Orquestra de Baterias de Florianópolis reunirá 400 músicos no Largo da Catedral Metropolitana em evento gratuito

A Orquestra de Baterias de Florianópolis realizará a 13ª edição no dia 16 de agosto, no Largo da Catedral Metropolitana, no Centro da Capital. Com entrada gratuita e classificação livre, o evento reunirá cerca de 400 bateristas de sete estados brasileiros em uma apresentação que combina diferentes gerações e estilos musicais.
A programação ocorre neste domingo, das 15h às 18h, e chega à cidade com músicos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Mato Grosso do Sul. O encontro também marca mais de uma década de realização do projeto, criado em 2013.
ORQUESTRA REÚNE MÚSICOS DE DIFERENTES GERAÇÕES
A edição de 2026 terá participantes com idades que vão de um a 78 anos. Entre os inscritos, 120 bateristas participam pela primeira vez, enquanto outros 260 retornam de edições anteriores. A presença feminina também representa quase 30% do grupo.
O conjunto reúne músicos profissionais, iniciantes e participantes ligados a diferentes segmentos, como rock, heavy metal, gospel, sertanejo, música brasileira e pop. A proposta é permitir que pessoas com diferentes níveis de experiência compartilhem o mesmo repertório.
Para o baterista Thales Stipp, que participa da iniciativa há anos, a diversidade é um dos principais motivos para o retorno dos músicos.
“O que sempre me fez voltar foi a vibe e o negócio de ser muito democrático. Vai da criancinha de 3, 4 anos até a senhora de 84”, conta.
Segundo ele, a dimensão do encontro também produz efeitos além da música. “O impacto cultural é gigantesco. Traz turismo, traz as pessoas para Floripa, é muito legal.”
PROJETO TRANSFORMOU BATERIA EM PROTAGONISTA
A Orquestra de Baterias foi criada por Alexei Leão a partir de um convite para integrar a programação da Maratona Cultural de Florianópolis, em 2013. Em vez de reunir instrumentos variados, a proposta colocou a bateria como elemento central da apresentação.
“O baterista normalmente toca sozinho dentro de uma banda. A orquestra cria esse momento de tocar junto com um amigo, com a esposa, com o marido, com os filhos. É uma grande confraternização”, afirma Alexei, idealizador e um dos regentes do projeto.
A formação coletiva se tornou uma das características do evento. De acordo com o regente, a combinação de centenas de baterias produz uma sonoridade pouco comum em apresentações musicais realizadas em espaços públicos.
“Desde o início, a ideia era fazer algo diferente. A bateria como protagonista não é comum. Quando esse monte de baterias toca junto, cria uma massa sonora rara. As pessoas sempre se emocionam porque é uma experiência muito forte”, diz.
Ao longo dos anos, a iniciativa passou a receber participantes de outras regiões do país e também convidados internacionais. Para Alexei, o projeto ajudou a ampliar a conexão de Florianópolis com músicos de diferentes lugares.
“É uma grande vitrine musical de Florianópolis para o Brasil e também para o exterior. Tenho participado de encontros em outros países e convidado músicos de fora para estarem aqui. A orquestra acabou criando essa conexão”, explica.
REPERTÓRIO PASSA POR QUEEN, CPM 22 E PITTY
O repertório da 13ª edição foi estruturado para possibilitar a participação de bateristas com diferentes níveis técnicos. A seleção percorre diferentes períodos e estilos da música nacional e internacional.
Entre as músicas previstas estão “Song 2”, do Blur; “Crazy Little Thing Called Love”, do Queen; “Symphony of Destruction”, do Megadeth; “Highway Star”, do Deep Purple; e “Heart-Shaped Box”, do Nirvana.
A lista também inclui “Tarde de Outubro”, do CPM 22, e “Admirável Chip Novo”, da Pitty. Entre trabalhos mais recentes aparecem “Uprising”, do Muse; “Try”, da Pink; “Levitating”, da Dua Lipa; e “How You Remind Me”, do Nickelback.
O repertório ainda passa por “What’s Up?”, das 4 Non Blondes; “Remedy”, do The Black Crowes; e “We’re Not Gonna Take It”, do Twisted Sister. A produção também incluiu “Acordar”, da banda catarinense Um Quarto, aproximando a programação da cena musical de Santa Catarina.
PARTICIPAÇÃO NA ORQUESTRA ACOMPANHA TRAJETÓRIA MUSICAL
A experiência de Thales Stipp também representa a relação construída entre os participantes e o projeto. Morador de Florianópolis durante 12 anos, ele começou a tocar bateria na adolescência e integrou grupos da cena independente da cidade, entre eles a Emo All Stars.
Aos 25 anos, o músico atua profissionalmente e integra a banda do cantor Di Ferrero. Mesmo com novos compromissos na carreira, continua participando da Orquestra de Baterias. Em setembro, também está previsto que ele se apresente no Rock in Rio.
Para Alexei, a convivência entre músicos de diferentes estilos é uma das características que explicam a permanência do projeto.
“Tem quem toque pop, gospel, metal, sertanejo, música brasileira. Quando todo mundo toca junto, isso deixa de importar. Vira uma massa sonora unida. Acho que essa é uma das coisas mais bonitas da orquestra”.
A 13ª edição mantém, assim, a proposta de reunir músicos de diferentes idades e experiências em uma apresentação coletiva. A programação deste ano será realizada gratuitamente no Centro de Florianópolis.
SERVIÇO
O quê: 13ª Orquestra de Baterias de Florianópolis
Quando: 16 de agosto de 2026, das 15h às 18h
Onde: Largo da Catedral Metropolitana – Rua Padre Miguelinho, 321, Centro, Florianópolis (SC)
Ingressos: entrada gratuita. As inscrições são realizadas pelo site PensanoEvento.
Mais informações em: orquestradebaterias.com.br ou no perfil @orquestradebaterias.

