Maria Joana Festival de Cinema 2026 amplia diálogo entre cultura, empreendedorismo, ciência e sociedade em SC

Entre os dias 7 e 12 de julho, Florianópolis será palco da segunda edição do Maria Joana Festival de Cinema, evento que transforma o audiovisual em espaço de diálogo entre cultura, ciência, saúde, inovação, direitos humanos e políticas públicas. Realizado pelo Instituto Arco-Íris, com produção da Cinemática Hub, o festival reúne 23 filmes, 12 sessões de cinema, estreias nacionais e internacionais, debates, palestras e encontros com pesquisadores, cineastas, profissionais da saúde, empreendedores, ativistas e movimentos sociais.
As atividades acontecem no Museu da Escola de Santa Catarina (MESC/UDESC) e no Bugio Centro, consolidando a capital catarinense como ponto de encontro para discussões que atravessam diferentes áreas do conhecimento.
PROGRAMAÇÃO DO MARIA JOANA FESTIVAL REÚNE CINEMA, CIÊNCIA E DEBATES CONTEMPORÂNEOS
Depois da primeira edição realizada no Centro Integrado de Cultura (CIC), o Maria Joana Festival amplia sua proposta em 2026 e fortalece a integração entre produção audiovisual, pesquisa científica, cultura e participação cidadã.
Durante seis dias de programação, o público poderá acompanhar documentários, filmes de ficção, mesas de debate, palestras e atividades culturais que abordam temas como saúde, inovação, justiça social, direitos humanos, empreendedorismo, políticas públicas e produção científica.
O festival reúne participantes de diferentes regiões do Brasil e também convidados internacionais, promovendo o encontro entre pesquisadores, artistas, médicos, comunicadores, juristas, empreendedores, movimentos sociais e o público.
MULHERES ASSUMEM PAPEL CENTRAL NA PROGRAMAÇÃO
Um dos principais eixos desta edição é o protagonismo feminino.
Pesquisadoras, médicas, cineastas, empreendedoras, ativistas e lideranças nacionais ocupam posição de destaque ao longo da programação, compartilhando experiências relacionadas à produção de conhecimento, inovação, cultura e transformação social.
A proposta é evidenciar o papel das mulheres em áreas historicamente marcadas pela baixa representatividade feminina, fortalecendo o diálogo entre ciência, cultura e políticas públicas.
ESTREIA BRASILEIRA APRESENTA DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO POR COLETIVO FEMINISTA ARGENTINO
Um dos momentos mais aguardados acontece na quinta-feira (9), quando o festival recebe a estreia brasileira da série documental Armando La Historia – Mujeres Cannábicas del Sur.
Produzida integralmente por um coletivo feminista da Patagônia Argentina, a obra acompanha três mulheres que transformaram experiências pessoais em atuação científica, política e social relacionadas à cannabis medicinal.
O roteiro e a direção são assinados por Macarena Calvo, Flor Zitti, Laura Frank e Noel Tapia, enquanto toda a equipe técnica da produção é formada exclusivamente por mulheres.
A exibição marca a primeira apresentação da série em território brasileiro.
DEBATE REÚNE LIDERANÇAS FEMININAS DA CIÊNCIA, CULTURA E EMPREENDEDORISMO
Após a sessão acontece a mesa “Protagonismo das Mulheres na Ciência, Cultura e Empreendedorismo”, mediada por Karine Schwarz, coordenadora científica do festival.
O encontro reúne:
- Margarete Brito (APEPI)
- Luna Vargas (InFlore)
- Marina Gentil (Green Couple)
- Kika Feier (ONG Onda Azul)
- Nauana Somensi (Associação Alternativa)
As convidadas irão discutir temas relacionados à inovação, empreendedorismo, cultura, saúde, pesquisa científica e construção de políticas públicas sob a perspectiva das mulheres que atuam diretamente na transformação social.
DOCUMENTÁRIO SOBRE MARGARETE BRITO DIALOGA COM A PROGRAMAÇÃO
Entre as participantes está Margarete Brito, protagonista do documentário Outro Mundo de Sofia.
A produção acompanha sua trajetória desde a obtenção do habeas corpus que autorizou o cultivo doméstico de cannabis para produção do medicamento destinado à filha, Sofia.
Sua mobilização resultou posteriormente na criação da APEPI (Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal), entidade reconhecida nacionalmente pela atuação em defesa do acesso à cannabis medicinal.
CINEMA COMO FERRAMENTA DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
Segundo Karine Schwarz, a proposta do festival vai além das exibições cinematográficas.
“A cultura cria pontes entre a ciência e a sociedade. Um festival de cinema amplia o alcance dos debates sobre políticas públicas, saúde e inovação ao reunir diferentes saberes em torno das experiências humanas. O protagonismo das mulheres fortalece essa construção coletiva e inspira novas formas de produzir conhecimento e transformação social.”
ABERTURA TRAZ EXPERIÊNCIA DE EMPREENDEDORISMO SOCIAL
A abertura contará com a participação de Luna Vargas, fundadora da InFlore.
Ela apresentará sua experiência de empreendedorismo social desenvolvida em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), abordando iniciativas que conectam economia criativa, agricultura e cultura canábica.
DIRETOR FLUMINENSE EXIBE DOIS DOCUMENTÁRIOS
O cineasta Matias Maxx participa da programação com duas produções.
Na abertura será exibido De Ponta a Ponta – Maconha e Ancestralidade, documentário que investiga as raízes afro-brasileiras da cannabis e recupera a memória do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, principal porto de chegada de africanos escravizados nas Américas.
O filme estabelece relações entre essa história, o racismo estrutural e os processos de criminalização da planta.
Posteriormente, o diretor retorna ao festival com De Ponta a Ponta: Como Nasce o Prensado, ampliando a discussão sobre mercado ilegal, políticas públicas e os desafios da política de drogas.
DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL TRAZ ÚLTIMA ENTREVISTA DE RAPHAEL MECHOULAM
Outro destaque da programação internacional é THE PL*NT, coprodução entre Catalunha, Holanda e Alemanha dirigida por Ferran Calbet Bigorra.
O documentário realiza sua estreia internacional durante o Maria Joana Festival e apresenta a última entrevista concedida em vida por Raphael Mechoulam.
Reconhecido mundialmente como o pai da ciência moderna da cannabis, o químico búlgaro-israelense foi responsável, na década de 1960, pelo isolamento e descrição da estrutura química do THC e, posteriormente, do CBD.
Essas descobertas abriram caminho para avanços na pesquisa biomédica, no desenvolvimento de medicamentos, na compreensão do sistema endocanabinoide e na expansão dos estudos clínicos relacionados à cannabis medicinal.
Sua participação confere ao filme um importante valor histórico, registrando o legado de um dos pesquisadores mais influentes da medicina contemporânea.
ATOR RICARDO PETRAGLIA PARTICIPA DE ENCONTRO COM O PÚBLICO
A programação também contará com a presença do ator Ricardo Petraglia, que acompanha a exibição do documentário DAB A DOO BRASIL – MILA NA ESTRADA, dirigido por Marcelo Gibson.
Após a sessão, ator e diretor conversam com o público sobre a trajetória da ativista internacional Mila Jansen e os desafios das políticas relacionadas às drogas no Brasil.
PRODUÇÃO CATARINENSE GANHA ESPAÇO NO FESTIVAL
O audiovisual produzido em Santa Catarina também ocupa lugar de destaque.
O cineasta Renan Blah apresenta o longa de ficção PONTA DO DRAGÃO, seguido de debate sobre o processo criativo da obra.
O filme utiliza elementos do fantástico para discutir conflitos provocados pela expansão imobiliária e pelas disputas territoriais em Florianópolis.
O encerramento do festival contará ainda com a palestra Cinema Político e Antiproibicionismo, ministrada pelo cineasta Eduardo Paredes, que refletirá sobre o papel do audiovisual na construção de direitos e na transformação social.
TECNOLOGIA, PESQUISA E INOVAÇÃO TAMBÉM FAZEM PARTE DA PROGRAMAÇÃO
Além das exibições cinematográficas, o festival abre espaço para apresentações voltadas à pesquisa científica e à inovação.
Entre elas está o Ganzá App, plataforma tecnológica desenvolvida pela Levante Lab para o setor da cannabis, reconhecida nacionalmente pelo Prêmio Sebrae de Inovação.
Outro participante é Paulo Henrique Coelho, conhecido como Paulinho, representante da Associação Cannabis Sem Fronteiras (ACSF).
Recentemente, ele participou como convidado da Organização das Nações Unidas (ONU), em Viena, integrando debates internacionais sobre políticas relacionadas às drogas.
DIREITOS, CIDADANIA E POLÍTICAS PÚBLICAS ENTRAM NA PAUTA
Os debates sobre justiça social também fazem parte da programação.
A Dra. Raquel Schramm, representante da OAB Santa Catarina, participa de uma mesa ao lado do pesquisador Diego Busse, de Curitiba.
O encontro abordará temas ligados aos direitos, cidadania e impactos jurídicos das políticas relacionadas à cannabis.
PÚBLICO PODERÁ CONCORRER A PASSAPORTES PARA A EXPO CANNABIS BRASIL
Ao longo dos seis dias do festival serão realizados sorteios diários promovidos pela Expo Cannabis Brasil em parceria com a Smoke Buddies.
Serão distribuídos três passaportes por dia para a 41ª Expo Cannabis Brasil, marcada para novembro, em São Paulo.
A iniciativa fortalece a aproximação entre o Maria Joana Festival e um dos principais encontros da cadeia produtiva da cannabis na América Latina.
FESTIVAL BUSCA APROXIMAR CIÊNCIA, CULTURA E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ
Com uma proposta considerada inédita no Brasil, o Maria Joana Festival de Cinema aposta no audiovisual como ferramenta para ampliar a circulação do conhecimento científico, incentivar a formação cultural e estimular o debate público.
Ao integrar pesquisadores, profissionais da saúde, cineastas, artistas, movimentos sociais e representantes de diferentes áreas, o evento pretende fortalecer a cultura como espaço de diálogo democrático e construção coletiva de políticas públicas.
A segunda edição amplia esse objetivo ao reunir produções nacionais e internacionais que discutem desafios contemporâneos sob diferentes perspectivas, aproximando ciência, arte e sociedade.
SERVIÇO
Maria Joana Festival de Cinema – 2ª edição
Data: 7 a 12 de julho de 2026
Locais: Museu da Escola de Santa Catarina (MESC/UDESC) e Bugio Centro, em Florianópolis (SC)
Realização: Instituto Arco-Íris
Produção: Cinemática Hub
A programação completa pode ser consultada em www.mariajoana.art


