Conferência Estadual de Políticas para Mulheres de Santa Catarina reúne cerca de 300 lideranças
A Conferência Estadual de Políticas para Mulheres de Santa Catarina teve início nesta quarta-feira, 27, em Florianópolis, no Hotel Canto da Ilha, marcando o encontro de cerca de 300 mulheres de diversas regiões do estado. O evento, que segue até esta quinta-feira, 28, reúne delegadas eleitas nas conferências municipais e regionais para discutir propostas estratégicas voltadas às políticas públicas para mulheres. O tema central desta edição é Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquistas para Todas, refletindo a busca contínua por avanços sociais e direitos igualitários em Santa Catarina.
A conferência desempenha um papel crucial na construção de políticas públicas, uma vez que as decisões tomadas pelos grupos de trabalho e nas plenárias serão encaminhadas para a etapa nacional, prevista para ocorrer em Brasília entre 29 de setembro e 1º de outubro. Durante os dois dias, as 220 delegadas participam de debates, painéis temáticos e oficinas que abordam os mais variados eixos de ação voltados à melhoria da qualidade de vida das mulheres catarinenses.
Conteúdos
- PARTICIPAÇÃO FEMININA E REPRESENTATIVIDADE
- EIXOS DE DISCUSSÃO E PROPOSTAS PARA O FUTURO
- AVANÇOS E AÇÕES DO GOVERNO
- PAPEL DO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA MULHER
- IMPACTO NA SOCIEDADE E EXPECTATIVAS
- EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO COMO PRIORIDADE
- VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E AÇÕES DE PROTEÇÃO
- INOVAÇÃO E TECNOLOGIA A SERVIÇO DA MULHER
- DESAFIOS E PERSPECTIVAS FUTURAS
- CONFERÊNCIA COMO ESPAÇO DE DIÁLOGO
- ETAPA NACIONAL E A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE
PARTICIPAÇÃO FEMININA E REPRESENTATIVIDADE
A 5ª edição da conferência reforça a importância da participação feminina no debate político e social do estado. Segundo especialistas, a presença ativa das mulheres garante que políticas públicas sejam mais assertivas e atendam às demandas reais da população. No evento, são discutidas temáticas que abrangem desde o combate à violência doméstica até a inclusão das mulheres no mercado de trabalho e na vida pública.
A secretária adjunta da Assistência Social, Mulher e Família, Milena Lopes, destacou a relevância do encontro. Ela salientou que a conferência é um espaço para ouvir as catarinenses, considerando toda a diversidade existente no estado. “Ainda temos desafios, mas tivemos muitos avanços e esse é um espaço de diálogo, independente de visão política, porque tanto Governo do Estado quanto a sociedade civil têm o mesmo objetivo que é melhorar a vida das nossas mulheres”, afirmou.
EIXOS DE DISCUSSÃO E PROPOSTAS PARA O FUTURO
Durante a conferência, as delegadas trabalham em diferentes eixos temáticos, que englobam áreas estratégicas da política pública para mulheres. Entre os principais assuntos estão:
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Combate à violência contra mulheres: análise do Plano Estadual de Combate à Violência Contra Mulheres e discussão de novas estratégias de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas.
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Inclusão social e econômica: avaliação de políticas voltadas à promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho e à ampliação das oportunidades de empreendedorismo feminino.
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Saúde e bem-estar: discussão sobre a ampliação de serviços voltados à saúde da mulher, incluindo ações itinerantes, como o programa do ônibus lilás, que leva atendimento a regiões mais distantes.
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Educação e capacitação: debates sobre programas de formação, capacitação profissional e incentivo à liderança feminina.
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Direitos civis e participação política: reflexão sobre mecanismos que garantam maior representatividade das mulheres nos espaços de decisão política e social.
Ao longo da conferência, cada eixo é trabalhado em grupos de estudo, garantindo que todas as delegadas tenham voz e possam contribuir com propostas que reflitam as necessidades locais. Essas propostas serão sistematizadas e encaminhadas para análise no âmbito nacional, garantindo que as políticas públicas tenham coerência e consistência em todos os níveis de governo.
AVANÇOS E AÇÕES DO GOVERNO
O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS), tem desenvolvido uma série de iniciativas voltadas à proteção e ao empoderamento feminino. Entre elas, Milena Lopes destacou:
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Plano Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, que define metas e estratégias de desenvolvimento social com foco na equidade de gênero.
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Plano Estadual de Combate à Violência Contra Mulheres, instrumento que orienta ações preventivas, assistenciais e repressivas.
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Edital regionalizado para vagas de acolhimento a mulheres vítimas de violência, ampliando a rede de proteção em diferentes regiões do estado.
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Ações itinerantes do ônibus lilás, que proporciona atendimento em municípios que possuem dificuldade de acesso a serviços especializados.
Essas ações refletem o compromisso do estado em oferecer suporte integral às mulheres, fortalecendo não apenas os direitos legais, mas também o acesso efetivo a oportunidades de desenvolvimento e proteção social.
PAPEL DO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA MULHER
A conferência é promovida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim/SC), órgão vinculado à SAS. O Cedim/SC possui caráter permanente, deliberativo e consultivo, sendo composto de forma paritária entre governo e sociedade civil. Entre suas principais funções, destacam-se:
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Formulação de políticas públicas que assegurem direitos das mulheres.
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Atuação no controle social, garantindo transparência e eficácia na implementação de programas governamentais.
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Promoção de debates e conferências que envolvam diferentes segmentos da sociedade na construção de políticas igualitárias.
A presidente do Cedim/SC, Marlete de Oliveira, enfatizou a importância da conferência e a diversidade das participantes. “Ficamos com imenso prazer em receber a todas”, declarou, destacando que o evento proporciona um espaço democrático de escuta e diálogo entre governo e sociedade civil.
IMPACTO NA SOCIEDADE E EXPECTATIVAS
A Conferência Estadual de Políticas para Mulheres de Santa Catarina representa um momento estratégico para o fortalecimento das políticas de gênero no estado. Além de proporcionar um espaço de discussão e deliberação, o evento contribui para:
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Fortalecimento da representatividade feminina, assegurando que as vozes das mulheres sejam ouvidas nas decisões políticas e sociais.
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Integração entre municípios, permitindo que experiências bem-sucedidas em determinadas regiões sejam compartilhadas e replicadas em outras.
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Formulação de políticas públicas mais eficazes, baseadas em dados, necessidades reais e diversidade social.
Especialistas afirmam que a realização da conferência é essencial para que Santa Catarina continue avançando na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva. A participação ativa das delegadas garante que propostas não apenas sejam formuladas, mas também implementadas com eficácia.
EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO COMO PRIORIDADE
Entre os temas discutidos, a educação e capacitação profissional aparecem como pilares fundamentais para o empoderamento feminino. As delegadas analisam programas que incentivam a formação continuada, a liderança feminina e o acesso a setores historicamente dominados por homens. A implementação de políticas educacionais e de treinamento técnico é vista como uma estratégia de longo prazo para reduzir desigualdades e ampliar a participação das mulheres em espaços de decisão econômica e política.
VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E AÇÕES DE PROTEÇÃO
Um dos pontos centrais da conferência é o enfrentamento à violência contra mulheres. A discussão envolve a criação e expansão de mecanismos de proteção, incluindo:
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Ampliação de abrigos e centros de acolhimento.
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Programas de atendimento itinerante, como o ônibus lilás, que leva serviços especializados a municípios remotos.
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Campanhas de conscientização e prevenção, voltadas à população em geral e aos setores responsáveis pela segurança pública.
Essas ações buscam reduzir o impacto da violência na vida das mulheres e promover um ambiente seguro e de suporte para vítimas de agressões físicas, psicológicas ou econômicas.
INOVAÇÃO E TECNOLOGIA A SERVIÇO DA MULHER
Outro eixo importante discutido na conferência é o uso de tecnologia e inovação para apoiar políticas públicas. Ferramentas digitais podem ampliar o alcance dos programas de capacitação, educação e acolhimento, permitindo maior eficiência e agilidade no atendimento. A integração entre governo, sociedade civil e tecnologia é vista como uma estratégia para modernizar a rede de proteção às mulheres e criar soluções mais eficazes.
DESAFIOS E PERSPECTIVAS FUTURAS
Apesar dos avanços significativos, a conferência também enfatiza os desafios persistentes na promoção da igualdade de gênero. Entre eles, destacam-se:
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Disparidade salarial entre homens e mulheres.
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Sub-representação feminina em cargos de liderança.
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Persistência de violência doméstica e sexual.
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Barreiras de acesso a serviços públicos em regiões mais isoladas.
A conferência permite que as delegadas discutam soluções práticas e estratégicas para superar esses obstáculos, fortalecendo políticas públicas que promovam uma sociedade mais justa e inclusiva.
CONFERÊNCIA COMO ESPAÇO DE DIÁLOGO
A realização da 5ª Conferência Estadual de Políticas para Mulheres de Santa Catarina evidencia a importância de espaços de diálogo entre governo e sociedade civil. Além de permitir a construção coletiva de políticas públicas, a conferência contribui para:
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Estabelecimento de redes de cooperação entre municípios e organizações civis.
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Compartilhamento de boas práticas e experiências exitosas.
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Fortalecimento da cultura de participação cidadã, especialmente das mulheres.
Milena Lopes ressaltou que a conferência não se limita a debates acadêmicos, mas se traduz em ações concretas que impactam diretamente a vida das mulheres catarinenses.
ETAPA NACIONAL E A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE
As propostas definidas na conferência estadual serão encaminhadas para a Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, que ocorrerá em Brasília entre 29 de setembro e 1º de outubro. Essa etapa nacional é fundamental para a articulação de políticas públicas em nível federal, permitindo que experiências estaduais influenciem decisões de alcance nacional. A participação catarinense garante que as demandas locais sejam reconhecidas e incorporadas em estratégias amplas de promoção da igualdade de gênero.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC
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