“Escudo”: deputada catarinense causa polêmica ao levar bebê ao plenário em meio a ocupação
Comissão de Direitos Humanos aciona Conselho Tutelar por possível risco à criança
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados apresentou uma representação ao Conselho Tutelar de Brasília contra a deputada catarinense Julia Zanatta (PL-SC), após ela levar sua filha, ainda um bebê de colo, ao plenário da Casa durante uma sessão marcada por tumultos entre parlamentares da oposição, na noite dessa quarta-feira (6).
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e motivou críticas sobre a conduta da parlamentar. De acordo com apuração do portal G1, a própria Zanatta admitiu ter levado a criança com a intenção de usá-la como “escudo” durante os protestos.
A iniciativa da denúncia partiu do deputado Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, que classificou a atitude como potencial risco à integridade da criança. O Conselho Tutelar foi acionado para apurar o caso e verificar se houve violação de direitos da menor.
Natural de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, Julia Zanatta foi eleita deputada federal em 2022. Atualmente, integra a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, além da Comissão Especial sobre Direito Digital. Em 2020, foi candidata à Prefeitura de Criciúma, mas não se elegeu.
Alinhada à pauta da direita conservadora, Zanatta é defensora do armamento civil, contrária à legalização do aborto e crítica das políticas de vacinação obrigatória. Ela apresentou projetos de lei que questionam programas públicos de imunização e se declara aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A deputada também já se envolveu em outros episódios polêmicos. Em 2023, durante reunião da Comissão de Segurança Pública, acusou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) de importunação após ele se aproximar por trás para cochichar durante um debate. O caso foi levado ao Conselho de Ética, mas arquivado após pedido de desculpas do parlamentar.
A Comissão solicita que o Conselho Tutelar apure os fatos e, se necessário, adote as providências legais cabíveis. O caso segue sendo investigado e está em possível desdobramentos.
Com informações de G1
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