Parceria entre Santa Catarina e China pode acelerar a instalação de datacenters no estado
Comitiva promove aproximação com polos estratégicos da Ásia e pode abrir portas para investimentos bilionários em inovação

Imagine Santa Catarina no mapa das grandes potências tecnológicas do planeta. Parece ousado? Pois saiba que esse futuro já está sendo desenhado — e ganhou novos contornos nos últimos dias com uma missão internacional que levou o ecossistema de inovação catarinense até o coração tecnológico da China.
Representada pelo presidente da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), Diego Ramos, a comitiva catarinense integrou uma intensa agenda diplomática e empresarial na Ásia, passando por Japão e China, dois dos mercados mais influentes no cenário global de tecnologia. A missão, organizada pelo Governo de SC, tem como objetivo atrair investimentos e estabelecer parcerias estratégicas que possam alavancar negócios locais e promover a internacionalização de empresas catarinenses.
Conteúdos
HANGZHOU NO RADAR: TECNOLOGIA CATARINENSE SE APROXIMA DO BERÇO DO ALIBABA
Na China, as atenções se voltaram para Hangzhou, uma das cidades mais inovadoras do mundo e sede de gigantes como o grupo Alibaba. Lá, a delegação da ACATE participou de reuniões com representantes da Embaixada do Brasil na China, explorando oportunidades de conexão entre os dois ecossistemas.
“Tivemos uma reunião extremamente importante de aproximação e que pode nos trazer grandes frutos de investimento chinês em Santa Catarina”, destacou Diego Ramos.
Segundo ele, a China, após consolidar sua presença no mercado interno e no sudeste asiático, busca novas rotas para expansão. E o Brasil, em especial Santa Catarina, surge como uma alternativa estratégica — diferente do mercado europeu, hoje mais restrito e sob forte domínio de players norte-americanos.
INVEST SC, EMBAIXADA E DIPLOMACIA TECNOLÓGICA EM AÇÃO
A reunião em Hangzhou contou ainda com a presença de Renato Lacerda e Rodrigo Prisco, do Invest SC, do embaixador honorário para assuntos da China, Bruno Maria, e do diplomata Jean Taruhn, especialista em tecnologia na Embaixada do Brasil em Pequim. O encontro marcou um passo decisivo na construção de pontes institucionais com potencial para gerar negócios reais e duradouros.
O que está em jogo? Mais do que trocas culturais ou discursos formais, está a possibilidade concreta de colocar Santa Catarina no radar de gigantes da tecnologia, com acesso a capital, conhecimento e infraestrutura de ponta.
DATA CENTERS, IA E O POTENCIAL CATARINENSE PARA O FUTURO DIGITAL
Outro ponto alto da missão foi a reunião com a PowerChina, uma das maiores companhias globais de infraestrutura e tecnologia. Em pauta, a possível instalação de um datacenter de grande porte em Santa Catarina, voltado ao processamento de dados e ao desenvolvimento de soluções em Inteligência Artificial (IA).
Sim, você leu certo: IA, a tecnologia que está moldando os próximos anos da humanidade.
Esse tipo de infraestrutura vem sendo discutido pela ACATE em diversas agendas internacionais, incluindo visitas recentes aos Estados Unidos. Segundo Ramos, a matriz energética limpa de SC e sua crescente malha de inovação tornam o estado um candidato natural para receber esse tipo de projeto.
“É fundamental que o Brasil tenha um marco regulatório que estabeleça diretrizes claras para a instalação de datacenters, especialmente com a expansão acelerada da inteligência artificial”, apontou o presidente da ACATE.
POR QUE SANTA CATARINA É UM JOGADOR GLOBAL EM TECNOLOGIA?
Com mais de 1.850 empresas associadas e iniciativas que vão desde a incubadora MIDITEC até o LinkLab e as Verticais de Negócios, a ACATE vem consolidando Santa Catarina como um dos principais ecossistemas de tecnologia da América Latina. O estado já é referência em inovação, com centros de inovação em Florianópolis e Chapecó, e conexões internacionais ativas — como o hub no Canadá voltado à internacionalização de startups.
Você pode estar se perguntando: o que tudo isso significa, na prática?
Significa empregos de qualidade, desenvolvimento sustentável, exportação de tecnologia e, sobretudo, um futuro onde empresas catarinenses estarão lado a lado com gigantes globais. É disso que estamos falando.
UMA MISSÃO, MUITAS OPORTUNIDADES
A participação da ACATE na missão internacional não é apenas uma visita protocolar: é parte de uma estratégia mais ampla de posicionamento global. Unir forças com polos como Japão e China é olhar além das fronteiras e pensar grande — como as grandes potências fazem.
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