sexta-feira, 11 setembro , 2026
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Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente Governo Federal celebra avanços realizados desde 2023

por Francine Canto Boico
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O meio ambiente esteve no centro do pronunciamento realizado pelo Governo Federal durante as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Em mensagem transmitida em rede nacional na sexta-feira (5), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, apresentou um balanço das ações desenvolvidas desde 2023 e detalhou as medidas adotadas para enfrentar os desafios climáticos previstos para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de um novo fenômeno El Niño em 2026.

A fala teve como foco os resultados obtidos nas áreas de combate ao desmatamento, proteção dos biomas, recuperação ambiental, transição energética e atração de investimentos sustentáveis. O ministro também reforçou o alerta para o aumento do risco de queimadas durante o período de estiagem.

Segundo Capobianco, o governo ampliou significativamente a estrutura de prevenção e combate aos incêndios florestais diante das projeções climáticas para este ano.

“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, afirmou.

O ministro também destacou o compromisso da gestão federal com a agenda ambiental.

“Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, renovamos o compromisso de deixar para as próximas gerações um país mais preparado e mais sustentável. Porque proteger o meio ambiente é proteger a vida e o futuro de todas as famílias brasileiras”, acrescentou.

GOVERNO DIZ QUE MEIO AMBIENTE VOLTOU A SER PRIORIDADE

Durante o pronunciamento, Capobianco afirmou que, desde janeiro de 2023, a política ambiental voltou a ocupar posição estratégica dentro do planejamento nacional.

Segundo ele, a proteção ambiental passou a ser tratada como um elemento capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico, gerar empregos e ampliar oportunidades de negócios, sem abrir mão da conservação dos recursos naturais.

De acordo com o ministro, a estratégia busca demonstrar que crescimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos.

A proposta envolve ações voltadas à proteção das florestas, dos recursos hídricos e da biodiversidade, ao mesmo tempo em que incentiva atividades econômicas alinhadas aos princípios da sustentabilidade.

DESMATAMENTO CAI NA AMAZÔNIA, CERRADO E PANTANAL

Um dos principais pontos destacados pelo governo foi a redução dos índices de desmatamento em importantes biomas brasileiros.

Segundo os dados apresentados, a Amazônia registrou queda de 50% no desmatamento ao longo dos últimos três anos.

No Cerrado, a redução chegou a 32%, enquanto o Pantanal apresentou recuo de 65%.

O governo afirma que a diminuição da destruição da vegetação nativa contribui diretamente para a preservação da biodiversidade e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Ao evitar o desmatamento, milhões de toneladas de carbono deixam de ser lançadas na atmosfera, reduzindo os impactos das mudanças climáticas.

NOVAS ÁREAS PROTEGIDAS E RECONHECIMENTO DE TERRITÓRIOS

Além da redução do desmatamento, o pronunciamento destacou a ampliação das áreas oficialmente protegidas no país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, mais de uma dezena de novas reservas ambientais foram criadas desde 2023.

O período também foi marcado pelo reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas.

Somadas, as áreas protegidas e reconhecidas representam uma extensão equivalente a cerca de cinco milhões de campos de futebol.

A medida é considerada estratégica para a conservação dos ecossistemas brasileiros e para a proteção de populações tradicionais que vivem nesses territórios.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA GANHA DESTAQUE

Outro eixo apresentado pelo governo foi a retomada do protagonismo brasileiro na agenda de transição energética.

Segundo Capobianco, o país vem ampliando o uso de fontes de energia consideradas mais limpas e menos poluentes.

Entre as alternativas citadas estão os biocombustíveis e a eletrificação da frota de veículos.

O governo também informou ter criado mecanismos de incentivo para a renovação de veículos particulares e do transporte público, buscando reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

A estratégia faz parte dos compromissos brasileiros de enfrentamento às mudanças climáticas e de redução das emissões de carbono.

FORTALECIMENTO DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS

O ministro atribuiu parte dos resultados obtidos ao fortalecimento das instituições responsáveis pelo monitoramento e fiscalização ambiental.

Segundo ele, houve retomada dos investimentos em ciência, monitoramento e inteligência ambiental.

Entre os órgãos citados estão o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O governo argumenta que o fortalecimento dessas estruturas permitiu ampliar a capacidade de fiscalização e de combate aos crimes ambientais em todo o território nacional.

FUNDO AMAZÔNIA É RETOMADO E AMPLIA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

A retomada da cooperação internacional também foi apontada como um fator importante para os avanços na área ambiental.

Após ficar quatro anos sem receber novos aportes, o Fundo Amazônia voltou a operar plenamente.

Segundo o governo, o mecanismo conta atualmente com nove países financiadores.

Os recursos são destinados a projetos voltados ao combate ao desmatamento, à conservação da floresta e ao desenvolvimento sustentável da região amazônica.

A retomada do fundo é vista como um sinal de confiança internacional na política ambiental brasileira.

R$ 204 BILHÕES PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O governo informou que a combinação de políticas públicas, cooperação internacional e participação do setor privado permitiu mobilizar um volume recorde de recursos para projetos sustentáveis.

Segundo os números apresentados, foram viabilizados R$ 204 bilhões em investimentos públicos e privados, nacionais e internacionais.

Os recursos têm sido direcionados para iniciativas ligadas à conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas, transição energética, bioeconomia e desenvolvimento sustentável.

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS AVANÇA

Outro resultado destacado no pronunciamento foi a recuperação de áreas degradadas.

O governo informou que o país alcançou a marca de 3,4 milhões de hectares restaurados.

As ações incluem reflorestamento, recuperação de vegetação nativa e restauração de ecossistemas afetados por atividades econômicas ou eventos climáticos extremos.

A recuperação dessas áreas é considerada fundamental para ampliar a capacidade de absorção de carbono, proteger recursos hídricos e recuperar habitats naturais.

QUESTÕES AMBIENTAIS GANHAM PESO NA ECONOMIA GLOBAL

Capobianco também ressaltou que a agenda ambiental passou a ter influência direta sobre as relações comerciais internacionais.

Segundo ele, critérios ambientais são cada vez mais utilizados por governos, investidores e empresas para definir parcerias, acordos comerciais e decisões de investimento.

Nesse cenário, o governo defende que políticas ambientais sólidas ajudam a preservar a competitividade do Brasil no mercado global.

A avaliação apresentada é de que o descumprimento de padrões ambientais pode resultar em barreiras comerciais, perda de investimentos e isolamento econômico.

GOVERNO ALERTA PARA RISCO DE QUEIMADAS

Na parte final do pronunciamento, o ministro fez um apelo à população para reforçar a prevenção contra incêndios florestais.

Com a chegada do período de seca em diversas regiões do país, o governo orienta que a população evite utilizar fogo para limpar terrenos, eliminar resíduos ou abrir novas áreas.

A preocupação é que pequenos focos possam se transformar rapidamente em grandes incêndios, especialmente em um cenário de temperaturas elevadas e baixa umidade.

A recomendação é que qualquer sinal de incêndio seja comunicado imediatamente aos corpos de bombeiros, brigadas especializadas e demais autoridades responsáveis.

Segundo o governo, a rápida identificação dos focos é uma das medidas mais eficazes para reduzir danos ambientais, proteger comunidades e evitar a propagação do fogo em áreas de vegetação nativa.

Com a previsão de um novo El Niño para 2026, a prevenção aos incêndios florestais deverá permanecer entre as principais prioridades da política ambiental brasileira nos próximos meses.


Com informações de Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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