Mais de 3 milhões de brasileiros deixaram a pobreza no Brasil em 2024
Quase um milhão de famílias superaram a dependência do Bolsa Família apenas neste mês de julho.
O Brasil está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. De janeiro a julho de 2024, cerca de 3,5 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza, segundo dados divulgados pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante participação no programa Bom Dia, Ministro.
Os números, segundo ele, refletem o impacto positivo da geração de empregos com carteira assinada e dos incentivos ao microempreendedorismo, como o programa Acredita no Primeiro Passo, voltado a integrantes do CadÚnico. “Estamos falando aí de aproximadamente 3 milhões e meio de pessoas que saíram da pobreza esse ano. Na verdade já são quase 24 milhões de pessoas que desde o começo deste mandato, em 2023, superaram a pobreza”, destacou o ministro.
Conteúdos
QUASE 1 MILHÃO DE FAMÍLIAS DEIXARAM O BOLSA FAMÍLIA
Um dos efeitos mais visíveis dessa mudança é a saída de 958 mil famílias do programa Bolsa Família apenas neste mês de julho. Essa movimentação tem origem em dois principais fatores: conquista de empregos estáveis e o fortalecimento de pequenos negócios por meio do microcrédito.
O dado mais expressivo é que 536 mil famílias deixaram o programa após cumprirem a Regra de Proteção, que permite o recebimento de 50% do valor do benefício por até 24 meses, mesmo após um aumento da renda familiar.
Mas e se a renda cair novamente? O governo criou o Retorno Garantido, uma medida que permite o reingresso prioritário no programa para quem voltar à situação de pobreza, seja após o fim da Regra de Proteção ou por desligamento voluntário.
Além disso, 385 mil domicílios ultrapassaram a marca de R$ 759 per capita neste mês, valor que está acima do limite permitido pela Regra de Proteção, e, por isso, deixaram de ser elegíveis ao programa.
EMPREGOS FORMAIS E EDUCAÇÃO ESTÃO NA RAIZ DA TRANSFORMAÇÃO
Os dados do Caged mostram uma correlação direta entre empregabilidade e o CadÚnico. Das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada geradas no Brasil em 2024, 98,8% foram ocupadas por pessoas cadastradas no CadÚnico. Dentro desse universo, 75,5% (1,27 milhão) eram beneficiários do Bolsa Família.
O ministro também destacou o papel da educação como motor dessa transformação:
“Todo ano, a gente tem a comemoração de milhares de pessoas que se formam no nível técnico, superior, às vezes até pós-graduação, e são do Bolsa Família. Ali abre portas para o emprego”.
CRÉDITO E EMPREENDEDORISMO: O IMPULSO PARA A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
O programa Acredita no Primeiro Passo vem sendo essencial para esse avanço. A iniciativa concede microcrédito com juros reduzidos, especialmente para mulheres, jovens, pessoas com deficiência, negros e populações tradicionais, promovendo a inclusão produtiva de forma ampla.
“São cerca de R$ 14 bilhões que já liberamos para o campo, para pequenos negócios, e aproximadamente R$ 10 bilhões para a parte urbana, e isso dá resultado”, afirmou Wellington Dias.
Os dados reforçam a afirmação. Em 2024, o país já soma:
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1,7 milhão de novos empregos
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4 milhões de novos pequenos negócios
Setores como a agricultura familiar, a alimentação, a prestação de serviços e o transporte vêm concentrando os investimentos. O resultado? Cerca de 70% dos empregos gerados no Brasil estão nos pequenos negócios.
BRASIL CAMINHA PARA SAIR DO MAPA DA FOME
A redução da pobreza tem outro reflexo poderoso: a segurança alimentar. Após voltar ao Mapa da Fome da ONU no triênio 2019–2021, o Brasil está prestes a sair novamente dessa lista.
O relatório mais recente apontou que, em 2023, 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome, reduzindo em 85% a insegurança alimentar severa no país. Os dados apontam uma queda de 17,2 milhões para 2,5 milhões de pessoas em situação de fome entre 2022 e 2023.
“Em 2022, o Brasil tinha 33 milhões de pessoas com fome. Já reduzimos 24,4 milhões. Eu acho que vamos ter nova redução. Vai sair do Mapa da Fome? Ainda não. Mas o resultado de 2024 nos dará a segurança de que neste ano de 2025 a gente complete o triênio para, em julho de 2026, o Brasil estar fora do mapa da fome”, projetou o ministro.
INDICADORES SOCIAIS E ECONÔMICOS TAMBÉM AVANÇAM
O progresso é visível em outras frentes:
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A miséria caiu de 9% para 4%, segundo o Banco Mundial
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A pobreza recuou de 37% para 23%
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O IDH brasileiro subiu cinco posições no ranking internacional da ONU
“Todos esses indicadores são recordes, tanto da miséria como da pobreza”, celebrou Wellington Dias.
Fonte: Agência Gov
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