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Companhia Deborah Colker em Florianópolis: espetáculo Remix reúne cenas icônicas do grupo

Companhia Deborah Colker em Florianópolis: espetáculo “Remix” chega ao Teatro Ademir Rosa (CIC) entre os dias 17 e 19 de abril.
A montagem propõe uma releitura contemporânea de momentos marcantes da trajetória do grupo, reunindo coreografias que atravessam três décadas de produção artística no Brasil e no exterior.
Com sessões distribuídas entre sexta-feira (20h30), sábado (16h – sessão extra), sábado (20h) e domingo (18h), a curta temporada integra a circulação nacional do espetáculo e reforça a presença recorrente da companhia na capital catarinense, considerada estratégica em suas turnês.
DEBORAH COLKER EM FLORIANÓPOLIS REÚNE GRANDES MOMENTOS DA COMPANHIA

“Remix” apresenta ao público uma seleção de cenas extraídas de obras que consolidaram a linguagem coreográfica da companhia: “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). A montagem incorpora elementos visuais emblemáticos, como os vasos suspensos e a roda gigante, estruturas que se tornaram marcas registradas dos espetáculos.
No palco, 16 bailarinos interpretam as coreografias em uma construção que alterna intensidade física e experimentação estética. A primeira parte do espetáculo reúne cenas como “Paixão”, de “Vulcão”, além da icônica cortina de “Belle” e os vasos de “4×4”, acompanhados por solo de piano executado pela pianista Patrícia Glatzl ou, em ocasiões específicas, pela própria Deborah Colker.
O segundo ato concentra as coreografias “Gravidade” e “Roda”, do espetáculo “Rota”, ampliando o dinamismo da montagem com movimentos que exploram força, equilíbrio e deslocamento no espaço.
DRAMATURGIA INÉDITA E NOVA EXPERIÊNCIA SENSORIAL
Apesar de revisitar obras já conhecidas, “Remix” se diferencia por sua estrutura dramatúrgica inédita, assinada por João Elias. O espetáculo é dividido em dois atos com propostas distintas, criando uma progressão emocional ao longo da apresentação.
“São dois atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”, explica o diretor executivo.
A proposta não se limita à compilação de cenas, mas à construção de uma nova narrativa a partir do repertório. “Remix” é o terceiro projeto da companhia com esse conceito de remasterização, sucedendo “Mix” (1995) e “Vero” (2016), mas se diferencia pela forma como articula os elementos cênicos e dramatúrgicos.
Para Deborah Colker, o processo criativo também está ligado a um movimento pessoal de introspecção. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, afirma.
A coreógrafa destaca ainda o potencial de ressignificação das obras: “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com Remix”.
ORIGEM DO PROJETO E RELAÇÃO COM O PÚBLICO

A concepção de “Remix” teve início em 2025, após Deborah Colker receber o título de Cidadã Honorária de Mesquita, na Baixada Fluminense. Durante a cerimônia, uma retrospectiva da companhia e apresentações de crianças evidenciaram o impacto acumulado ao longo dos anos.
“Essa homenagem das crianças nos impactou e percebemos que nossas décadas de trabalho têm construído um legado. Era o momento de olhar para nossa própria história”, afirma João Elias.
O diretor também ressalta a conexão com Florianópolis. “Florianópolis sempre foi muito importante, onde vivemos ótimas histórias. É uma cidade fundamental em nossas turnês. Estou e estamos felizes de novamente levar o trabalho para esta cidade que sempre nos acolhe com tanto carinho”.
ESTRUTURA CÊNICA E EQUIPE CRIATIVA
A montagem envolve uma operação técnica de grande porte, com cenários complexos e equipamentos de grande escala. “É a produção mais ousada da Companhia para os palcos. São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”, destaca Elias.
A equipe criativa mantém colaborações históricas. A direção de arte é assinada por Gringo Cardia, responsável também pelos cenários originais das obras revisitadas. Os figurinos são de Claudia Kopke, com atualização de criações de Yamê Reis e Samuel Cirnansck.
A trilha sonora é conduzida por Berna Ceppas, que promove a fusão musical entre diferentes espetáculos, enquanto a iluminação foi adaptada por Eduardo Rangel a partir dos desenhos originais de Jorginho de Carvalho.
TRAJETÓRIA INTERNACIONAL CONSOLIDADA
Fundada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker completou 30 anos em 2024, consolidando-se como uma das mais reconhecidas do país. Ao longo de sua trajetória, realizou mais de 2 mil apresentações em cerca de 168 cidades de 32 países, alcançando um público superior a 3,5 milhões de pessoas.
Entre os principais reconhecimentos estão o Prix Benois de la Danse, concedido em 2018, em Moscou, pelo espetáculo “Cão Sem Plumas”, e o Laurence Olivier Awards, recebido em 2001, pela coreografia de “Mix”.
A carreira de Deborah Colker também inclui marcos internacionais relevantes. Em 2009, dirigiu “OVO”, do Cirque du Soleil, tornando-se a primeira mulher a comandar um espetáculo da companhia. Em 2016, foi responsável pela direção de movimento da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Em 2024, alcançou outro feito inédito ao dirigir a ópera “Ainadamar” no Metropolitan Opera House, em Nova York. A colaboração resultou na criação de “El Último Sueño de Frida y Diego”, com estreia prevista para maio de 2026.
SERVIÇO
Espetáculo: Remix – Companhia Deborah Colker
Datas: 17, 18 e 19 de abril de 2026
Horários: sexta-feira (20h30), sábado (16h – sessão extra), sábado (20h) e domingo (18h)
Local: Teatro Ademir Rosa (CIC), Florianópolis (SC)
Duração: 100 minutos (com intervalo)
Classificação indicativa: 10 anos
Ingressos: disponíveis online no diskingressos

