Safra da tainha 2026 começou com novas regras e cota ampliada em SC
A safra da tainha 2026 iniciou sexta-feira (1º) em Santa Catarina, com regras atualizadas e aumento no limite de captura definido pelo governo federal. A temporada mobiliza comunidades pesqueiras ao longo do litoral e marca um dos períodos mais importantes para a economia e a cultura local.
A abertura ganha destaque neste ano pela ampliação de cerca de 20% nas cotas de pesca, baseada em avaliação recente do estoque da espécie. A medida pode impactar diretamente a renda de pescadores e a dinâmica da atividade em diferentes regiões do estado.
Conteúdos
O QUE É A SAFRA DA TAINHA
A safra da tainha representa mais do que uma atividade econômica, sendo parte da identidade cultural de comunidades costeiras.
A pesca envolve práticas tradicionais, especialmente no arrasto de praia, que reúne famílias e moradores em um esforço coletivo que atravessa gerações.
NOVAS REGRAS AMPLIAM LIMITES DE CAPTURA
A portaria federal estabeleceu cotas específicas para cada modalidade de pesca.
O arrasto de praia, principal forma artesanal, tem limite de 1.332 toneladas, com 419 licenças emitidas no estado.
Já o emalhe costeiro de superfície conta com 2.070 toneladas para as regiões Sul e Sudeste, enquanto o emalhe anilhado tem limite de 1.094 toneladas.
Na pesca industrial, o cerco/traineira tem cota de 720 toneladas, distribuída entre 15 embarcações.
CALENDÁRIO DEFINE PERÍODOS DE PESCA
Cada modalidade possui um período específico de atuação ao longo do ano.
O arrasto de praia, tradicional no litoral catarinense, pode ocorrer de maio a dezembro.
Outras modalidades têm prazos mais restritos, como o cerco/traineira, autorizado entre junho e julho.
TRADIÇÃO SE MANTÉM EM PRAIAS DO LITORAL
A pesca artesanal segue concentrada em praias de cidades como Florianópolis, Bombinhas e Laguna, onde a atividade movimenta comunidades inteiras durante a temporada.
Nesses locais, os chamados ranchos de pesca se tornam pontos de encontro para pescadores e moradores, que participam das puxadas de rede e da divisão do pescado, mantendo práticas históricas.
Em regiões como o Campeche, Pântano do Sul e Barra da Lagoa, na capital, a atividade é reconhecida como parte do patrimônio cultural, atraindo também a atenção de visitantes.
PESCA INDUSTRIAL COMPLEMENTA PRODUÇÃO NO ESTADO
Além da pesca artesanal, a atividade industrial também tem papel relevante na safra da tainha.
Operando em alto-mar, embarcações de maior porte atuam a partir de cidades como Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul.
Esse modelo utiliza redes amplas e acompanha os cardumes ao longo da costa, contribuindo para o volume total capturado.
MONITORAMENTO BUSCA GARANTIR CONTROLE DA ATIVIDADE
A safra é acompanhada por sistemas de monitoramento que incluem envio de dados de captura e rastreamento das embarcações.
As regras também preveem o encerramento antecipado da pesca caso os limites estabelecidos sejam atingidos, como forma de preservar o estoque da espécie.
O QUE ESPERAR PARA A TEMPORADA
Com o aumento das cotas e a estrutura de controle em vigor, a expectativa é de uma safra movimentada em todo o litoral catarinense.
A tendência é de forte participação das comunidades tradicionais e impacto econômico positivo nas regiões envolvidas, enquanto órgãos responsáveis mantêm o acompanhamento para garantir o equilíbrio entre produção e sustentabilidade.
Com informações do Governo do Estado de SC





