Inspirado em Antonieta, programa de estágio da Alesc celebra duas décadas como política pública de impacto social
Celebrar 21 anos de história é, por si só, uma conquista. Mas quando se trata de um programa que já mudou o rumo da vida de mais de 700 jovens, esse marco ganha um significado ainda mais poderoso. Estamos falando do Programa Antonieta de Barros (PAB), uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que, desde 2004, oferece oportunidades de estágio para jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Conteúdos
INCLUSÃO QUE VIRA HISTÓRIA
Criado com o objetivo de ser mais do que uma chance profissional, o PAB se tornou sinônimo de transformação. Voltado para jovens entre 16 e 24 anos, o programa garante muito mais do que experiência no mercado de trabalho: oferece perspectiva, dignidade e um caminho para a formação cidadã.
Desde sua criação, já foram cerca de 700 histórias reescritas — cada uma com sua singularidade, mas todas marcadas por superação, esperança e conquistas.
Um desses exemplos é o de Rudival Ademar Bittencourt, que fez parte da primeira turma de estagiários, lá em 2004. Hoje formado em Administração, ele faz questão de destacar a importância do programa em sua trajetória:
“Se hoje tenho formação, foi porque o PAB me sinalizou o caminho”, reconhece Rudival.
Para ele, a iniciativa precisa continuar e crescer, alcançando cada vez mais jovens que, assim como ele, sonham com um futuro melhor.
UM PROGRAMA COM RAÍZES SOCIAIS E HOMENAGEM HISTÓRICA
O Programa Antonieta de Barros foi instituído pela Lei Estadual 13.075/2004, fruto da mobilização dos movimentos sociais, especialmente do Fórum de Mulheres Negras de Florianópolis. O nome do projeto homenageia Antonieta de Barros, professora, jornalista e a primeira mulher negra eleita deputada no Brasil — uma catarinense que fez história ao romper barreiras e abrir caminhos para futuras gerações.
QUEM PODE PARTICIPAR?
Para ingressar no PAB, os requisitos são claros e justos:
– Ter entre 16 e 24 anos
– Estar matriculado no ensino médio, técnico ou superior
– Possuir renda familiar inferior a 2,5 salários mínimos regionais
As seleções são feitas anualmente, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). E o interesse pelo programa só cresce: na última edição, foram 601 inscritos, um recorde absoluto.
RECONHECIMENTO QUE CRUZA FRONTEIRAS
Com duas décadas de impacto social, o PAB também já foi reconhecido em âmbito nacional. Em 2022, conquistou o Prêmio Unale Assembleia Cidadã, na categoria Projetos Especiais. Antes disso, em 2013, foi premiado com o Prêmio Camélia da Liberdade – Ação Afirmativa: Atitude Positiva, na categoria Poder Público.
E não para por aí: o modelo está se expandindo. Nove câmaras de vereadores catarinenses já firmaram parceria com a Alesc para implementar o PAB em seus municípios, sinalizando o desejo de espalhar essa transformação por todo o estado.
E VOCÊ, CONHECIA ESSA INICIATIVA?
Quantos programas você conhece que realmente fazem a diferença no cotidiano das pessoas? O PAB é mais do que um projeto de estágio — é uma política pública que combate a desigualdade pela raiz, apostando na juventude como motor da mudança.
Se você quer saber mais sobre como participar ou implantar o programa em seu município, acesse alesc.sc.gov.br e descubra como fazer parte dessa corrente de transformação.
Fonte: Agência AL
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