-vidas ativos podem ser consultados pelo aplicativo CBMSC Cidadão.
Segundo o subcomandante-geral, coronel Jefferson de Souza, a atenção deve continuar. “A alta temporada se encerra, mas o risco não termina. Iniciamos agora uma fase de gestão estratégica, com redução planejada de postos e manutenção do efetivo. Por isso, é fundamental que o banhista consulte previamente o aplicativo CBMSC Cidadão para verificar quais praias estão guarnecidas. A escolha do local faz diferença direta na segurança. Priorizar áreas com guarda-vidas é uma decisão que protege vidas”, finaliza.
SALVAMENTOS E PREVENÇÃO SEGUEM EM PATAMAR ELEVADO
Além dos 3.027 salvamentos, o CBMSC registrou 13 milhões de ações preventivas, como orientações verbais, sinalizações e monitoramento constante nas praias.
Também foram contabilizadas 2.093 crianças perdidas localizadas, 26 mil ocorrências por lesões com água-viva e 5.885 crianças certificadas no Programa Golfinho. Ao todo, 24 praias contaram com acessibilidade garantida.
O volume de ações preventivas manteve o nível da temporada anterior e superou períodos como 2023/2024, quando foram registradas 11 milhões de intervenções.
97% DOS RESGATES ENVOLVERAM CORRENTE DE RETORNO
Dos 3.027 salvamentos, 2.951 ocorreram por arrastamentos, o que representa 97% dos casos. O dado reforça que a corrente de retorno continua sendo a principal ameaça nas praias catarinenses.
A major Natália Cauduro da Silva, subcomandante do Batalhão de Florianópolis, alerta para o comportamento em situações de risco.
“A quantidade de água que chega à praia é proporcional à que precisa retornar ao mar, portanto, quanto mais água vem das ondas e quanto maiores elas são, maior fica a corrente. É preciso que o banhista fique atento e, se perceber que está sendo puxado, acene por ajuda ao guarda-vidas e nade paralelamente à praia ou flutue até a ajuda chegar. Não gaste energia nadando contra a corrente, já que ela é mais forte que você”, orienta.
MAIORIA DOS ÓBITOS OCORREU FORA DE ÁREAS GUARDADAS
Na temporada 2025/2026, foram confirmados 31 óbitos por afogamento, número inferior aos 40 registrados no ciclo anterior.
Do total, 25 ocorreram em áreas não guarnecidas, 11 em praias e 14 em água doce. Seis casos foram registrados em praias com presença de guarda-vidas.
A distribuição das ocorrências evidencia maior risco em locais sem supervisão técnica permanente, reforçando a orientação para priorizar áreas sinalizadas e monitoradas.
REDUÇÃO NO NÚMERO DE CRIANÇAS PERDIDAS
Outro dado relevante foi a queda no número de crianças perdidas localizadas: 2.093 nesta temporada, redução de 50,4% em comparação com anos anteriores.
Em 2024/2025, foram 4.221 casos. Em 2023/2024, 2.890. Já em 2022/2023, o número foi de 2.519.
O comando do CBMSC reforça a necessidade de atenção constante com o público infantil.
“As crianças exigem cuidado redobrado e atenção constante. Até correntes pequenas, que parecem inofensivas para um adulto, conseguem arrastá-las rapidamente. É fundamental que a criança esteja sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável”, orienta o comando do CBMSC.
Para auxiliar os responsáveis, a corporação distribui pulseiras de identificação nos postos de guarda-vidas, facilitando o reencontro em caso de separação.
Com a pós-temporada em curso, a operação passa a acompanhar a dinâmica do público fora do pico do verão, mantendo equipes em áreas estratégicas do litoral catarinense até o início de abril.
Com informações da Agência de Notícias SECOM.





