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III Mostra Catarina Fantástica celebra cinema fantástico e experimental do estado e lança laboratório de distribuição independente

Evento acontece de 31 de março a 03 de abril, no Cinema do CIC – Sala Gilberto Gerlach, em Florianópolis, com entrada gratuita e classificação indicativa de 18 anos
A III Mostra Catarina Fantástica chega à sua terceira edição reunindo uma seleção inédita de curtas-metragens de horror, ficção científica e cinema experimental produzidos em Santa Catarina, com sessões gratuitas de 31 de março a 03 de abril, no Cinema do CIC – Sala Gilberto Gerlach, em Florianópolis. A programação reúne obras de realizadores de Itajaí, Joinville, Florianópolis, Itapema e Palmitos, além de um convidado especial da Bahia, consolidando a mostra como o principal espaço de encontro e difusão do cinema fantástico catarinense.
A abertura, no dia 31 de março, será com “Tropical SOV” (92 min), longa-metragem organizado pelo cineasta catarinense Petter Baiestorf, de Palmitos, referência incontornável do cinema underground e extremo no Brasil. A obra reúne 23 realizadores em 21 histórias estranhas, hilárias e bizarras, funcionando como uma grande vitrine do cinema “shot on video” brasileiro. A presença de Baiestorf na abertura da mostra reafirma o vínculo do evento com uma tradição de liberdade criativa, irreverência e experimentação que inspira gerações de cineastas no estado.
No dia 01 de abril, a programação apresenta “Luzes de Angola” (aprox. 10 min), de Lallo Bocchino, de Itajaí, e “Salva na Nuvem” (13 min), de Lara Koer, de Florianópolis. “Luzes de Angola” se passa em 1867 e parte de um fenômeno misterioso no céu da Fazenda Pocinho para resgatar, pela via do fantástico, a memória das pessoas escravizadas naquelas terras. “Salva na Nuvem” transforma o iminente fim do mundo em mais um dia de trabalho precarizado, construindo uma comédia apocalíptica sobre prazos impossíveis e colapso emocional.
Em 02 de abril, três obras compõem uma sessão de forte carga política e sensorial. “Pólen” (19 min), de Rodrigo Baptista, de Joinville, mistura golpe de Estado e horror cósmico ao acompanhar um homem comum em luta pela própria sanidade diante de um monstro gigante que surge no horizonte. “Ataques Psicotrônicos” (21 min), do baiano Calebe Lopes, mergulha em uma experiência de paranoia e vigilância espiritual, construindo um terror visceral entre o corpo e o invisível. Encerrando a sessão, “Sangria” (14 min), de Henrique Schlickmann, acompanha Lucca, atormentado por uma versão assombrosa de si mesmo após a perda de seu grande amor, em um retrato denso de luto e dissociação. A exibição será seguida de debate confirmado com o realizador, com pauta centrada nos desafios da distribuição do cinema independente — tema que ganha ainda mais relevância com o lançamento do Lab Catarina Fantástica nesta edição.
A última sessão, em 03 de abril, encerra a mostra com dois filmes de forte impacto autoral. “Macumba” (19 min), de Aline Andrade, de Florianópolis, é o convidado especial da edição. Ambientado no Brasil dos anos 1960, o filme acompanha a jovem Elisabeth, de 12 anos, que passa a ter visões de Iansã após a mãe preparar uma macumba falsa, sendo convocada a enfrentar o ciclo de violência do pai. A obra articula ancestralidade, espiritualidade e resistência com sensibilidade e força. “Escória”, de Yasmin Almeida, de Itapema, encerra a programação como um manifesto: o filme expõe o corpo e a sexualidade como territórios de resistência, metáforas vivas de uma sociedade ainda marcada pelo machismo e pela opressão. É carne, é grito, é cinema que não pede licença — reivindica presença.
LAB CATARINA FANTÁSTICA: NOVA PLATAFORMA DE FORMAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO É LANÇADA NA MOSTRA
Uma das novidades mais aguardadas desta edição é o lançamento do Lab Catarina Fantástica, plataforma de discussão sobre cinema independente, redes de distribuição mundial e produção colaborativa. Com etapas de mentoria de projetos, o laboratório nasce com o objetivo de fortalecer a cadeia criativa do audiovisual fantástico catarinense, conectando realizadores a agentes, pesquisadores e circuitos de distribuição nacionais e internacionais. O Lab se soma ao debate sobre distribuição independente promovido após a sessão de “Sangria”, sinalizando que a III Mostra Catarina Fantástica não se limita à exibição de filmes: ela quer pensar, de forma coletiva e propositiva, os caminhos de sustentabilidade e circulação do cinema de gênero produzido no estado.
SERVIÇO endereço errado
III Mostra Catarina Fantástica
Cinema do CIC – Sala Gilberto Gerlach
Rua Arcipreste Paiva, 100 – Centro, Florianópolis/SC
31 de março a 03 de abril de 2026
Entrada gratuita | Classificação indicativa: 18 anos
PROGRAMAÇÃO
31/03 — Abertura
- Tropical SOV — direção coletiva | organização: Petter Baiestorf (Palmitos/SC) | 92 min
01/04
- Luzes de Angola — dir. Lallo Bocchino (Itajaí/SC) | aprox. 10 min
- Salva na Nuvem — dir. Lara Koer (Florianópolis/SC) | 13 min
02/04
- Pólen — dir. Rodrigo Baptista (Joinville/SC) | 19 min
- Ataques Psicotrônicos — dir. Calebe Lopes (BA) | 21 min
- Sangria — dir. Henrique Schlickmann (SC) | 14 min
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- Debate com o diretor | Pauta: distribuição de cinema independente
03/04 — Encerramento
- Macumba — dir. Aline Andrade (Florianópolis/SC) | 19 min | Convidado especial
- Escória — dir. Yasmin Almeida (Itapema/SC) | 12 min
Intagram: www.instagram.com/


