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7 de setembro em Santa Catarina é palco de disputa política entre esquerda e direita

O feriado de 7 de setembro em Santa Catarina foi palco de manifestações antagônicas em várias cidades do estado. Neste dia, que marca a Independência do Brasil, tanto movimentos de esquerda quanto de direita ocuparam ruas e praças em defesa de projetos políticos distintos — e com posições diretamente opostas em relação à anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

De um lado, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro voltaram a se mobilizar em favor da anistia dos condenados pelos atos golpistas. Do outro, sindicatos, partidos progressistas e movimentos sociais organizaram marchas para defender a soberania nacional, justiça social e, sobretudo, a responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia.

O contraste entre os dois grupos reforçou a polarização política que marca o país nos últimos anos.


ATO DA ESQUERDA: CONTRA A ANISTIA E EM DEFESA DA SOBERANIA

7 de setembro em Santa Catarina esquerda florianópolis foto francine canto conecta sc
Foto: Francine Canto / Conecta SC

Em Florianópolis, a concentração ocorreu logo pela manhã no Parque da Luz, diante da Ponte Hercílio Luz. Misturando bandeiras do Brasil com bandeiras de partidos e movimentos sociais, os manifestantes levantaram faixas com frases como “Sem anistia”, “Prisão para os golpistas” e “Brasil Soberano e Justo”.

Em Blumenau, além das reivindicações nacionais, manifestantes cobraram a construção de uma policlínica que ofereça consultas especializadas e exames à população. Já em Chapecó, a concentração foi na Praça Coronel Bertaso, com foco na defesa da democracia e na cobrança por justiça.


ATO DA DIREITA: PRÓ-ANISTIA E EM APOIO A BOLSONARO

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Foto: reprodução

No mesmo dia, em diferentes pontos de Santa Catarina, apoiadores de Jair Bolsonaro também se organizaram. Vestidos de verde e amarelo, carregando bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, os grupos defenderam a anistia ampla dos condenados pelo 8 de janeiro e pediram a saída do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em Florianópolis, a manifestação começou na Beira-Mar Norte e seguiu até o Centro, onde um trio elétrico reuniu políticos e lideranças conservadoras. O governador Jorginho Melo (PL), o prefeito Topázio Neto (PSD), além de Renan Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, marcaram presença. Um áudio gravado pelo ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, foi reproduzido para os apoiadores.

Em Blumenau, a mobilização ocorreu em frente à Prefeitura, com a presença de lideranças políticas locais. Chapecó também reuniu manifestantes na Praça Coronel Bertaso, repetindo as palavras de ordem “Volta, Bolsonaro”. Joinville e Balneário Camboriú seguiram a mesma linha, sendo que nesta última cidade houve coleta de assinaturas em favor da anistia irrestrita.


7 DE SETEMBRO EM SANTA CATARINA: UM CAMPO EM DISPUTA

O contraste das manifestações em Santa Catarina e no Brasil evidenciou duas leituras distintas do que significa “liberdade” no atual cenário político. Enquanto a direita pede clemência e anistia para os acusados de tentar reverter o resultado eleitoral de 2022, a esquerda insiste na importância da memória, da verdade e da responsabilização como pilares para uma democracia sólida.

O 7 de setembro de 2025, portanto, não apenas celebrou a independência do Brasil, mas também expôs, mais uma vez, as disputas em torno do futuro do país.



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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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