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Mesmo remédio pode custar até 13 vezes mais em farmácias de Florianópolis

Pesquisa realizada pelo Procon Municipal de Florianópolis identificou diferenças superiores a 1.200% no preço de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e colesterol. Em um dos casos, o consumidor pode pagar 13 vezes mais pelo mesmo remédio, dependendo da farmácia escolhida.

A maior variação encontrada no levantamento foi da Glibenclamida 5 mg, medicamento utilizado no tratamento do diabetes. O produto foi localizado por valores entre R$ 1,99 e R$ 26,13, uma diferença de 1.213% entre os estabelecimentos pesquisados.

Os dados reforçam a importância de comparar preços antes da compra, especialmente no caso de medicamentos de uso contínuo, que representam uma despesa recorrente no orçamento de muitas famílias.

REMÉDIOS PARA PRESSÃO E COLESTEROL TAMBÉM TIVERAM GRANDES DIFERENÇAS

A Hidroclorotiazida 25 mg, com embalagem de 30 comprimidos, apareceu com a segunda maior oscilação da pesquisa. Utilizado no tratamento da hipertensão e de casos de retenção de líquidos, o medicamento foi encontrado por R$ 1,50 em um estabelecimento e por R$ 16,15 em outro, diferença de 976,67%.

Já a Atorvastatina cálcica 10 mg, com 30 comprimidos, registrou a terceira maior variação. Indicada para o controle do colesterol e a redução do risco cardiovascular em pacientes com recomendação médica, ela teve preços entre R$ 19,90 e R$ 212,60, o que representa uma diferença de 968,34%.

PESQUISAR PREÇOS PODE REDUZIR IMPACTO NO ORÇAMENTO

Para o diretor do Procon Municipal de Florianópolis, Tiago Silva, a pesquisa de preços pode fazer uma diferença significativa nas despesas mensais dos consumidores, principalmente para quem depende de medicamentos de forma contínua.

“Não estamos falando de um produto supérfluo. Estamos falando de medicamentos que muitas pessoas precisam comprar todos os meses para cuidar da própria saúde. É inadmissível que o consumidor deixe de pesquisar e acabe pagando até 13 vezes mais pelo mesmo medicamento. A informação também é uma ferramenta de proteção ao consumidor”, afirma Tiago Silva.

Segundo o Procon, a comparação entre farmácias vai além da busca por economia. Diante de diferenças tão expressivas, pesquisar pode ajudar a preservar o orçamento familiar, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e consumidores que precisam adquirir medicamentos regularmente.

CONSUMIDOR DEVE COMPARAR PRODUTOS EQUIVALENTES

Na hora de pesquisar, a orientação é observar se os produtos comparados possuem as mesmas características. O consumidor deve verificar o princípio ativo, a dosagem, a quantidade de comprimidos e a apresentação, evitando comparar medicamentos que não sejam efetivamente equivalentes.

O levantamento tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a orientação de profissionais de saúde sobre indicação, tratamento ou uso dos medicamentos.

A pesquisa foi realizada ao longo de segunda-feira, 24 de agosto, e os valores correspondem aos preços encontrados naquele momento. Como os preços praticados pelas farmácias podem ser alterados posteriormente, o consumidor deve conferir os valores atualizados antes da compra.