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Batalha Gruve-se ocupa o Morro da Penitenciária com dança, música ao vivo e protagonismo comunitário

Com entrada gratuita e uma programação que une dança urbana, música instrumental a o vivo e participação ativa da comunidade, a Batalha Gruve-se transforma o Morro da Penitenciária, em Florianópolis, no sábado, 5 de outubro de 2025, em um grande encontro de arte, cultura e pertencimento com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Ao longo de cinco horas, a comunidade será convidada a viver uma experiência artística coletiva e acessível, sem divisões entre artista e plateia. No Morro da Penitenciária, o chão vira pista, roda, abraço e a rua inteira dança junto. O Gruve-se não ergue palcos, mas sim encontros: o território é o cenário vivo onde a arte pulsa e onde a comunidade ocupa o centro da cena. Idealizado pelas artistas e produtoras culturais Duda Movimenta e Emili Vaz (Emi Índigo), o projeto propõe uma batalha de dança open style com premiação em dinheiro, banda ao vivo, DJ, jurados convidados e acessibilidade em LIBRAS.
A Batalha Gruve-se terá quatro etapas ao longo de cinco horas de programação contínua: Abertura com DJ, roda de dança e inscrições no local; filtro classificatório para seleção dos dançarinos; batalhas 1×1 ao som de música instrumental ao vivo; encerramento com roda de dança aberta e celebração. O evento segue o formato open style 1×1, reunindo dançarinos de diversos estilos como breaking, hip hop freestyle, krump, waacking, voguing, locking, popping e passinho, entre outros. Os confrontos são decididos por um júri especializado a partir de cinco critérios: musicalidade, performatividade, criatividade, técnica e personalidade.
Moradora do Morro da Penitenciária, Duda Movimenta atua no território desde 2022, oferecendo oficinas de breaking e promovendo ações de arte-educação voltadas à infância e juventude, com foco em acessibilidade e cultura urbana. “Quero que as pessoas se preencham de arte. E pra mim isso acontece numa arte que é comunitária, onde o corpo se envolve com o que está acontecendo ao redor. Isso falta muito em espaços de periferia”, afirma Duda. “A pessoa só vai ter que descer a rua para acessar um universo de arte compartilhada. Não tem palco que separa a plateia dos protagonistas, todo mundo é personagem central. A comunidade faz parte do ato artístico e interage com todos os elementos do Hip Hop”, completa.
Emili, artista curitibana radicada em Florianópolis, destaca a importância simbólica e política de trazer um evento deste porte para o morro: “O Hip Hop está sendo cultivado com afeto e respeito. Trazer um evento desse porte pro morro é dizer: a arte nasce e cresce aqui.. Por que levar a batalha até o centro da cidade se podemos levar as pessoas até o morro? Onde o Hip Hop vive, cresce e cria raízes em Floripa. Isso também é uma afirmação política”, reforça.
Mais que um evento de dança, a Gruve-se é um gesto de ocupação artística e cultural do espaço urbano, construído por e para a comunidade. O projeto integra diversos elementos do Hip Hop (dança, música, oralidade, arte visual e território) e também atua como espaço de memória, inclusão e visibilidade. “Essas danças vêm de contextos periféricos, negros, LGBTQIAPN+, político-sociais. Elas nasceram nas ruas de Nova Iorque e se reconfiguraram aqui no Brasil, nas favelas, nos teatros, nas Olimpíadas. Elas empregam, oferecem futuro, criam poéticas e resistem” , destaca Emili.
A proposta é uma realização do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal, através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Premiação e incentivo para quem faz a arte acontecer O Gruve-se oferece premiação em dinheiro e reconhecimento para os dançarinos participantes: – 1º lugar: R$ 500 – 2º lugar: R$ 200 – Top 8: R$ 50 de ajuda de custo para cada dançarino classificado.
Foto: Andre Pastore


