Cultura e esporte são os setores que mais recebem apoio via leis de incentivo em Santa Catarina
Projetos culturais captaram R$ 131,7 milhões no estado em 2024; setor esportivo também se destaca com R$ 55 milhões
Santa Catarina está entre os estados que mais têm movimentado recursos via leis de incentivo fiscal, especialmente nas áreas de cultura e esporte. Em 2024, os dois setores concentraram a maior parte dos investimentos feitos por empresas por meio de renúncia fiscal, segundo dados da plataforma Prosas, que acompanha projetos de impacto social em todo o país.
Você já se perguntou como as empresas podem contribuir para transformar realidades sem pagar mais impostos? A resposta está no uso estratégico das leis de incentivo, e Santa Catarina tem dado um bom exemplo.
Conteúdos
- CAPTAÇÃO CRESCENTE INDICA MAIOR CONSCIÊNCIA SOCIAL
- PANORAMA NACIONAL TAMBÉM CONFIRMA A TENDÊNCIA
- CULTURA SAI NA FRENTE PELO TEMPO E PELO LIMITE DE CAPTAÇÃO
- LEIS DE INCENTIVO PERMITEM ATUAR SEM CUSTO EXTRA PARA EMPRESAS
- INDÚSTRIA CATARINENSE APOIA O INVESTIMENTO SOCIAL
- OPORTUNIDADE DE TRANSFORMAR SEM AUMENTAR GASTOS
CAPTAÇÃO CRESCENTE INDICA MAIOR CONSCIÊNCIA SOCIAL
Os números impressionam: só no setor cultural, foram captados R$ 131,7 milhões, um crescimento de 75,3% em relação ao ano anterior, que somou R$ 75,1 milhões. Já os projetos esportivos arrecadaram R$ 55 milhões, representando uma alta de 62,2% em comparação com os R$ 33,9 milhões de 2023.
Esse avanço mostra não apenas a força desses setores, mas também um amadurecimento das empresas em relação ao investimento social privado. Afinal, quando cultura e esporte recebem apoio, a transformação atinge comunidades inteiras.
PANORAMA NACIONAL TAMBÉM CONFIRMA A TENDÊNCIA
O cenário catarinense acompanha a tendência nacional. Conforme levantamento da agência Nexo Investimento Social, os projetos culturais lideraram as captações em 2024 com R$ 3,04 bilhões, seguidos pelos esportivos, que atingiram R$ 1,1 bilhão.
Na contramão, áreas como oncologia (R$ 222 milhões) e iniciativas voltadas a pessoas com deficiência (R$ 146 milhões) ainda lutam por maior visibilidade e incentivo, revelando desafios no equilíbrio da distribuição dos recursos.
CULTURA SAI NA FRENTE PELO TEMPO E PELO LIMITE DE CAPTAÇÃO
Mas por que a cultura lidera com tanta folga? Parte da explicação está na própria história da legislação: a área cultural foi a primeira a ser autorizada a receber aportes via imposto de renda e, até hoje, conta com o maior teto permitido, que é de até 4% do IR devido por empresa.
Essa vantagem estrutural tem impulsionado o crescimento das iniciativas culturais, que se multiplicam por todo o estado, promovendo eventos, formações, manifestações artísticas e muito mais.
LEIS DE INCENTIVO PERMITEM ATUAR SEM CUSTO EXTRA PARA EMPRESAS
Vale lembrar que apenas empresas que atuam no regime de lucro real estão aptas a destinar parte do imposto para projetos sociais. O valor total permitido pode chegar a 10% do IR devido — e o melhor: sem gerar aumento no imposto a pagar.
Apesar disso, em Santa Catarina, menos da metade do potencial disponível é de fato utilizado. Estima-se que, se todas as empresas elegíveis participassem, o estado poderia investir anualmente cerca de R$ 950 milhões em ações de impacto social direto.
INDÚSTRIA CATARINENSE APOIA O INVESTIMENTO SOCIAL
Uma das vozes mais ativas na promoção dessa agenda é a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). A entidade atua como articuladora entre empresas e projetos, incentivando o uso das leis de incentivo como mecanismo de desenvolvimento regional.
“Os recursos incentivados movimentam a economia local e geram impacto direto nas comunidades”, defende a FIESC.
Para facilitar o processo, a Federação mantém um site especial com mais de 100 projetos aptos a receber apoio. Todas as iniciativas foram previamente avaliadas, cumprem os critérios legais e são monitoradas por órgãos reguladores.
OPORTUNIDADE DE TRANSFORMAR SEM AUMENTAR GASTOS
A mensagem é clara: investir em cultura, esporte e outros projetos sociais é uma forma inteligente de contribuir com a sociedade, fortalecer a imagem institucional e, ao mesmo tempo, otimizar recursos fiscais.
Se a sua empresa ainda não faz parte desse movimento, vale a reflexão: o que você está esperando para investir no que transforma?
Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
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