Procon de Florianópolis interdita clínica de estética após denúncia de complicação infecciosa
Uma clínica de estética foi interditada em Florianópolis após fiscalização realizada pelo Procon Municipal com apoio da Vigilância Sanitária e da Guarda Municipal. A ação ocorreu na última sexta-feira (15) depois que uma consumidora denunciou ter desenvolvido uma complicação infecciosa relacionada a um procedimento estético realizado no estabelecimento.
A interdição aconteceu após o órgão constatar irregularidades consideradas graves durante vistoria no local, incluindo ausência de documentação obrigatória e utilização de medicação injetável em protocolos de emagrecimento sem prescrição médica. O caso acende alerta sobre a fiscalização de serviços estéticos e os riscos à saúde dos consumidores.
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FISCALIZAÇÃO IDENTIFICOU AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS
Segundo a Prefeitura de Florianópolis, a clínica já havia sido notificada previamente pelo Procon de Florianópolis para apresentar documentos exigidos para funcionamento.
Entre os itens solicitados estavam alvará sanitário, alvará do Corpo de Bombeiros e comprovação de registro profissional junto ao órgão de classe competente.
A empresa compareceu à audiência administrativa, mas não apresentou a documentação requerida. Diante disso, foi realizada fiscalização presencial no estabelecimento.
CLÍNICA DE ESTÉTICA FOI INTERDITADA APÓS IRREGULARIDADES
Durante a inspeção, os agentes identificaram registros de protocolos de emagrecimento com aplicação de medicamentos injetáveis sem a devida prescrição médica.
A situação foi considerada grave pelos órgãos de fiscalização devido aos possíveis riscos à saúde dos clientes atendidos pela clínica.
Com as irregularidades constatadas, o estabelecimento foi interditado até que ocorra a regularização completa das exigências legais e sanitárias.
PROCON AFIRMA QUE EMPRESA RESPONDERÁ ADMINISTRATIVAMENTE
O diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva, afirmou que a medida busca garantir segurança aos consumidores da capital catarinense.
“O nosso papel, enquanto órgão de defesa do consumidor, é primeiramente garantir a segurança do cidadão de Florianópolis e é isso que buscamos em ações como essa. A interdição se fez necessária diante das graves irregularidades que nossos fiscais constataram no local. Vamos seguir acompanhando o caso para garantir que nenhum outro consumidor seja lesado ou colocado em risco”, destacou.
De acordo com o órgão, a empresa responderá administrativamente pelas irregularidades identificadas e terá prazo legal para apresentar defesa no processo.





