Cesta básica sobe em Florianópolis enquanto preços caem em outras 11 capitais
Levantamento do Dieese mostra crescimento de 1,04% no mês de junho.
Enquanto o custo da cesta básica caiu em mais da metade das capitais brasileiras entre maio e junho, Florianópolis seguiu na contramão e teve alta de 1,04%, segundo aponta a mais recente Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A capital catarinense agora ocupa o segundo lugar entre as mais caras do Brasil, com valor médio de R$ 867,83, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 871,28).
Num cenário em que 11 capitais viram os preços caírem, a alta registrada em Florianópolis reforça um alerta: o custo de vida continua elevado para os moradores da cidade, principalmente quando se trata de itens básicos como arroz, feijão, leite, açúcar e tomate.
Conteúdos
COMO FOI A VARIAÇÃO DE PREÇOS ENTRE MAIO E JUNHO?
De acordo com o levantamento divulgado neste mês, as maiores quedas nos preços da cesta básica ocorreram em Aracaju (-3,84%), Belém (-2,39%) e Goiânia (-1,90%). Já as maiores altas foram observadas em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).
Mesmo com as oscilações mensais, o valor da cesta básica segue elevado em várias regiões. Além de Florianópolis, outras capitais com os maiores custos são o Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37). Por outro lado, cidades como Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85) e João Pessoa (R$ 636,16) continuam apresentando os menores valores médios.
E NO ACUMULADO DO ANO?
Quando se compara o desempenho da cesta básica entre dezembro de 2024 e junho de 2025, todas as capitais monitoradas apresentaram aumento no custo. As variações vão de 0,58% em Aracaju até 9,10% em Fortaleza, reforçando uma tendência de alta no país. Já na análise de 12 meses, que considera junho de 2024 a junho de 2025, quase todas as cidades tiveram reajustes. Apenas Aracaju registrou leve queda, de -0,83%.
O QUE SUBIU E O QUE CAIU NOS SUPERMERCADOS?
Alguns produtos mostraram variações importantes. A batata, por exemplo, apresentou quedas significativas em Belo Horizonte (-12,62%) e Porto Alegre (-0,51%). Já o açúcar teve redução em 12 capitais, com destaque para Brasília (-5,43%) e Vitória (-3,61%).
O leite integral também ficou mais barato em 11 cidades, como Brasília (-2,31%) e Curitiba (-0,65%). No entanto, subiu em outras cinco, com destaque para Recife, onde o aumento foi expressivo: 8,93%. E o tomate? Apresentou comportamento misto: entre maio e junho, subiu em 10 capitais, com Porto Alegre registrando o maior salto (16,90%), mas caiu em outras sete, como Aracaju, onde o recuo foi de -21,43%.
Nos últimos 12 meses, o tomate foi um dos poucos itens com redução expressiva, especialmente em Aracaju (-25,29%), Salvador (-19,72%) e Rio de Janeiro (-14,48%).
FLORIANÓPOLIS: POR QUE TÃO CARA?
Mas afinal, por que o custo da cesta básica segue tão alto em Florianópolis? A capital catarinense é conhecida por seu alto índice de qualidade de vida, mas também enfrenta desafios relacionados à logística de abastecimento, sazonalidade e ao próprio custo da moradia e serviços, que acabam influenciando diretamente o preço final dos alimentos. Além disso, a dependência de produtos vindos de outras regiões pode tornar a cadeia de suprimentos mais cara e vulnerável a variações de mercado.
Você já percebeu a diferença no valor das compras no supermercado neste inverno? Se sim, saiba que os números confirmam essa sensação — e Florianópolis, infelizmente, continua sendo uma das cidades onde encher o carrinho de mantimentos exige mais do bolso do consumidor.
Fonte: Agência Brasil
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entre as mais caras.





