A regulamentação da profissão multimídia reconhece uma realidade que já não podia mais ser ignorada

Multimídia sempre foi, para mim, uma profissão difícil de explicar, mesmo quando a “realidade multimídia” já fazia parte da nossa vida há bastante tempo, com computadores, smartphones e toda uma sorte de aparatos multimidiáticos integrados ao nosso cotidiano.
Em 2006, escolhi cursar a faculdade de Multimídia Digital, hoje chamada Produção Multimídia, porque me encantei com a possibilidade de usar múltiplas ferramentas e linguagens para me comunicar.
Entretanto, durante muitos anos, dizer que eu tinha estudado multimídia me fazia sentir uma pessoa “estranha”. Pouca gente entendia o que isso significava. A profissão não existia nos cadastros oficiais nem nos concursos públicos, apesar de suas competências serem cada vez mais centrais para a comunicação, a cultura e a educação.
Por isso, a regulamentação recente da profissão de multimídia, sancionada pelo presidente Lula, tem um significado profundo. É o reconhecimento tardio de uma prática que existe faz tempo, mas que não era devidamente reconhecida.
Essa regulamentação trouxe à tona novamente a questão da necessidade de graduação acadêmica para o exercício da profissão.
Minha posição diante disso é clara: é estapafúrdio pensar que alguém precise de um diploma para poder se comunicar, assim como seria exigir que um artista fizesse faculdade para poder criar.
O que faz sentido, e isso eu defendo, é que os concursos públicos exijam formação adequada e que as plataformas e os veículos de comunicação sejam mais democráticos e regulados para enfrentar a desinformação.
Assim sendo, celebro esse momento histórico com alegria! Viva a liberdade de expressão, viva os profissionais multimídia e viva o reconhecimento de uma profissão que está super presente na sociedade e que, finalmente, começa a ser respeitada como merece.





