A fotografia é o eixo central de uma experiência que conecta arte, meditação e sensibilidade. Entre agosto e outubro de 2025, o fotógrafo Zé Paiva conduz a segunda edição da Oficina de Fotografia Contemplativa com Prática de Meditação, iniciativa que acontece em diferentes espaços de Florianópolis e também na Aldeia Guarani Tava’i, em Canelinha. As inscrições são gratuitas e já estão disponíveis ao público.
UMA EXPERIÊNCIA QUE UNE ARTE E ATENÇÃO PLENA
A proposta da oficina é conduzir os participantes por uma jornada que vai além da técnica. Após práticas de meditação guiada, o grupo é convidado a realizar saídas fotográficas, explorando o olhar atento e a percepção do momento presente. A atividade não exige experiência prévia nem em fotografia, nem em meditação.
De acordo com Zé Paiva, a iniciativa busca apresentar uma nova forma de se relacionar com o ato de fotografar, estimulando a atenção plena e a criatividade. “A fotografia contemplativa parte da escuta, da presença. É uma forma de olhar para o mundo que revela beleza onde antes havia pressa”, afirma.
DESCENTRALIZAÇÃO E ACESSO À CULTURA
O projeto contempla encontros em diferentes locais da capital catarinense, além de um módulo especial em Canelinha, dentro da Aldeia Guarani Tava’i. Para o fotógrafo, iniciar a jornada em um território indígena simboliza a importância de democratizar o acesso às linguagens artísticas.
“Iniciar o projeto em uma aldeia indígena reforça a proposta de democratizar o acesso a diferentes formas de expressão”, ressalta Paiva.
A iniciativa repete a essência de trabalhos anteriores conduzidos pelo artista, como a “Expedição Natureza da Ilha”, realizada recentemente, que também levou oficinas gratuitas a diferentes comunidades. A novidade desta edição está na integração entre meditação e fotografia.
UMA NOVA FORMA DE VER O MUNDO
A metodologia adotada por Zé Paiva inspira-se em ensinamentos de mestres budistas como Chögyam Trungpa, Lama Padma Samten e Sensei Kazuaki Tanahashi. O objetivo é desconstruir os condicionamentos do olhar cotidiano, libertando o participante das amarras técnicas e conduzindo-o a um processo criativo mais intuitivo.
“Mais do que técnica, buscamos despertar a sensibilidade por meio da atenção plena”, reforça o fotógrafo.
ESTRUTURA DAS OFICINAS
As oficinas terão carga horária total de 14 horas, divididas em seis encontros presenciais e online. Cada módulo combina momentos de meditação guiada, práticas fotográficas em campo e rodas de troca de experiências.
Para ampliar o acesso, a atividade contará com tradução em Libras para os inscritos na modalidade virtual. Serão oferecidas 20 vagas presenciais e 20 vagas online. O uso de câmeras profissionais não é obrigatório — celulares podem ser utilizados, e o tripé é opcional.
AGENDA DOS ENCONTROS
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23 e 24 de agosto – Aldeia Tava’i, Canelinha (SC)
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6 e 7 de setembro – Parque Estadual do Rio Vermelho, Florianópolis
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13 e 14 de setembro – Parque Ecológico do Córrego Grande, Florianópolis
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20 e 21 de setembro – Museu de Florianópolis
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27 e 28 de setembro – Estação Ecológica de Carijós, Florianópolis
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4 e 5 de outubro – Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, Florianópolis
As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo formulário online. As vagas são limitadas.
APOIO INSTITUCIONAL
O projeto é executado pelo Governo de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com financiamento do Governo Federal dentro da Política Nacional Aldir Blanc.
TRAJETÓRIA DE ZÉ PAIVA

Foto: Zé Paiva
Natural de Porto Alegre, engenheiro de formação e fotógrafo por escolha de vida, Zé Paiva mudou-se para Florianópolis em 1984 e, desde então, construiu uma carreira marcada pela produção autoral e publicitária.
Em 1993, frequentou o International Center of Photography, em Nova Iorque, e em 2012 concluiu a pós-graduação em fotografia pela Univali. Atuou como professor na UDESC e na ESPM, além de expor seus trabalhos em diferentes galerias do Brasil.
Autor de livros como “Expedição Natureza da Ilha”, o fotógrafo já teve obras selecionadas para a Coleção Pirelli Masp e foi finalista do Prêmio Conrado Wessel. Em 2012, conquistou o Prêmio Marc Ferrez da FUNARTE. Seu portfólio pode ser conhecido em zepaiva.com.
FOTOGRAFIA COMO CAMINHO DE TRANSFORMAÇÃO
A proposta de unir fotografia e meditação surge como uma resposta ao ritmo acelerado da vida contemporânea. Para Paiva, o exercício de atenção plena favorece a descoberta de um olhar mais profundo, capaz de captar detalhes e histórias invisíveis à pressa do cotidiano.
Ao colocar a contemplação no centro da prática, a oficina reforça a ideia de que fotografar não se resume a dominar técnicas, mas sim a cultivar um modo de ver que transforma tanto o autor quanto a imagem produzida.
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