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Desemprego no Brasil atingiu menor nível histórico em dezembro de 2025

O desemprego no Brasil chegou a 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor patamar já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e confirma um movimento consistente de melhora no mercado de trabalho ao longo de 2025.

No acumulado do ano, a taxa média anual de desemprego ficou em 5,6%, também a menor da série histórica iniciada em 2012. O número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões, em um contexto de avanço da renda e recorde de trabalhadores com carteira assinada.

DESEMPREGO ATINGE MENOR NÍVEL DA SÉRIE EM 2025

Segundo o IBGE, o Brasil encerrou 2025 com 6,2 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de cerca de 1 milhão em relação a 2024, o que representa queda de 14,5% no contingente de quem buscava trabalho.

O resultado anual consolida a trajetória de recuo observada ao longo do ano e reforça a distância em relação ao pico da série, quando a taxa de desocupação chegou a 14,9% durante a pandemia de covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

OCUPAÇÃO E RENDA BATEM RECORDES

Além da redução do desemprego, 2025 foi marcado por avanços em diferentes indicadores do mercado de trabalho. A renda média mensal do trabalhador chegou a R$ 3.560, o maior valor já registrado, com aumento real de 5,7% — ou R$ 192 — na comparação com o ano anterior.

O número de trabalhadores com carteira assinada também atingiu um recorde histórico: 38,9 milhões de pessoas. Em relação a 2024, houve expansão de aproximadamente 1 milhão de vínculos formais, reforçando a melhora na qualidade do emprego.

INFORMALIDADE SEGUE COMO CARACTERÍSTICA ESTRUTURAL

Apesar do avanço do emprego formal, a informalidade ainda responde por uma parcela significativa do mercado de trabalho. Em 2025, a taxa anual de informalidade caiu de 39% para 38,1%.

De acordo com a coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, esse percentual permanece elevado por razões estruturais. “A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços mesmos complexos”, avalia.

Entre os principais grupos registrados no ano estão 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria — o maior número da série —, 13,8 milhões de empregados do setor privado sem carteira assinada, além de 5,7 milhões de trabalhadores domésticos.

COMO A PNAD MEDE O DESEMPREGO NO PAÍS

A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria. Para o IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista.

A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, o que permite acompanhar de forma contínua a evolução do emprego e do desemprego no país.

PNAD E CAGED MOSTRAM CENÁRIOS COMPLEMENTARES

Os dados da Pnad foram divulgados um dia após a publicação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que monitora apenas vagas com carteira assinada.

Em dezembro, o Caged registrou saldo negativo de 618 mil postos formais. Ainda assim, no acumulado de 2025, o balanço foi positivo, com a criação líquida de quase 1,28 milhão de vagas formais, reforçando a leitura de um ano de recuperação consistente do mercado de trabalho brasileiro.

Com informações da Agência Brasil

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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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