Medidas do Plano Brasil Soberano beneficiam exportações pelo porto de Itajaí

O Porto de Itajaí foi tema central de uma reunião em Brasília nesta quarta-feira, quando o superintendente da estrutura portuária, João Paulo Tavares Bastos Gama, encontrou-se com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O encontro abordou medidas do Plano Brasil Soberano direcionadas a Santa Catarina, especialmente voltadas às empresas que dependem do porto para exportações e que enfrentam impactos das tarifas aplicadas pelo governo norte-americano.
Conteúdos
DISCUSSÕES SOBRE O PLANO BRASIL SOBERANO E APOIO ÀS EXPORTAÇÕES
Durante o encontro, João Paulo explicou que o foco das conversas incluiu a inserção das empresas catarinenses em missões internacionais para abertura de novos mercados, uma iniciativa promovida pelo governo federal. Segundo o superintendente:
“Nessa semana, recebi a Fiesc junto com representantes do setor moveleiro e conversamos sobre a inclusão das empresas catarinenses nas missões internacionais de abertura de novos mercados, proposta pelo governo federal. Agora, trouxemos o pleito para Brasília e estamos recebendo o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin, que nos traz boas notícias para a economia catarinense.”
O superintendente reforçou a relevância do porto como um ponto estratégico para o desenvolvimento econômico regional, conectando empresas locais à agenda de internacionalização do país.
MEDIDAS DE APOIO AO SETOR EXPORTADOR
Em vídeo divulgado após a reunião, o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou a intenção do governo federal de dar maior autonomia ao Porto de Itajaí por meio da criação de uma empresa federal. Alckmin também destacou ações recentes voltadas à proteção do setor exportador diante das tarifas norte-americanas, incluindo incentivos tributários, postergação de tributos, crédito com taxas reduzidas, fundo garantidor e facilitação de compras governamentais.
“Apoiamos as empresas atingidas pelas tarifas americanas com medidas como apoio tributário, postergação de recolhimento de tributos, crédito com metade da taxa Selic, fundo garantidor e compras governamentais de maneira simplificada. Também prorrogamos o drawback por mais um ano para as empresas exportadoras, além do Reintegra, que devolve 3,1% do valor exportado para qualquer lugar do mundo. Sei do problema dos móveis de madeira e também do pescado. Por outro lado, estamos trabalhando para abrir novos mercados, acabei de voltar do México, onde conseguimos avanços importantes, e há uma nova missão prevista para a Ásia. Nosso objetivo é excluir mais setores dessa tarifa injustificada.”
PORTO DE ITAJAÍ COMO ELO ENTRE EMPRESAS E INTERNACIONALIZAÇÃO
Com os encaminhamentos de Brasília, o Porto de Itajaí reforça seu papel estratégico na economia catarinense, atuando como elo essencial entre as empresas locais e as políticas de expansão comercial internacional conduzidas pelo governo federal. O alinhamento evidencia a importância do porto não apenas para o transporte de cargas, mas também como instrumento de competitividade e integração no comércio global.
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