Primeira antologia sobre maternidades no Brasil, idealizada pela artista, pesquisadora e doutora em Artes Visuais, Ana Sabiá, e desdobramento de projeto contemplado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, reúne séries de 50 artistas de norte a sul do país. Captação de financiamento vai até dia 28
Com tantos especialistas em comportamento se proliferando em progressão geométrica no mundo virtual, os conceitos sobre o que é ser – ou não ser – mãe, igualmente ganham múltiplas versões. Fugindo dos clichês, o projeto “Madonnas e Fridas”, idealizado pela doutora em Artes Visuais, pesquisadora, artista e fotógrafa Ana Sabiá, espera pela reunião de um coletivo artístico provocar outras sensibilidades por meio de imagens produzidas por 50 mulheres de norte a sul do país.
O projeto, classificado como a primeira antologia fotográfica dedicada exclusivamente à maternidade no país, está em fase de captação de dinheiro por meio de financiamento coletivo na plataforma Catarse (catarse.me/madonnasefridas), até o dia 28 deste mês.
Na prática, “Madonnas e Fridas” é uma coletânea de cinco livros, totalizando 440 páginas, e tiragem de 500 exemplares, com distribuição nacional. O lançamento está previsto para outubro deste ano, em São Paulo ou Rio de Janeiro, com mesa-redonda e sessão de autógrafos.

A obra é o desdobramento editorial de pesquisa consolidada, premiada pela 17ª edição do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (Ministério da Cultura/Governo Federal), sob curadoria e idealização de Ana Sabiá, com trabalhos de profissionais com atuação nacional e internacional.
“Madonnas e Fridas” evoca de forma simbólica e concretas as muitas maternidades, indo da mãe sagrada, romantizada e devota à mulher que se reinventa na dor, na luta e na potência criativa. “A vivência real da maternidade não é a que vemos na propaganda. É sobrecarga, solidão, lutos, criação solo, depressão pós-parto, amor e vida em construção. A arte de mulheres mães – especialmente na fotografia – é sistematicamente ignorada por galerias, editais e curadorias. É um ponto cego cultural”, afirma Ana, disposta a mudar essa realidade.
O projeto, explica a idealizadora, não se limita a denunciar, mas a provocar artisticamente a pluralidade do tema, materializando um movimento artístico que já existe, mas permanece subfinanciado: o de mulheres que transformam a experiência materna – com suas dores, delícias e opressões – em linguagem fotográfica contemporânea.
Cada uma das 50 artistas assina uma série própria, acompanhada de texto de apresentação e QR Codes que dão acesso a videoarte e ciclos de conversas gravados.

A antologia reúne um dos mais qualificados coletivos sobre maternidade na fotografia brasileira atual, muitas delas com inserção no circuito artístico e também acadêmico, incluindo 11 doutoras e 14 mestras entre as participantes.
A videoarte colaborativa do projeto já foi exibida em 2025 e 2026 em diferentes pontos culturais do país, incluindo o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina, o Festival de Fotografia de Paranapiacaba, o Maré Foto Festival (Natal, RN), o Festival de Fotografia de Tiradentes (MG) e no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Recife, PE) e o Festival El Ojo Salvaje, em Assunção, no Paraguai.
Confira quem são as artistas participantes
Ale Baldissarelli • Ana Flor • Ana Musova • Ana Sabiá • Andrea Bernardelli • Cecília Carvalho • Chris Bueno • Clarissa Borges • Cynthia Barros • Coletivo Lumaterna • Cristal Luz • Dani De Moraes • Daniela Balestrin • Daniela Petrucci • Daniela Torrente • Di Menegazzi • Elisa Elsie • Fabi Salomao • Fernanda Klee • Ilana Bar • Irmina Walczak • Isabel Löfgren & Patricia Goùvea • Jana Cunha • Jennifer Cabral • Karen Caetano • Laura Aidar • Leticia Valverdes • Lia de Paula • Luiza Kons • Madame Pagu • Malu Teodoro • Mari Queiroz • Marian Starosta • Mariana Hauck • Mariana Machado • Marina Luna • Marina S. Alves • Marisi Bilini • Marta Suzi • Melissa Flores • Monique Olive • Nana Moraes • Patricia Belaestilosa • Paula Huven • Priscila Cunaccia • Sandra Resende • Tami Orlando • Tatiana Reis • Valéria Mendonça • Zuleika de Souza.

Como apoiar “Madonnas e Fridas”
O financiamento coletivo tem meta mínima de R$ 135 mil – valor “tudo ou nada” no Catarse. Os recursos cobrem impressão gráfica (5 volumes com capa cartão, costura singer com linhas coloridas, hot stamping), trabalho técnico de curadoria, diagramação, tratamento de imagens, tradução bilíngue (português-inglês), recompensas (impressões fine art, bordados artesanais, mentorias, ensaios fotográficos) e distribuição.
OS APOIOS PODEM SER DE QUALQUER VALOR, MAS A PARTIR DE R$ 30,00 VOCÊ GARANTE SEU NOME NOS AGRADECIMENTOS DO LIVRO.
As contrapartidas para apoiadores incluem desde as coleções completas numeradas, crédito nominal nos livros, tiragem de obras em impressão fine art e participação em eventos de lançamento.
Para investidores institucionais, o projeto oferece cotas de patrocínio (Bronze: R$ 5 mil; Prata: R$ 15 mil; Ouro: R$ 30 mil) com logomarca, coleções, presença em lançamentos e fala institucional.
Mais do que investir em um livro, você está apoiando o trabalho e a circulação de obras de 50 mulheres artistas – que legitima um tema urgente no debate cultural e político, garantindo a produção de memória e a construção de futuros a outras pesquisas que virão a partir dessa inédita publicação”, resume a curadora.

Para apoiar campanha e contatar a equipe:
O quê: “Madonnas e Fridas: antologia fotográfica de maternidades”
Plataforma: catarse.me/madonnasefridas
Contato para investidores, imprensa e dossiê completo:
Ana Sabiá – [email protected] / [email protected]
Site oficial: https://madonnasefridas.com.br
Instagram: @madonnas_fridas
YouTube: @madonnasfridas (videoarte e 10 encontros com as 50 artistas já disponíveis)
Tiragem: 500 exemplares
Formato: 5 livros A5, 440 páginas, 250+ fotografias, edição bilíngue
Realização: Ninho Editora (selo independente de artistas mulheres)
