Disputa pelo Palácio do Planalto reúne 13 candidatos, entre o presidente Lula, governadores, parlamentares, empresários, professores e nomes que estreiam em uma eleição nacional
As eleições de 2026 colocam 13 candidatos na disputa pela Presidência da República. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso nenhum concorrente alcance a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A corrida pelo Palácio do Planalto reúne políticos com décadas de experiência, nomes que já administraram estados, parlamentares, lideranças partidárias e candidatos que nunca exerceram cargo público. Há representantes de diferentes correntes políticas e partidárias, da esquerda à direita, além de candidaturas vinculadas ao centro.
Entre os concorrentes está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição e busca chegar ao quarto mandato. Do outro lado, Flávio Bolsonaro (PL), senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, disputa pela primeira vez a Presidência.
Também estão na corrida os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do empresário Renan Santos (Missão), da cirurgiã-dentista Samara Martins (UP), do veterinário Wilson Grassi (Democrata), do jornalista Rui Costa Pimenta (PCO), do professor Hertz Dias (PSTU), do economista Edmilson Costa (PCB), da advogada Clariana Barão (DC), do escritor Augusto Cury (Avante) e do influenciador Pablo Marçal (PRTB).
A campanha eleitoral nas ruas e na internet começou oficialmente em 16 de agosto. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.
A seguir, o Conecta SC apresenta quem são os 13 candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, com base nos perfis publicados pela Agência Brasil.
LULA (PT) TENTA A REELEIÇÃO E BUSCA O QUARTO MANDATO

Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), tem 80 anos e nasceu em Garanhuns, Pernambuco. O atual presidente tenta a reeleição mantendo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente, repetindo a composição da chapa vencedora de 2022.
Antes de entrar para a política institucional, Lula trabalhou como metalúrgico e tornou-se torneiro mecânico após formação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Sem curso superior, ganhou projeção nacional como dirigente sindical no ABC paulista.
Sua trajetória política ganhou força durante as grandes greves de trabalhadores realizadas na década de 1970, ainda durante a ditadura militar. A atuação sindical e a defesa da redemocratização estiveram entre os fatores que levaram à criação do Partido dos Trabalhadores, em 1980.
Lula também participou da campanha das Diretas Já e chegou pela primeira vez à Câmara dos Deputados em 1986, quando foi eleito deputado federal por São Paulo.
Ao longo da carreira, sua atuação política esteve associada a temas como direitos dos trabalhadores, políticas sociais, enfrentamento à fome e à pobreza e participação do Estado no desenvolvimento econômico.
Depois de disputar a Presidência em diferentes eleições, Lula venceu pela primeira vez em 2002. Governou o Brasil entre 2003 e 2010 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023.
Com isso, tornou-se o primeiro presidente brasileiro eleito três vezes para o cargo. Em 2026, tenta ampliar esse número para quatro mandatos.
FLÁVIO BOLSONARO (PL) LEVA O BOLSONARISMO À DISPUTA PRESIDENCIAL

Flávio Nantes Bolsonaro, de 45 anos, é o candidato do Partido Liberal (PL). Nascido em Resende, no Rio de Janeiro, é advogado, empresário e senador. A chapa tem como candidato a vice-presidente o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio construiu a carreira política no Rio de Janeiro antes de chegar ao Senado.
Formado em direito pela Universidade Cândido Mendes, tem especialização nas áreas de políticas públicas e empreendedorismo. Sua trajetória está associada principalmente à segurança pública, a valores conservadores e a posições identificadas com a direita brasileira.
Sua primeira eleição ocorreu em 2002, quando conquistou uma cadeira de deputado estadual no Rio de Janeiro. Depois disso, conseguiu três reeleições consecutivas, em 2006, 2010 e 2014.
Durante a passagem pela Assembleia Legislativa fluminense, participou principalmente de discussões relacionadas à segurança pública e à atividade parlamentar.
Em 2018, foi eleito senador. No Congresso Nacional, ampliou a projeção e tornou-se uma das principais lideranças políticas ligadas ao bolsonarismo.
Também participou de discussões econômicas e institucionais e teve influência política durante o período em que Jair Bolsonaro ocupou a Presidência da República.
RONALDO CAIADO (PSD) VOLTA A DISPUTAR A PRESIDÊNCIA APÓS 37 ANOS

Ronaldo Ramos Caiado, de 76 anos, representa o Partido Social Democrático (PSD) na corrida presidencial. Até entrar na disputa de 2026, exercia o cargo de governador de Goiás, do qual se licenciou. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, é o candidato a vice.
Natural de Anápolis, em Goiás, Caiado é médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro.
Oriundo de uma família de produtores rurais com presença histórica no estado de Goiás, começou sua trajetória política depois de presidir a União Democrática Ruralista (UDR), entidade voltada à representação dos interesses dos grandes proprietários rurais.
A ligação com o setor rural tornou-se uma das características mais conhecidas de sua carreira política.
Caiado acumulou cinco mandatos como deputado federal, quatro deles consecutivos. Também governou Goiás por dois mandatos seguidos.
A eleição de 2026 não representa sua primeira tentativa de chegar ao Palácio do Planalto. Ele já havia concorrido à Presidência da República em 1989.
O PSD, partido pelo qual disputa a eleição, define-se como uma legenda de centro. Criada em 2011, a sigla recebeu em sua formação políticos oriundos de partidos como DEM, PMN, PP, PSDB e PMDB.
ROMEU ZEMA (NOVO) TROCA O GOVERNO DE MINAS PELA CORRIDA AO PLANALTO

Romeu Zema Neto, de 61 anos, é o candidato do partido Novo. Natural de Araxá, no Triângulo Mineiro, deixou o governo de Minas Gerais para disputar a Presidência da República.
A chapa é completada pelo candidato a vice-presidente Eduardo Girão, também filiado ao Novo.
Antes de ingressar na política, Zema desenvolveu a carreira no setor privado e esteve ligado ao grupo empresarial criado por sua família. A experiência administrativa ajudou a construir a imagem pública de gestor que marcou sua entrada na vida política.
Graduado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), passou a defender propostas relacionadas ao equilíbrio fiscal, à diminuição da burocracia e à maior participação da iniciativa privada na economia.
Sua atuação política é vinculada ao liberalismo econômico e ao campo da direita.
Diferentemente de candidatos com décadas de experiência eleitoral, Zema entrou na política institucional apenas em 2018. Naquele ano, filiou-se ao Novo e apresentou-se diretamente como candidato ao governo de Minas Gerais.
Venceu a eleição com uma campanha baseada na renovação política e em um modelo de administração inspirado em práticas empresariais.
Em 2022, conseguiu a reeleição ainda no primeiro turno e ampliou sua projeção nacional durante o segundo mandato à frente do governo mineiro.
RENAN SANTOS (MISSÃO) ESTREIA EM ELEIÇÕES COMO CANDIDATO A PRESIDENTE

Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos, disputa a Presidência pelo Missão. É a primeira candidatura presidencial da legenda, criada a partir do Movimento Brasil Livre (MBL).
Renan nasceu na cidade de São Paulo e é empresário. Também ocupa a presidência do Missão, partido aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em novembro de 2025.
A chapa é formada por Renan e Coronel Medina, candidato a vice-presidente pela mesma sigla.
O Missão se apresenta como um partido de direita “altamente pragmático” e tem no chamado Livro Amarelo sua base intelectual. Entre as bandeiras da legenda estão o liberalismo econômico e o incentivo ao empreendedorismo.
Filho de advogado, Renan chegou a estudar direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Profissionalmente, trabalhou com o pai na recuperação de empresas falidas ou em dificuldades financeiras.
Além da atividade empresarial e política, atua como vocalista e guitarrista de uma banda de rock.
Entre 2010 e 2015, foi filiado ao PSDB.
Sua trajetória política ganhou projeção principalmente por meio do Movimento Brasil Livre, organização que esteve entre os grupos que defenderam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016.
Em 2018, Renan coordenou as campanhas de Kim Kataguiri para deputado federal e de Arthur do Val para deputado estadual em São Paulo. Os dois foram eleitos. Arthur do Val posteriormente teve o mandato cassado em 2022 e foi declarado inelegível por oito anos.
SAMARA MARTINS (UP) PASSA DE VICE EM 2022 A CANDIDATA À PRESIDÊNCIA

Samara Martins Feitosa, de 38 anos, representa a Unidade Popular (UP). Natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais, é formada em odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Raquel Brício, também da UP, é a candidata a vice-presidente.
A trajetória política de Samara começou antes mesmo da atuação profissional como cirurgiã-dentista do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a juventude, participou do movimento estudantil por meio da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte e da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade na qual exerceu a função de diretora de mulheres.
Samara já participou de uma eleição presidencial. Em 2022, foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Leonardo Péricles.
Naquela eleição, os dois formaram a única chapa presidencial composta exclusivamente por pessoas negras.
A Unidade Popular foi fundada em 2016. A legenda se define como anticapitalista e defende o poder popular e o socialismo, além de manter ligação com movimentos sociais associados às pautas da juventude, das mulheres e da população negra e ao combate aos privilégios das parcelas mais ricas da população.
WILSON GRASSI (DEMOCRATA) LEVA A CAUSA ANIMAL À ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O veterinário e empresário Wilson Grassi, de 56 anos, é o candidato do Democrata, legenda anteriormente chamada de Partido da Mulher Brasileira (PMB).
Natural da capital paulista, Grassi tem como candidata a vice-presidente a empresária Suêd Haidar.
Sua atuação é especialmente vinculada à defesa dos animais.
Entre as iniciativas defendidas pelo candidato está a implantação de hospitais públicos destinados ao atendimento de cães e gatos. Grassi também atua como conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo.
Apesar de nunca ter ocupado uma função pública, já participou de outras eleições.
Ao longo de sua trajetória eleitoral, concorreu aos cargos de vereador, deputado estadual e deputado federal por São Paulo, anteriormente filiado ao PV e ao PRTB.
A candidatura de 2026 também representa uma novidade para o Democrata. Fundado em 2015 como Partido da Mulher Brasileira, o partido nunca havia apresentado um candidato próprio à Presidência da República.
RUI COSTA PIMENTA (PCO) CHEGA À QUARTA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA

O jornalista e sindicalista Rui Costa Pimenta, de 69 anos, volta à corrida presidencial pelo Partido da Causa Operária (PCO).
Natural da cidade de São Paulo, ele preside o partido desde 1995 e disputa a eleição ao lado do professor Antônio Carlos Silva, candidato a vice pela mesma legenda.
Rui iniciou a militância política ainda durante a ditadura militar. Em 1976, começou a atuar no movimento estudantil.
Participou do Congresso de Refundação da União Nacional dos Estudantes, realizado em Salvador em 1980, e exerceu função de direção no Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo.
Em 1985, foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Também atua na comunicação: edita o jornal Causa Operária e apresenta, pela internet, o programa Análise Política Semanal.
Politicamente, Rui Costa Pimenta defende o socialismo e o comunismo.
Ele participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980. Em 1992, o grupo ligado à Causa Operária rompeu com o PT. Três anos depois foi lançado o Partido da Causa Operária, inicialmente com registro provisório e, posteriormente, definitivo.
A eleição de 2026 será a quarta disputa presidencial de Rui Costa Pimenta.
HERTZ DIAS (PSTU) PASSA DE VICE A CABEÇA DE CHAPA

Hertz da Conceição Dias, de 55 anos, disputa a Presidência pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).
Natural de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, no Maranhão, tem como candidata a vice-presidente a professora Vanessa Portugal, também integrante do PSTU.
Hertz é professor de história da rede pública maranhense e também rapper.
Mestre em educação, desenvolve pesquisas relacionadas a cultura, juventude, racismo e organização popular.
Sua trajetória política está historicamente ligada aos movimentos sindical e dos trabalhadores.
A candidatura à Presidência não representa sua estreia em disputas eleitorais nacionais. Em 2018, Hertz foi candidato a vice-presidente na chapa de Vera Lúcia.
Depois, disputou a prefeitura de São Luís em 2020 e concorreu ao governo do Maranhão em 2022.
Atualmente, o PSTU não tem representantes eleitos na Câmara dos Deputados ou no Senado. Nas eleições municipais de 2024, apresentou candidaturas, mas não conseguiu eleger vereadores no país.
EDMILSON COSTA (PCB) TEM TRAJETÓRIA LIGADA À MILITÂNCIA SOCIALISTA

O economista e professor Edmilson Costa, de 76 anos, é o candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Nascido em Pedreiras, no Maranhão, disputa a eleição ao lado de Cleusa Santos, candidata a vice-presidente pela mesma legenda.
Edmilson ocupa a função de secretário-geral do PCB e atua na militância política desde a década de 1980.
Além de economista e professor, é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão.
Na década de 1990, concluiu doutorado em economia pela Universidade Estadual de Campinas, onde defendeu tese relacionada à política salarial brasileira.
Edmilson já participou de outras disputas eleitorais.
Em 2008, concorreu à prefeitura de São Paulo pelo PCB. Dois anos depois, integrou como candidato a vice-presidente a chapa de Ivan Pinheiro na eleição presidencial de 2010.
Em 2026, assume pela primeira vez a cabeça de uma chapa presidencial.
CLARIANA BARÃO (DC) DISPUTA O PRIMEIRO CARGO ELETIVO DA CARREIRA

Clariana Barão, de 39 anos, é a candidata do Democracia Cristã (DC) à Presidência da República.
Natural de Cuiabá, em Mato Grosso, é advogada e tem especialização em direito administrativo e gestão pública.
A chapa é completada por Fabiana Torquato, candidata a vice-presidente.
Formada em direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande, Clariana desenvolveu atuação ligada a causas sociais.
Entre as funções exercidas, presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da Ordem dos Advogados do Brasil de Várzea Grande.
Em 2024, coordenou um grupo de voluntários mobilizado para prestar ajuda às vítimas das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Dois anos depois, assumiu a presidência do diretório estadual do Democracia Cristã em Mato Grosso.
A eleição presidencial de 2026 representa a primeira disputa de Clariana por um cargo eletivo.
A escolha também marca uma mudança na história do próprio DC. Desde a fundação da legenda, em 1995, é a primeira vez que o partido apresenta outro nome à Presidência que não José Maria Eymael.
Segundo o perfil publicado pela Agência Brasil, o Democracia Cristã critica tanto o capitalismo quanto o marxismo e apresenta a solidariedade entre seus princípios.
AUGUSTO CURY (AVANTE) TROCA LIVROS E PALESTRAS PELA PRIMEIRA ELEIÇÃO

Conhecido principalmente pela carreira como escritor, o médico psiquiatra Augusto Jorge Cury, de 67 anos, estreia nas urnas como candidato à Presidência pelo Avante.
Natural de Colina, no interior de São Paulo, Cury é formado em medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e possui pós-graduação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Também possui título de doutor em psicologia multifocal pela Florida Christian University.
O candidato tem como vice Júlio Delgado, integrante da mesma legenda.
Cury atua como professor de pós-graduação e conferencista em eventos no Brasil e no exterior. Também é autor da chamada Teoria da Inteligência Multifocal.
Sua projeção pública ocorreu sobretudo pela produção de dezenas de livros voltados ao segmento de autoajuda.
Na primeira experiência como candidato a um cargo eletivo, apresenta propostas voltadas à educação e destaca a atenção às pessoas neurodivergentes, incluindo condições como autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e dislexia.
O Avante se define como um partido de centro. A legenda foi criada em 1989 com o nome de Partido Trabalhista do Brasil e passou a se chamar Avante após autorização do Tribunal Superior Eleitoral em 2017.
PABLO MARÇAL (PRTB) TEM CAMPANHA SUSPENSA POR DECISÃO DO TSE
Pablo Henrique Marçal, de 39 anos, foi registrado como candidato à Presidência da República pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Natural de Goiânia, em Goiás, é formado em direito pela Universidade Paulista, além de atuar como coach e influenciador digital.
Leonardo Avalanche, também do PRTB, integra a chapa como candidato a vice-presidente.
Marçal ficou conhecido nacionalmente pela comercialização de cursos voltados ao desenvolvimento pessoal e pela forte presença nas redes sociais.
Em janeiro de 2022, ganhou repercussão após liderar uma expedição motivacional com 32 participantes no Pico dos Marins, em São Paulo. O grupo ficou preso no local e precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.
Marçal já havia se apresentado como pré-candidato à Presidência em 2022. Naquele ano, disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo. Dois anos depois, concorreu à prefeitura da capital paulista.
Em 2025, foi condenado pela Justiça Eleitoral a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Uma decisão liminar permitiu que sua candidatura à Presidência fosse registrada em 2026.
A situação, porém, sofreu uma nova reviravolta depois do início da campanha.
Em 20 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por unanimidade, suspender a campanha eleitoral de Marçal até o julgamento definitivo de seu registro de candidatura. A decisão atendeu a um pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral.
Com a medida, Marçal ficou proibido de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o registro.
Segundo a Agência Brasil, o Ministério Público informou ao TSE que Marçal permanece inelegível até 2032 em razão da condenação da Justiça Eleitoral paulista relacionada à oferta de gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações durante as eleições de 2024.
O órgão também sustentou que o candidato não estava filiado ao PRTB em abril de 2026, quando terminou o prazo partidário aplicável ao caso, mas ao União Brasil. Até a publicação da decisão pela Agência Brasil, o TSE ainda não havia definido a data do julgamento definitivo.
O PRTB, partido pelo qual Marçal foi registrado, foi fundado em 1994 e registrado em 1997. A legenda se autodeclara de extrema-direita, defende a liberdade econômica e mantém posições conservadoras na área social.
ELEIÇÃO DE 2026 REÚNE 13 CHAPAS NA CORRIDA PELO PLANALTO
As 13 candidaturas colocam diante do eleitor um conjunto bastante diverso de trajetórias profissionais e políticas.
Há candidatos que já ocuparam a Presidência da República, governos estaduais e mandatos no Congresso e outros que nunca exerceram cargo público. Também participam da disputa nomes que chegam pela primeira vez a uma eleição e políticos que acumulam décadas de atuação partidária.
Lula tenta permanecer no Palácio do Planalto e chegar ao quarto mandato presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro leva à eleição nacional um dos principais grupos políticos surgidos no país nos últimos anos.
Caiado e Zema chegam à corrida depois de governar Goiás e Minas Gerais, respectivamente. Outros candidatos construíram suas trajetórias principalmente nos movimentos sociais, sindicais, partidários, empresariais ou profissionais.
No campo partidário, a disputa também reúne legendas com diferentes posições ideológicas e tamanhos distintos no Congresso Nacional.
Essa diferença terá reflexo inclusive na propaganda eleitoral gratuita. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil a partir da definição do TSE, Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury são os quatro candidatos que atingiram os critérios necessários para ter tempo no horário eleitoral gratuito em rádio e televisão. Os demais não alcançaram as cláusulas de desempenho exigidas para esse acesso.
A maior parcela ficará com Lula, cuja coligação terá 5 minutos e 31 segundos diários. Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos; Ronaldo Caiado, 2 minutos e 2 segundos; e Augusto Cury, 35 segundos. A propaganda eleitoral gratuita começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro.
Até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os candidatos terão pela frente semanas de campanha para apresentar propostas, participar de entrevistas, atos políticos e debates e tentar convencer o eleitorado de que representam a melhor escolha para comandar o país pelos quatro anos seguintes.
Caso nenhum deles consiga mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados avançam para uma nova votação em 25 de outubro.
Os perfis dos candidatos apresentados nesta reportagem foram elaborados a partir de informações publicadas pela Agência Brasil. A situação da candidatura de Pablo Marçal considera também a atualização publicada pela Agência Brasil em 20 de agosto de 2026 sobre a decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral.
