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Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro e volta a ter saldo positivo de aprovação

A disputa pela Presidência da República em 2026 ganhou novos contornos após a divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest, publicada em 15 de julho de 2026. O levantamento mostra que Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas principais simulações eleitorais e, ao mesmo tempo, voltou a registrar saldo positivo de aprovação do governo pela primeira vez desde dezembro de 2024.

Embora a diferença entre aprovação e desaprovação permaneça dentro da margem de erro, os resultados representam uma mudança em relação aos levantamentos anteriores. Além da melhora na avaliação do governo, a pesquisa aponta crescimento de Lula na intenção espontânea de voto, liderança ampliada nos cenários estimulados e um cenário ainda indefinido, marcado pelo alto número de eleitores que ainda não escolheram um candidato para as eleições de 2026.

LULA AMPLIA VANTAGEM SOBRE FLÁVIO BOLSONARO

O principal reflexo político da nova pesquisa aparece nos cenários eleitorais para a Presidência da República.

Quando os pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 28%, consolidando uma vantagem de 12 pontos percentuais no primeiro turno.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 4%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema, com 2%. Outros candidatos somam 4%, enquanto 11% dos entrevistados ainda se declaram indecisos.

Primeiro turnoIntenção de voto
Lula40%
Flávio Bolsonaro28%
Ronaldo Caiado4%
Renan Santos3%
Romeu Zema2%
Outros candidatos4%
Indecisos11%

A vantagem do atual presidente aumenta na simulação de segundo turno.

Nesse cenário, Lula registra 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro, abrindo uma diferença de oito pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, em comparação ao levantamento anterior, Lula apresentou uma oscilação positiva de dois pontos percentuais, ampliando a distância em relação ao principal adversário.

Segundo turnoResultado
Lula45%
Flávio Bolsonaro37%

APROVAÇÃO DO GOVERNO VOLTA A FICAR POSITIVA

Além da disputa eleitoral, outro indicador chamou atenção dos analistas.

Pela primeira vez desde dezembro de 2024, o saldo de aprovação de Lula voltou ao campo positivo.

A pesquisa mostra que 48% dos brasileiros aprovam o trabalho do governo, enquanto 47% desaprovam a administração federal.

Embora os números estejam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado representa uma inversão em relação ao comportamento observado ao longo do último ano e meio.

Avaliação do governoJulho de 2026
Aprovação48%
Desaprovação47%
Margem de erro2 pontos percentuais

O levantamento indica que a melhora na avaliação do governo ocorre em um momento de intensificação das articulações para a sucessão presidencial.

MELHORA TAMBÉM APARECE NA INTENÇÃO ESPONTÂNEA

A mudança observada na avaliação do governo também aparece quando o eleitor responde espontaneamente em quem pretende votar para presidente, sem receber uma lista prévia de candidatos.

Apesar de a maioria dos brasileiros ainda não ter definido seu voto, Lula apresentou crescimento em relação ao levantamento anterior, enquanto Flávio Bolsonaro registrou recuo.

Ao todo, 54% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.

Entre os nomes lembrados espontaneamente, Lula aparece com 26%, três pontos percentuais acima da rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, com queda de três pontos.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado por 1% dos entrevistados, enquanto os demais nomes somaram 5%, dois pontos acima da pesquisa anterior.

Intenção espontâneaPercentual
Indecisos54%
Lula26% (+3 p.p.)
Flávio Bolsonaro14% (-3 p.p.)
Jair Bolsonaro1%
Outros nomes5% (+2 p.p.)

O elevado percentual de indecisos indica que a disputa presidencial permanece aberta, embora o levantamento mostre um fortalecimento da posição de Lula tanto na avaliação do governo quanto nas intenções de voto.

DESGASTE INTERNO E O FATOR MICHELLE BOLSONARO

Além dos cenários eleitorais, a pesquisa buscou medir o impacto de acontecimentos recentes que movimentam o campo da oposição. Um dos principais pontos analisados foi o conflito público envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo o levantamento, o episódio era conhecido por aproximadamente metade dos brasileiros no período de realização da pesquisa e produziu reflexos na percepção de parte do eleitorado identificado com a direita e o bolsonarismo.

Os dados mostram que 35% dos eleitores de direita e 20% dos entrevistados que se identificam como bolsonaristas avaliam que Michelle Bolsonaro acertou ao divulgar os vídeos relacionados ao conflito.

A pesquisa também procurou identificar quais motivações os entrevistados atribuem à atitude da ex-primeira-dama.

Entre os principais resultados estão:

  • 35% dos eleitores de direita e 31% dos bolsonaristas acreditam que Michelle divulgou os vídeos para se opor a alianças políticas das quais discorda;
  • 17% dos eleitores de direita e 15% dos bolsonaristas entendem que ela agiu para responder a um desrespeito de Flávio Bolsonaro;
  • Somados, esses dois grupos representam aproximadamente 47% do eleitorado conservador e bolsonarista consultado.

Outro dado relevante diz respeito ao peso político da ex-primeira-dama na campanha.

A pesquisa aponta que 53% dos eleitores de direita e 45% dos bolsonaristas afirmam que a participação direta de Michelle Bolsonaro na estrutura de campanha de Flávio Bolsonaro aumentaria as chances de vitória do senador.

Além disso, a percepção de Flávio Bolsonaro como um nome mais moderado do que o restante da família também sofreu alteração, passando de 33% para 29%.

Segundo a análise divulgada pela Quaest, esses fatores ajudam a compreender parte das oscilações observadas nas intenções de voto do senador.

OPOSIÇÃO AINDA BUSCA UMA ALTERNATIVA COMPETITIVA

Mesmo diante do desgaste provocado pelo conflito interno, a pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro continua sendo o nome mais competitivo da oposição nos cenários testados.

Nas simulações de segundo turno, Lula também aparece à frente dos demais possíveis adversários.

Simulação de segundo turnoResultado
Lula × Ronaldo Caiado45% × 36%
Lula × Romeu Zema45% × 35%
Lula × Renan Santos45% × 33%

A vantagem é de:

  • 9 pontos percentuais sobre Ronaldo Caiado;
  • 10 pontos percentuais sobre Romeu Zema;
  • 12 pontos percentuais sobre Renan Santos.

Segundo a pesquisa, a principal dificuldade enfrentada pelos demais pré-candidatos continua sendo o baixo nível de conhecimento junto ao eleitorado.

Pré-candidatoEleitores que dizem não conhecer
Ronaldo Caiado44%
Romeu Zema50%
Renan Santos77%

De acordo com a análise da Quaest, esse cenário poderá mudar com o início oficial da campanha eleitoral, período em que os candidatos tendem a ganhar maior exposição nacional.

O QUE A PESQUISA INDICA

A nova rodada da Genial/Quaest reúne uma série de indicadores que apontam mudanças relevantes no cenário político brasileiro.

Entre os principais resultados do levantamento estão:

  • o saldo de aprovação de Lula voltou a ficar positivo pela primeira vez desde dezembro de 2024;
  • Lula ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e segundo turno;
  • o presidente também apresentou crescimento na intenção espontânea de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrou recuo;
  • o conflito envolvendo Michelle Bolsonaro passou a ser identificado como um dos fatores que influenciam a percepção sobre a candidatura do senador;
  • apesar disso, Flávio Bolsonaro permanece como o principal nome da oposição, enquanto outros possíveis candidatos ainda enfrentam elevado grau de desconhecimento por parte do eleitorado.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que o cenário permanece em construção. Com 54% dos brasileiros ainda indecisos na intenção espontânea de voto e a campanha oficial ainda distante, a corrida presidencial segue aberta e poderá sofrer novas mudanças nos próximos meses.

METODOLOGIA

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas, presencialmente, em 120 municípios brasileiros, entre os dias 10 e 13 de julho de 2026.

O levantamento possui 95% de nível de confiança e margem de erro máxima de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-7181/2026.