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STF manda prender Fernando Collor por corrupção e lavagem de dinheiro

Em mais um capítulo de uma história que atravessa décadas da política brasileira, o ex-presidente Fernando Collor de Mello teve sua prisão decretada nesta quarta-feira (24) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O mandado é consequência direta da condenação definitiva do ex-chefe do Executivo por crimes investigados no âmbito da Operação Lava Jato.

UMA DECISÃO QUE SELA O DESTINO JURÍDICO DE COLLOR

Você se lembra dos tempos em que Fernando Collor era sinônimo de poder e polêmica? Pois é. Hoje, a realidade do ex-presidente — que também foi senador e figura emblemática no cenário político — virou mais um exemplo dos efeitos da atuação da Justiça no combate à corrupção.

A decisão de Moraes veio logo após a rejeição de um recurso apresentado pela defesa do ex-mandatário. Segundo o ministro, os embargos protocolados tinham caráter meramente protelatório, com o objetivo de atrasar o desfecho do processo.

“A manifesta inadmissibilidade dos embargos, conforme a jurisprudência da Corte, revela o caráter meramente protelatório dos infringentes, autorizando a certificação do trânsito em julgado e o imediato cumprimento da decisão condenatória”, registrou Moraes em seu despacho.

OS CRIMES, A CONDENAÇÃO E O PAPEL DA LAVA JATO

A condenação que agora se torna definitiva foi proferida em 2023, dentro de um dos processos derivados da força-tarefa da Lava Jato. Collor foi acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por envolvimento em um esquema de desvios na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

De acordo com a denúncia, entre 2010 e 2014, Collor teria usado sua influência política como dirigente do PTB para articular nomeações estratégicas na empresa estatal. Em troca, recebeu vantagens indevidas que ultrapassam os R$ 20 milhões.

Não é apenas o valor que chama atenção — é a simbologia. Afinal, como alguém que já ocupou o cargo mais alto da República brasileira pode chegar a esse ponto?

CONVOCAÇÃO DE JULGAMENTO VIRTUAL E IMINÊNCIA DA PRISÃO

Ao decretar a prisão imediata de Collor, Moraes solicitou ao presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, a convocação de uma sessão virtual para que os demais ministros referendem sua decisão. O julgamento está previsto para acontecer já nesta sexta-feira (25), e poderá consolidar de vez o desfecho do caso no âmbito do Supremo.

A RESPOSTA DA DEFESA: SURPRESA E PREOCUPAÇÃO

A reação dos advogados de Fernando Collor não demorou. Em nota à imprensa, a equipe jurídica expressou surpresa e preocupação com o desfecho.

“A defesa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello recebe com surpresa e preocupação a decisão proferida na data de hoje, 24/04/2025, pelo ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou, de forma monocrática, o cabível recurso de embargos de infringentes apresentado em face do acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos da AP 1025, e determinou a prisão imediata do ex-presidente”, diz o comunicado.

Os advogados também informaram que Collor deverá se apresentar espontaneamente para iniciar o cumprimento da pena de 8 anos e 10 meses de prisão.

UMA MENSAGEM QUE TRANSCENDE O CASO COLLOR

A prisão de um ex-presidente da República sempre carrega um impacto simbólico. Mais do que os detalhes técnicos do processo, o episódio provoca uma pergunta incômoda — mas necessária: o Brasil está, de fato, consolidando uma cultura de responsabilização, independentemente de cargos e privilégios?

Com mais esse episódio, a Operação Lava Jato — apesar das inúmeras controvérsias que também a envolveram — volta ao centro do debate público, mostrando que seus desdobramentos continuam a reverberar nas estruturas do poder.

Quer acompanhar os próximos passos do caso? O julgamento virtual no STF acontece nesta sexta-feira (25), e você pode conferir as atualizações diretamente no site oficial do Supremo Tribunal Federal: www.stf.jus.br.

Fique atento. A história segue sendo escrita — e, como sempre, o futuro da democracia brasileira está em jogo.

 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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