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Regulamentação sobre apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes avança em SC

O projeto que regulamenta o apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes em Santa Catarina foi aprovado nesta quarta-feira (11) pela Assembleia Legislativa (Alesc). A proposta define regras para a convivência voluntária entre famílias e jovens que vivem em instituições de acolhimento no estado.

A medida surge em meio ao debate sobre proteção social e alternativas ao acolhimento institucional prolongado. A regulamentação pode ampliar oportunidades de convivência, especialmente em datas especiais, e fortalecer políticas voltadas à infância e adolescência.

APADRINHAMENTO AFETIVO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE MUDA AGORA

O texto aprovado formaliza critérios para participação no programa, prática já realizada pelo Ministério Público e prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Segundo a justificativa apresentada no plenário:
“Este projeto coloca no papel uma legislação que estabelece requisitos e critérios para que famílias se coloquem como adotantes de fim de semana, em datas especiais para jovens, crianças e adolescentes que foram sacados do seio familiar por qualquer violência, ou motivação jurídica e que foram encaminhados para casas de acompanhamento”.

Interessados deverão procurar a Vara da Infância e Juventude, órgãos públicos ou organizações parceiras para manifestar disponibilidade ao programa.

QUEM PODE PARTICIPAR E COMO FUNCIONA O PROCESSO

Para atuar como padrinho ou madrinha, a proposta estabelece requisitos cumulativos:

  • ter mais de 18 anos e diferença mínima de 16 anos do jovem;
  • não integrar cadastro de adoção;
  • não ter perda ou suspensão do poder familiar;
  • não possuir antecedentes criminais dolosos;
  • morar próximo à instituição responsável.

O objetivo é garantir convivência segura e apoio afetivo sem substituir processos formais de adoção.

IMPACTO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO DOS JOVENS

A iniciativa busca ampliar vínculos comunitários e oferecer referências afetivas a crianças e adolescentes acolhidos. A convivência periódica pode favorecer desenvolvimento emocional, social e educacional.

Estudos citados no debate legislativo indicam que esse tipo de programa pode reduzir o tempo de institucionalização e facilitar reintegração familiar ou encaminhamento para famílias substitutas.

OUTRAS DECISÕES APROVADAS NA MESMA SESSÃO

Além do projeto sobre apadrinhamento, a Alesc aprovou a criação de duas datas no calendário estadual:

  • Semana da Cultura Gospel, na última semana de abril;
  • Dia Estadual do Veterano, em 18 de julho.

TRAMITAÇÃO SEGUE PARA SANÇÃO

O projeto sobre apadrinhamento afetivo segue agora para análise do governador. Caso sancionado, a regulamentação deve orientar a implementação do programa em Santa Catarina e ampliar a participação de famílias interessadas em oferecer suporte afetivo a jovens em acolhimento institucional.

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Nathalia Luna

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Gosto de falar e escrever sobre música, cinema, fotografia, política e outras coisas.

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