Avançar para o conteúdo

Infraestrutura em nuvem impulsiona avanço do setor de tecnologia em Santa Catarina

A infraestrutura em nuvem em Santa Catarina se tornou uma das bases do crescimento do ecossistema tecnológico do estado, permitindo que startups, empresas de software e negócios digitais ampliem operações, alcancem novos mercados e adotem soluções mais avançadas. O movimento acompanha a expansão de Santa Catarina como polo de inovação no Brasil e na América Latina.

O avanço da computação em nuvem também ganhou relevância diante da chegada de novas aplicações de inteligência artificial. Com maior capacidade para processar dados, adaptar recursos conforme a demanda e manter ambientes digitais seguros, empresas catarinenses passaram a contar com uma estrutura tecnológica mais preparada para acompanhar a evolução do mercado.

NUVEM FOI BASE PARA ESCALA DAS EMPRESAS DE TECNOLOGIA

A consolidação do setor de tecnologia em Santa Catarina não ocorreu apenas pela criação de startups e pela formação de profissionais qualificados. A disponibilidade de infraestrutura digital contribuiu para que empresas desenvolvessem produtos, ampliassem clientes e operassem sem depender de grandes estruturas físicas próprias.

“A nuvem foi uma das bases que permitiram a muitas empresas de tecnologia crescerem com velocidade e alcançarem mercados maiores. Agora, com a inteligência artificial entrando de forma mais forte nos produtos e nas operações, essa infraestrutura ganha ainda mais relevância. O ecossistema de Santa Catarina já tem uma trajetória importante nesse sentido, porque entendeu cedo que escalar tecnologia exige uma base preparada”, afirma Diego Alexandre, CEO da Dati, empresas de tecnologia reconhecida como uma das principais parceiras da AWS na América Latina para serviços de consultoria em nuvem.

FLORIANÓPOLIS AMPLIA PRESENÇA ENTRE ECOSSISTEMAS DE STARTUPS

O crescimento do setor tecnológico catarinense ganhou destaque em rankings internacionais. Segundo o Global Startup Ecosystem Index 2026, Florianópolis apresentou o maior avanço entre os dez principais ecossistemas de startups do Brasil, subindo 31 posições no ranking global e entrando pela primeira vez no grupo das 250 principais cidades do mundo.

A capital catarinense passou a ocupar a 247ª posição global, mantendo o sexto lugar nacional e o 14º na América do Sul. O levantamento aponta crescimento anual de 57,1% no ecossistema da cidade, o maior entre as principais cidades brasileiras analisadas.

INFRAESTRUTURA EM NUVEM EM SANTA CATARINA ACOMPANHA EXPANSÃO REGIONAL

O desenvolvimento tecnológico do estado também deixou de estar concentrado apenas na capital. Dados da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia) e do Sebrae Startups mostram que diferentes regiões catarinenses fortaleceram seus ambientes de inovação.

Conforme o Observatório ACATE, a arrecadação de ISS relacionada ao setor de tecnologia cresceu de forma expressiva entre 2019 e 2024. Florianópolis triplicou o valor arrecadado no período, Blumenau registrou crescimento superior a dez vezes e Chapecó avançou 275%.

Entre 2023 e 2024, a tendência de crescimento permaneceu na maior parte dos municípios analisados, indicando uma expansão da economia baseada em inovação em diferentes áreas do estado.

“O avanço da tecnologia em diferentes regiões do estado é um ativo estratégico para Santa Catarina. A descentralização permite que os ecossistemas locais se especializem, criem soluções próprias e atraiam talentos. O resultado é um setor mais resiliente, menos dependente de uma única região e capaz de gerar impacto econômico em escala regional”, diz Diego Ramos, Presidente da ACATE.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AUMENTA DEMANDA POR ESTRUTURA TECNOLÓGICA

A evolução da inteligência artificial deve ampliar a importância das estruturas digitais nos próximos anos. Um estudo divulgado pela ACATE em comemoração aos 40 anos da entidade aponta o período entre 2026 e 2030 como a “onda da IA por toda a parte” no setor de tecnologia.

O levantamento destaca que a popularização da inteligência artificial transforma o ecossistema de um estágio considerado “maduro” para uma fase “acelerada”, exigindo investimentos em infraestrutura de dados, formação de talentos e capital para sustentar novas aplicações.

BASE TECNOLÓGICA DEVE DEFINIR COMPETITIVIDADE FUTURA

Para empresas do setor, a capacidade de acompanhar o ritmo das novas tecnologias será um dos principais desafios dos próximos anos. A infraestrutura em nuvem em Santa Catarina tende a permanecer como elemento estratégico para negócios que buscam incorporar inteligência artificial e ampliar operações digitais.

“O crescimento do ecossistema catarinense mostra que inovação não acontece apenas na camada de produto. Ela depende de uma base tecnológica capaz de acompanhar a velocidade dos negócios. A nuvem teve um papel fundamental nessa trajetória e será ainda mais relevante à medida que a inteligência artificial se torna parte da estratégia das empresas”, diz Diego Alexandre, da Dati.