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“Carteira de Identidade Nacional é 10 vezes mais segura que o RG antigo”, Afirma Ministra Esther Dweck

Com mais de 40 milhões de documentos emitidos em todo o país, a nova Carteira de Identidade Nacional é considerada dez vezes mais segura do que o antigo RG. A avaliação foi apresentada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante entrevista ao programa Voz do Brasil, exibido na sexta-feira (3).

Segundo a ministra, a modernização do documento representa um avanço relevante no combate a fraudes e na qualificação dos serviços públicos oferecidos à população. A Carteira de Identidade Nacional também passa a desempenhar um papel estratégico na integração de dados e na personalização do atendimento ao cidadão.

CARTEIRA DE IDENTIDADE NACIONAL AVANÇA EM SEGURANÇA E TECNOLOGIA

“Ela é mais segura para as pessoas, para evitar fraudes com o nome delas. A Carteira de Identidade Nacional vai ser, na nossa visão, uma porta de entrada para uma plataforma serviços, para permitir que o governo conheça as pessoas e possa ofertar um serviço personalizado para cada um”, disse.

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) adota o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como identificador único em todo o território nacional, eliminando divergências entre registros estaduais. O documento pode ser emitido nos formatos digital, papel ou cartão e conta com código QR, recurso que amplia a verificação da autenticidade e a proteção dos dados do cidadão.

A primeira via em papel é gratuita, o que contribui para a ampliação do acesso e para a substituição progressiva do modelo antigo.

DOCUMENTO SERÁ BASE PARA BENEFÍCIOS SOCIAIS A PARTIR DE 2028

Durante a entrevista, a ministra destacou que a Carteira de Identidade Nacional também será utilizada como base biométrica para a concessão de benefícios sociais. A medida busca reforçar a segurança e a correta identificação dos beneficiários.

“A partir de janeiro de 2028 todo mundo que quiser ter um novo benefício social deverá ter a carteira emitida”, disse.

A proposta integra um conjunto de ações do governo federal voltadas à digitalização de serviços e ao uso qualificado de dados para aprimorar políticas públicas.

EMISSÃO DA CARTEIRA DE IDENTIDADE É RESPONSABILIDADE DOS ESTADOS

A emissão da Carteira de Identidade Nacional é realizada pelos governos estaduais, que vêm passando por um processo de aceleração para ampliar a capacidade de atendimento. Para obter o documento, o cidadão deve acessar o site do órgão responsável em seu estado, realizar o agendamento e comparecer no dia marcado com a documentação exigida.

“Se você quiser levar todos os documentos que você tem vai tudo constar na Carteira de Identidade Nacional, inclusive tipo sanguíneo”, explicou Esther Dweck.

A integração de diferentes informações em um único documento é apontada como um dos diferenciais do novo modelo, ao facilitar a identificação e reduzir a necessidade de múltiplos registros.

CPNU BUSCA AMPLIAR DIVERSIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO

Outro tema abordado pela ministra na entrevista foi o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que já teve duas edições. De acordo com Esther Dweck, a iniciativa vai além da seleção de servidores e tem como foco a promoção da diversidade no setor público.

“O CPNU não é simplesmente um concurso público, ele é uma política pública de aumento da diversidade dentro do setor público”, afirmou.

A proposta é tornar o acesso ao serviço público mais democrático e representativo da população brasileira.

COMPRAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO

A ministra também destacou o uso das contratações públicas como ferramenta para o desenvolvimento nacional. Segundo ela, o governo federal estruturou uma estratégia que permite a adesão de estados e municípios, com foco em quatro eixos: econômico, social, ambiental e de gestão.

“Chegamos a uma proposição de uma estratégia que permite que estados e municípios possam aderir à estratégia nacional. São quatro eixos, o econômico, o social, o ambiental e o eixo de gestão”, explicou.

De acordo com Esther Dweck, a lógica é aperfeiçoar os processos de contratação pública para estimular o desenvolvimento econômico, social e ambiental de forma integrada, fortalecendo o papel do Estado como indutor de políticas públicas sustentáveis.

Com informações da Agência Gov

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Raul Frutuoso

Raul Lorenzo Frutuoso é um profissional da comunicação com cinco anos de experiência em jornalismo e marketing digital. Já atuou como redator e editor de vídeo no portal ND+. Também integrou a equipe de assessoria de imprensa do Colégio Catarinense, contribuindo com a gestão de mídias sociais, campanhas institucionais e produções audiovisuais.

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