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Projeções indicam que o Brasil pode chegar a 10 milhões de turistas internacionais em 2025

O turismo internacional é uma das mais promissoras janelas de captação de divisas, geração de emprego e projeção global para o Brasil. Após o forte impacto da pandemia de Covid-19, o setor vem demonstrando recuperação consistente, com resultados expressivos em 2024 e 2025 de significâncias históricas. A hipótese de que o Brasil possa alcançar 10 milhões de turistas estrangeiros em 2025, embora ambiciosa, encontra respaldo em dados concretos, em políticas públicas eficazes e em um ambiente favorável de expansão da conectividade aérea e promoção internacional.

1. Panorama recente: retomada e recordes

Em 2024, o Brasil registrou 6,65 milhões de turistas estrangeiros, o maior número da história. Os resultados de 2025 já demonstram um ritmo acelerado de crescimento: nos primeiros três meses do ano, o país recebeu 3,74 milhões de visitantes, um aumento de quase 48% em relação ao mesmo período de 2024. Entre janeiro e maio, o acumulado chegou a 4,88 milhões de visitantes internacionais, crescimento de cerca de 50% em relação a 2024. Até setembro de 2025, o Brasil já contabilizava mais de 7,09 milhões de turistas estrangeiros, superando o recorde anual anterior antes mesmo de dezembro.

A Embratur destaca ainda a ampliação da conectividade aérea internacional, com a oferta de cerca de 8 milhões de novos assentos em 2025 em relação a 2022, um aumento de aproximadamente 80%. Esse dado é determinante, pois mais voos significam maior capacidade de recepção e menores barreiras logísticas.

2. A construção da hipótese: o cenário dos 10 milhões de turistas internacionais

Apesar de um recorde já alcançado, a projeção de até 10 milhões de visitantes em 2025 baseia-se em uma combinação de fatores que, se mantidos, podem consolidar esse marco histórico. Entre eles, destacam-se: o crescimento sustentado da demanda, a ampliação da conectividade aérea, o fortalecimento das ações de promoção internacional, a facilitação de vistos, o foco em turismo sustentável e a coordenação entre entes públicos e privados.

Com base no desempenho acumulado e na tendência de crescimento de cerca de 50% sobre o ano anterior, o Brasil poderia passar de 6,65 milhões de visitantes em 2024 para aproximadamente 9,97 milhões em 2025 — praticamente atingindo o patamar de 10 milhões de turistas estrangeiros. Caso os meses finais mantenham o ritmo de expansão, a marca poderá ser efetivamente superada.

3. Riscos e desafios a serem mitigados

Embora o cenário seja promissor, há fatores que podem limitar o alcance da meta. Entre os principais desafios estão: as externalidades economicas para o Brasil, qual seja o cenário economicos dos principais paises emissores, além da sazonalidade das visitas, a desigualdade na distribuição regional de infraestrutura, os custos elevados de transporte e hospedagem, a concorrência internacional a estabilidade política e econômica. A gestão adequada desses riscos é essencial para que o crescimento se consolide de forma sustentável.

Conclusão

O Brasil encontra-se em um momento de inflexão positiva no turismo internacional. Os resultados já alcançados em 2025, aliados à ampliação da malha aérea, à promoção global da imagem do país e às políticas de facilitação de entrada, indicam que uma meta ousada, até mesmo a de 10 milhões de turistas estrangeiros é plausível. Mais do que um número, esse resultado simboliza o fortalecimento da imagem do Brasil como destino global competitivo, diverso e sustentável.

Fontes: Embratur (Painéis de Dados – Chegadas Internacionais, 2025), TravelMole, BrazilCham, AP News, ITIJ (2025).

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Luciano Boico

Luciano Boico é Mestre em Estado, Governo e Sociedade pela Fundação Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), com reconhecimento pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Doutor honoris causa em Literatura pelo Centro Samarthiano de Estudos Filosóficos, em Niterói (RJ), é também pós-graduado em Gestão Pública pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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