Construindo uma aliança progressista: o futuro da esquerda em Santa Catarina
À medida que se aproximam as eleições e com os adversários já praticamente definidos, a esquerda enfrenta o desafio de unir forças e traçar estratégias para garantir uma representação significativa nas disputas majoritárias e proporcionais em Santa Catarina.
A volta de Gelson Merisio ao “game” traz novas dinâmicas à disputa eleitoral. Merisio, um nome conhecido do eleitor pode dificultar a reeleição do governador Jorginho Melo, que busca consolidar sua posição ainda no primeiro turno. A presença de Merisio, com sua experiência e forte articulação abre uma janela de oportunidade para que o campo progressista se una em torno de um projeto forte que possa ir para disputa com boas expectativas.
Uma candidatura forte de centro esquerda é essencial para apresentar ao povo catarinense os resultados positivos do governo Lula. Conquistas como a redução do imposto de renda, diminuição da pobreza, ampliação do acesso à educação e à saúde, e o fortalecimento das políticas sociais são ferramentas importantes para potencializar essa candidatura. É fundamental que suas lideranças mostrem como essas realizações impactaram positivamente a vida dos cidadãos, enfatizando que a continuidade de um governo progressista é vital para garantir avanços sociais e econômicos.
Para que o campo progressista conquiste espaço e amplie suas chances de sucesso, é fundamental que haja uma articulação entre os partidos da base do governo do presidente Lula. PDT e PSOL devem estar incluídos no projeto político ao lado do PSB e da Federação formada por PT, PV e PCdoB. A tão clamada unidade não apenas fortalecerá as candidaturas, mas também deixa uma mensagem clara de que a esquerda está disposta a trabalhar em conjunto para enfrentar os verdadeiros problemas que diariamente a população catarinense enfrenta. É necessário e urgente retomar o debate sobre temas que verdadeiramente transformam as vidas das pessoas.
A abertura da vaga de vice e a segunda vaga ao Senado para partidos da base progressista do governo Lula será fundamental, uma vez consolidado o nome de Décio Lima na corrida ao Senado. Isso não só amplia a representatividade, como também fortalece a coalizão em um momento em que a fragmentação pode ser fatal. A aceitação dos nomes levantados até agora é excelente, refletindo um novo olhar da militância em torno de um projeto maior.
A definição das candidaturas e das alianças é crucial para traçar as estratégias eleitorais. Postergar uma decisão atrapalha a pavimentação do projeto. É vital que a esquerda estabeleça um plano em torno da unidade que também fortaleça seu campo para as disputas municipais em 2028.
A esquerda catarinense tem a oportunidade de se tornar um exemplo de unidade e força. Com a articulação correta e o apoio mútuo entre os partidos, é possível construir um projeto que não apenas enfrente os adversários, mas que também apresente à sociedade soluções aos anseios de um povo cansado de promessas não cumpridas.





